Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Cenas para a história: em fotos, veja os oito anos do governo Lula

 

 Política | 26/12/2010 | 04h57min

2006: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva toma banho de mar na Praia da Lagoa Doce, no município de Luís Correia, Piauí
Foto: Celso Júnior/AE

"A fotografia mais me ajudou. Afinal, sou um cara fotogênico", diz o presidente

Ricardo Chaves, editor de fotografia de ZH | ricardo.chaves@zerohora.com.br
. A fotografia é um dos principais instrumentos para compreender o que foram os oito anos do governo Lula. Pelas lentes do fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert, se revela a trajetória do presidente operário que viajou pelo Brasil e pelo mundo, tratou a área social como prioridade, superou o escândalo do mensalão, se reelegeu e chega ao fim do mandato ostentando índices recordes de popularidade.

> A trajetória do presidente Lula em 20 fotos históricas

Faltando 15 dias para ele deixar o poder, perguntei ao presidente Lula se nos oito anos do seu mandato a fotografia, e os fotógrafos, tinham mais o ajudado ou atrapalhado.

Se não é fácil ficar tanto tempo exposto à curiosidade e às implacáveis lentes de tantos caçadores à procura de imagens interessantes, no caso dele poderia, talvez, ter sido ainda mais complicado, pois sua educação foi adquirida na luta pela sobrevivência e no chão da fábrica – onde, como torneiro mecânico, perdeu o dedo menor da mão esquerda, mutilação alvo constante da indiscrição das objetivas. Sem vacilar, respondeu em tom de brincadeira:

— Mais me ajudou, claro. Afinal, sou um cara fotogênico...

Logo depois, visivelmente emocionado, puxou para junto de si o fotógrafo oficial, Ricardo Stuckert, que estava ao seu lado, deu-lhe um abraço e completou:

— Esse garoto é fora de série, e tem outra coisa: trabalha por coco... – disse, numa alusão à dedicação do encarregado de produzir as imagens divulgadas pela comunicação da Presidência.

Ricardo Henrique Stuckert, ou Stuckinha, como é conhecido, tem 40 anos e acompanha Lula desde a posse do primeiro mandato. Juntos estiveram em 90 países. Voaram 4 mil horas. Percorreram 2 milhões e 793 mil quilômetros. Stuckinha é autor das 34 mil fotos disponibilizadas no site da Presidência, organizado por ele, e que teve quase 4 milhões de downloads.

Imagem pode não ser tudo, mas ninguém duvida de que tem grande importância. Especialmente para quem exerce o poder, como comprovam as antigas relações de papas e reis com os artistas de sua época. As pessoas sempre foram vulneráveis à persuasão da arte. Por meio dela, é possível transmitir confiança, construir uma identidade.

O imperador Augusto mandou fazer sua estátua de pés descalços, homem humilde, próximo do bem e da paz. Quem patrocina protege, e quem é patrocinado apoia. Do patrocínio à tutela, o caminho pode ser bem curto. Muitas vezes o conflito foi inevitável, resultado da insubordinação do artístico. Michelangelo chegou a levar uma paulada do papa Júlio II.

Leonardo da Vinci, contemporâneo de Machiavel, aproveitou os ensinamentos e encontrou no “Princípe” César Borgia um mecenas para bancar seus projetos. Entendeu que é preciso saber assediar o poder numa troca hábil e bem negociada para que sobrevivam as ideias.

Diego Velázquez (1599-1660) foi o principal artista da corte do rei Filipe IV de Espanha. Francisco Goya (1746-1828) foi nomeado em 31 de outubro de 1799 “primeiro pintor da câmara... com direito a coche”.

Leia a reportagem completa na edição deste domingo de Zero Hora.

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ZERO HORA
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Política | Oito anos do governo Lula - Foto 1

2001: O presidente de honra do PT e Lula, na época pré-candidato à presidência, caminhando na praia de Geriba, em Búzios, Região dos Lagos, Rio de Janeiro:imagem 1
Crédito: Wilton Júnior/AE
2001: O presidente de honra do PT e Lula, na época pré-candidato à presidência, caminhando na praia de Geriba, em Búzios, Região dos Lagos, Rio de Janeiro
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26 de dezembro de 2010 | N° 9032AlertaVoltar para a edição de hoje

ERA LULA

Os fotógrafos da Presidência

O Fotógrafo Ricardo Stuckert Filho registrou os oito anos de Lula na Presidência. Talvez tenha sido a pessoa que teve o convívio mais próximo com o presidente.

Ricardo herdou o gosto da fotografia do pai Roberto, conhecido como Stuckão, hoje com 67 anos, que foi fotógrafo oficial do último presidente militar, o general João Baptista Figueiredo. O relacionamento da família Stuckert com o poder não se fecha com a saída de Lula. Terá continuidade com o Roberto filho, que irá acompanhar o mandato da primeira mulher eleita presidente do país Dilma Rousseff.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mostra celebra mistura de técnicas antigas e novas de fotografia



13 de julho de 2010 | N° 16395

ARTES

Uma nova revelação

Mostra celebra mistura de técnicas antigas e novas de fotografia

Durante a abertura da exposição Muito Mais do que Uma Imagem em Papel..., nesta sexta-feira, às 19h, o banheiro da 72 NY Gallery, na Capital, será transformado em um laboratório fotográfico. É lá que Gustavo Razzera vai revelar fotos de personalidades convidadas, captadas na hora, em uma espécie de “fotoperformance” que lembra os retratos feitos por Andy Warhol.

Depois, as imagens serão digitalizadas e impressas. Essa mistura de tecnologia e técnicas antigas de fotografia dá o tom – por vezes sépia, por vezes um colorido exuberante – da mostra, que reúne diversos artistas.

O curador André Venzon, que também participa da exposição, separou as imagens em três segmentos. Um deles é composto pelos sete participantes do grupo Espírito dos Sais, criado pelo fotógrafo Luiz Achutti para explorar, em uma estética atual, técnicas históricas de registro fotográfico, como a cianotipia, que utiliza papel com sais de ferro e dá origem a imagens de cor azul (daí o nome da técnica).

– O mercado da fotografia está em ascensão. Temos relatos de que, no Exterior, os processos antigos estão muito valorizados – diz Venzon.

Além do grupo de Achutti, haverá outros artistas convidados pela curadoria, utilizando técnicas diversas. Representam os demais segmentos da exposição, com imagens urbanas, de um lado, e do corpo e da figura humana, de outro. São 11 artistas (além da participação especial de Razzera) que vêm de áreas como fotografia de moda (Alexandre Godinho) e foto documental (Jean Schwarz).

– Há imagens feitas com diferentes processos, como montagem e impressão sobre tecido. Ao trazer artistas de formações diversas, queremos estimular outros tipos de olhar, mas sempre com um trabalho artístico. E, acima de tudo, contemporâneo. Não há nada de foto “antiga” – afirma Venzon.
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http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2968744.xml&template=3898.dwt&edition=15080&section=999
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