Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Revista de fotojornalismo LIFE completa 75 anos



23.11.2011 23:03


Nos últimos três quartos de Século, não houve orgulho maior para um fotógrafo do que ver um trabalho seu publicado na LIFE, sobretudo se conseguisse a capa. A publicação norte-americana tornou-se um autêntico catálogo da História do Século XX. A 23 de Novembro de 1936 foi publicado o primeiro número da revista de fotojornalismo - ou seja, faz hoje 75 anos.


A II Guerra Mundial foi muitas vezes capa com imagens ainda hoje reconhecidas em todo o Mundo.

Entre as fotografias mais emblemáticas estão os bombardeamentos a Itália, as batalhas em Iwo Jima e a libertação dos campos de concentração.
A família Kennedy foi uma das mais fotografadas. A primeira capa com John e Jackie Kennedy foi publicada em 1953. Eram ainda um casal de namorados.
Nos arquivos está também a imagem de Marilyn Monroe a cantar para JF Kennedy.
Outra das fotografias exclusivas da LIFE é do assassinato de Robert Kennedy em 1968.
A primeira fotografia de um embrião foi publicada na edição de 30 de Abril de 1965.
No final dos anos 60, o Mundo olhava para a Lua. E, as primeiras viagens foram muitas vezes capa da LIFE.
A chegada de Neil Armstrong teve direito a fotos exclusivas.
Música e cinema estiveram também muitas vezes em destaque.
A visita dos Beatles a Miami fez a capa da revista em 1964.
A LIFE foi criada por Henry Luce, também fundador da Time e da Fortune, e deixou de ser publicada em 2000.
Hoje são apenas publicados números especiais. Todo o arquivo, que faz a história dos últimos 75 anos, pode ser consultado na Internet.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LIFE - revista pioneira do fotojornalismo


Lançada revista pioneira do fotojornalismo
Actualizado há 21 horas e 21 minutos


A 23 de Novembro de 1936 é lançada a revista Life, a primeira a apostar fortemente no fotojornalismo, e responsável por algumas das imagens que mais marcaram o século XX.

Na sua primeira "encarnação", a Life nada tinha a ver com a marca que tanto prestígio angariou ao longo do século XX: uma revista leve, de humor e assuntos mundanos, fundada em 1883, comprada em 1936 por Henry Luce, que apenas estava interessado no título. Este capricho custou-lhe, na altura, 92 mil dólares.
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Luce rapidamente se desfez dos conteúdos, que vendeu a outra publicação, e transformou a Life numa revista apoiada fortemente no fotojornalismo.
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A aposta foi ganha quase de imediato. Ao longo de meia centena de páginas, praticamente o único texto que se lia eram as legendas das grandes fotografias. Estas eram impressas com grande qualidade, mas a circulação massiva permitia baixar os custos e o leitor pagava apenas dez cêntimos por cada edição, cerca de €1,15 aos preços actuais.
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A conjugação de eventos internacionais também ajudou. Material para fotografar e exibir abundava, desde o motivado pela grande depressão norte-americana, ao cerco de Madrid por parte de Franco, à invasão da Etiópia por Mussolini e à consolidação do poder, na Alemanha, por parte de Hitler.
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Até Luce foi apanhado de surpresa pelo sucesso. A primeira tiragem foi de 380 mil cópias, mas, quatro meses mais tarde, a empresa estava a imprimir um milhão e meio de exemplares.
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Como não podia deixar de ser, algumas das edições mais memoráveis surgiram durante a Segunda Guerra Mundial. A partir da entrada dos EUA na guerra, a revista dedicou-se à causa aliada com todo o seu fulgor.
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Data da mesma época um dos primeiros incidentes a afectar a credibilidade da revista. O famoso jornalista Robert Capa, que mais tarde morreu ao serviço da Life, enquanto cobria a guerra da Indochina, foi dos primeiros jornalistas a desembarcar na Normandia. Um descuido no estúdio da Life, porém, levou a que as imagens ficassem tremidas. A Life, na legenda, culpou o fotógrafo, cujas mãos estariam a tremer. Capa negou sempre essa versão.
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No final da guerra a Life publicou ainda outra imagem que se tornaria verdadeiramente icónica: a da enfermeira nos braços de um marinheiro, festejando de forma intensa a vitória na guerra.
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Ao longo das décadas seguintes a revista perdeu algum do seu prestígio. Mudou de periodicidade algumas vezes e chegou mesmo a fechar, por duas ocasiões, antes do encerramento definitivo, em Março de 2007. A marca permanece, porém, na forma de um site.


Editado por Filipe d'Avillez
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http://www.rr.pt/informacao_nestedia.aspx?fid=103&did=129859
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

'Life' revela 'online' fotos inéditas de Marilyn Monroe

Preciosidade

03 Junho 2009

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Imagens tiradas por Ed Clark em 1950, ainda a actriz era pouco conhecida, ficaram inéditas na 'Life' até agora. Marilyn aparece de camisa com monograma e calções, ou então de biquíni a ler um argumento.

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Em 1950, o fotógrafo Ed Clark enviou vários rolos fotográficos à redacção da revista Life, em Nova Iorque, contendo uma sessão fotográfica de uma bela e sensual loura de 24 anos chamada Marilyn Monroe. A resposta que obteve foi: "Marilyn Monroe? Quem diabo é Marilyn Monroe?"

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Quase 60 anos mais tarde, esses rolos foram encontrados na redacção da revista, que agora só existe online (www.life.com), que decidiu publicar 18 delas no seu site. Tiradas no Parque Griffith, em Los Angeles, as fotos mostram Marilyn, então apenas conhecida como modelo (apesar de já ter aparecido num pequeno papel em Quando a Cidade Dorme, de John Huston), usando calções e uma camisa com o seu monograma, ou de biquíni a ler um argumento não identificado. Numa entrevista dada em 1999, Clark explicou como tirou as fotos agora tornadas públicas: "Como ela ainda era uma desconhecida, foi fácil passar muito tempo a fotografá-la. Nós íamos para o Parque Griffith e ela punha-se a ler poesia".

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Quatro anos antes destas fotos terem sido tiradas, Marilyn Monroe era ainda Norma Jean Dougherty, operária numa fábrica de munições e mulher de um marinheiro. Dois anos mais tarde, Marilyn seria capa da Life, e uma foto tirada por Ed Clark a ela e a Jane Russell no filme Os Homens Preferem as Louras, teria também honras de primeira página.

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Dawnie Walton, editora da edição digital da revista, assegura que não são conhecidas as razões pelas quais estas preciosas fotografias nunca foram publicadas, mas juntamente com as imagens, nos arquivos, foi encontrada uma nota dirigida ao editor de fotografia, na qual consta que a sessão é "excessiva e foi mal revelada".

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in DN 2006.06.26

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

As fotografias míticas de Robert Capa no Dia D

Especial Dia D

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São apenas 12, mas o fundador da Magnum fez no desembarque da Normandia das melhores imagens da história do fotojornalismo

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Luiz Carvalho
10:00 Sábado, 6 de Jun de 2009
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As imagens de Capa fazem parte da história do fotojornalismo
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As imagens de Capa fazem parte da história do fotojornalismo
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Têm todos defeitos para serem das piores fotografias de uma reportagem. Estão tremidas, desfocadas, com uma luz difusa, e para uma reportagem completa não se pode dizer que dêem uma grande possibilidade de escolha, pois são apenas 12 fotografias. Mesmo assim são consideradas - apesar de todos estes defeitos técnicos e editoriais -, das melhores imagens da história do fotojornalismo.

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Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL DIA D

Trata-se das fotografias míticas do mítico Robert Capa, o mesmo que imortalizara a morte em combate do republicano espanhol na Guerra Civil, o mesmo que dois anos depois do desembarque dos americanos na Normandia, fundou a agência fotográfica Magnum.

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A história dessa dúzia de fotografias, também elas sobreviventes da guerra, é contada pelo então director de fotografia da delegação da "LIFE " em Londres, 24 Upper Street Wimpole, John G. Morris no seu livro "Des Hommes d`Images". Morris descreve com dramatismo e humor os dias difíceis em Londres, entre bombardeamentos persistentes e a necessidade de furar o controle da censura, o arranjar formas de fazer chegar a Nova York fotografias da luta contra o domínio nazi. A "LIFE " tinha a trabalhar para a delegação em Londres os então mais cotados fotojornalistas do mercado. Destacavam-se Bob Landry, George Rodger, Frank Scherschel e o já famoso Robert Capa.
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A preparação da reportagem do desembarque na Normandia foi meticulosamente preparada pela "LIFE ", que fazia questão em concorrer taco-a-taco com as agências noticiosas, o que deixava algum mal estar junto destas. A "LIFE " considerava que as suas fotografias deveriam ser as melhores e as mais exclusivas. Por isso destacou seis fotógrafos, contra outros seis das outras três agências presentes.

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Com a influência política que a "LIFE " tinha, e graças ao prestígio de fotógrafos seus junto das entidades militares (caso de David Seymour que chegou a trabalhar como sargento-fotógrafo para a Força Aérea americana), John G. Morris conseguiu que Robert Capa pudesse entrar a bordo com o 16º Regimento da 1ª divisão, designada de "Easy Red" numa operação com o código "Omaha".
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Foi um desembarque dramático, segundo relatou Capa, e esses minutos onde havia mortos e feridos por todo o lado, foram testemunhados pela câmara fotográfica Leica de Capa em quatro filmes de 36 fotos cada um.

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Em Londres, John G. Morris, ansiava pelas fotografias, mas naquele dia não se soube nada. Nem se havia fotografias, nem no que teria acontecido a Robert Capa. Só ao fim da tarde do dia seguinte, chegou um motociclista com um pacote à sede da "LIFE ". Havia um nervosismo enorme. Havia que revelar rápido os filmes, imprimir as fotos e ir a correr com elas à censura para depois poderem seguir para a sede de "LIFE " em Nova York.

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Os filmes começam a ser revelados por um assistente (diz-se que seria o estagiário David Burnett, hoje um decano do fotojornalismo) que decide fechar a porta do laboratório enquanto a estufa secava os filmes. Passados minutos, o estagiário corre para Morris e diz-lhe apavorado que os filmes derreteram com o excessivo calor da estufa. Morris constata que três dos filmes estão esturricados mas que no quarto se conseguem salvar 12 fotografias, aquelas que hoje conhecemos.

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A cena é tão desagradável que Robert Capa nunca quis comentar com John G. Morris este acidente. Estas fotos ficaram para a História como testemunhos de um momento extraordinário. Há outras fotografias de outros fotógrafos de agência e mesmo da "LIFE ", fotografias tecnicamente perfeitas e que até mostram bem todo o aparato militar mas que não têm a emoção nem o sentido da história das de Capa.

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Clique para ver no site da revista LIFE as imagens de Robert Capa
in

expresso.pt/as-fotografias-miticas-de-robert-capa-no-dia-d


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