Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 2 de agosto de 2020

coretos 35, por Elisa Fardilha

A presente publicação tem como base fotos de coretos, de autoria da minha "velha" amiga Elisa Fardilha, a quem agradeço a gentileza.

 

Bom Jesus de Braga

Nazaré (Sítio)

 

Oleiros (Castelo Branco)

Póvoa de Varzim

Santo Tirso

Tavira

Tomar

sábado, 10 de setembro de 2016

em Santo Tirso

Creio que na minha juventude vim algumas vezes a Santo Tirso com o meu avô Luís, químico-analista mas não recordo qual o motivo, se seria por dela ser originária a família  da Alexandrina, se por causa das análises químicas a produtos alimentares que ele fazia fora das horas de serviço para arredondar o ordenado ao fim do mês, que lhe permitiam também obter gratuitamente e dos clientes produtos de boa qualidade como azeite e vinho do Porto, que creio depois vendia a pessoas amigas.

Santo Tirso, outrora importante centro industrial têxtil, não estava previsto para a minha rota de hoje, mas regressado de Landim rumo a Vila do Conde, o sol a bater de chapa nestas vias estreitas e sinuosas, com não assinaladas curvas e contracurvas, ainda mais perigosas para a condução de quem não tem pontos de referência por me serem percursos inabituais, ocasionais, leva-me a desistir de apanhar a A7 inflectindo para oriente rumo a Santo Tirso, onde chego já ao entardecer. Ceio que estive aqui o ano passado cm o Zé e a Teresa, mas não reconheço o lugar nem encontro a Pastelaria Moura onde também já ao fim do dia comemos Jesuítas, uma especialidade doceira e que outrora e no alentejano burgomedieval apreciava, tal como as queijadas de Évora ou chá e torradas/sandes de fiambre. De jesuítas falo em  ISESE - O Dia do Marquês em 1974 (http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2015/07/isese-o-dia-do-marques-em-1974.html)


Mas deixemos os entretantos ou desvios e vamos aos finalmente. Para além da referida doçaria são igualmente especialidade da terra os limonetes, produzidos com grande qualidade pelas diversas pastelarias da cidade e, na Região o Vinho, Verde e o Licor de Singeverga, produzido pelos monges beneditinos do mosteiro homónimo, na freguesia de Roriz, nesta merecendo referência as bolachinhas conventuais e os bolinhos de mel.

O Centro Histórico, com um pequeno jardim arborizado, tem um ar harmonioso, cuidado e acolhedor, com algumas esplanadas e nele coabitam edifícios dos séculos XIX e XX com arquitectura do Estado Novo, de que são exemplo o edifício dos CTT e uma vivenda  Situada no Vale do Ave, aqui se encontrava a Fábrica Fiação e Tecidos Rio Vizela, fundada em 1845, nas freguesias de Vila das Aves e São Tomé de Negrelos, que foi a primeira unidade do ramo no país, chegando também a ser maior fábrica portuguesa do sector. Na área do Concelho a freguesia de Roriz tem património edificado que merece visita. Será pois um dos meus objectivos num dos próximos dias.
















(antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários)


2016.09.09