EM TEMPO - Não fosse o fotógrafo, Steve McCurry ou Nick Ut Lieux ou qualquer outro, muitos arriscando a vida em cenários de guerra, alguém saberia ou se preocuparia com a existência e problemas de Sharbat Gula ou de Kim Phuc ? E quem se lembra ou acode ou se preocupa com as restantes largas milhares de vítimas, vivas ou sobreviventes das mesmas guerras ou similares e todas elas devendo merecer igual reparação e memória ?
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 5 de novembro de 2016
Steve Mccurry e a mulher afegã - em torno dum texto de MEC
EM TEMPO - Não fosse o fotógrafo, Steve McCurry ou Nick Ut Lieux ou qualquer outro, muitos arriscando a vida em cenários de guerra, alguém saberia ou se preocuparia com a existência e problemas de Sharbat Gula ou de Kim Phuc ? E quem se lembra ou acode ou se preocupa com as restantes largas milhares de vítimas, vivas ou sobreviventes das mesmas guerras ou similares e todas elas devendo merecer igual reparação e memória ?
domingo, 13 de junho de 2010
Steve McCurry - Maior fotógrafo vivo do planeta fala de sua vida e das imagens que fez -
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ENTREVISTA
Retratos da condição humana
Steve McCurry, o fotógrafo que sensibilizou o mundo com a imagem de uma menina afegã, ensina o caminho para uma foto memorável
Pergunta – Qual é o caminho para uma foto se tornar mundialmente conhecida?
Steve McCurry – Como em qualquer vocação, você precisa de tenacidade, perseverança e compromisso com o seu trabalho para ser um fotógrafo de sucesso. Eu acho importante a habilidade de ser capaz de isolar e reconhecer uma foto ou uma cena. Nas fotos de pessoas que fotografo, por exemplo, reconheço algo fascinante sobre a aparência daquela pessoa. Sejam seus olhos ou o jeito como está vestida. Eu procuro achar uma espécie de conexão que prenda a minha atenção.
Pergunta – Isso torna a foto especial?
McCurry – Uma boa foto é aquela que diz algo sobre a pessoa ou a situação. Nós, de alguma forma, nos vemos nas outras pessoas, então um bom retrato também deve dizer algo sobre a condição humana. Nós vemos a emoção da pessoa que podemos relacionar – felicidade, tristeza, sofrimento. Quando o retrato não faz sucesso, é porque você não enxerga nada além dele. Você deve ser levado em alguma direção particular.
Pergunta – Qual foi o seu maior desafio profissional?
McCurry – Foi durante a Guerra do Golfo, pelo impacto do ambiente. Não tanto pela guerra, mas pelo que sobrou do pós-batalha. Todos os poços de petróleo estavam pegando fogo. Isso era uma experiência absolutamente fora do normal, esteja você em outro planeta, num set de filmagem ou no fim do mundo. Seiscentos poços queimando. Às 11 horas da manhã, era como se fosse noite. Animais vagavam pelos campos perdidos, soldados iraquianos mortos por todos os lados. Era a visão do inferno.
Pergunta – Já passou algum tipo de situação inusitada para tirar uma boa foto?
McCurry – Eu estava fotografando os efeitos dos foguetes e projéteis de morteiro em Cabul, no Afeganistão. De repente, um monte de foguetes começou a cair na cidade. Eu precisava achar um abrigo. O primeiro refúgio que encontrei foi o que parecia ser uma série de prédios abandonados. Entrei e me escondi. Quando vi, estava dentro de um sanatório abandonado, onde moravam vítimas de mais de uma década de guerra, soldados que perderam a sanidade mental e civis traumatizados pela indelével imagem de horror que presenciaram. Não tinha eletricidade, água potável, enfermeiras nem médicos. A maioria dos homens e mulheres ficava caminhando ou sentado o dia inteiro num estupor catatônico. Eu os fotografei, e eles pareciam completamente alheios à minha presença. Em um certo ponto, olhei para trás e um homem batia com uma pedra na cabeça de outro. Eu apenas lembro de ver uma enorme pedra de cem quilos balançando sobre a cabeça de outro homem. Nós o pegamos com dificuldade e corremos para levá-lo ao hospital.
Pergunta – É mais fácil fazer boas fotos com as câmeras digitais?
McCurry – Uma das coisas mais interessantes da foto digital é que você é capaz de fotografar com muito pouca luz e, mesmo assim, parar uma ação, quando mesmo os filmes mais rápidos não podiam congelar a imagem tão bem. A velocidade do disparador era muito lenta, e objetos que se movem saíam borrados. Eu sempre fico atônito em poder fotografar com clareza e nitidez em condições extremas de luz baixa.
Pergunta – O que é mais importante para uma boa foto: o momento ou a condição?
McCurry – Quando a foto é apenas baseada na preocupação da luz e da cor, não acho que vá muito longe. A cor sozinha e a estrutura não são, para mim, o que fazem a foto ser boa. Não penso muito sobre o uso da cor, a não ser quando quero suavizar uma paleta que pode estar distraindo ou chamando atenção. Eu penso que um fotógrafo precisa dizer alguma coisa sobre a pessoa: ou fornecer algum insight. Mostrar como a vida dela é diferente da minha.
Pergunta – Como foi seu primeiro contato com uma câmera fotográfica?
McCurry – Estudei história e cinema na universidade. Eventualmente, me concentrando em fazer filmes. Durante minha busca por uma carreira no nicho de documentários, fiz aulas de belas artes na fotografia. Ao mesmo tempo, comecei a fotografar para o jornal da universidade. Era como se um novo mundo se abrisse para mim. A fotografia era um trabalho solitário, enquanto os filmes eram um esforço de equipe. Amei a ideia de poder sair por uma porta e começar um trabalho, a fotografar sem um plano particular em mente, apenas pensando e observando a vida ao que ela se revela, desde uma fascinante rachadura numa calçada ou parede a uma fotografia de uma pessoa interessante.
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Divulgação -
domingo, 18 de outubro de 2009
Steve McCurry e Sharbat Gula
From Wikipedia, the free encyclopedia
| Steve McCurry | |
|---|---|
Steve McCurry on "Celebrating Multiculturalism Through Photography", Central Market Annex gallery, Kuala Lumpur, Malaysia | |
| Born | Steve McCurry February 24, 1950 (1950-02-24) (age 59) Philadelphia, Pennsylvania |
| Occupation | Photojournalism |
| Other names | Steve McCurry |
| Notable credit(s) | Robert Capa Gold Medal for Best Photographic Reporting from Abroad |
Contents |
Early life
Career
Recognition
External links
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O fim da saga do Kodachrome e Sharbat Gula
Resultados de imagens para "Sharbat Gula"
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O fim da saga do Kodachrome
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Kodachrome - o fim
24 Junho, 2009
Kodachrome - o fim
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Perante um cenário em que os rolos eram utilizados por um grupo muito restrito de fotógrafos, a empresa americana não precisou de pedir à mãe de ninguém para acabar com o Kodachrome. Ela própria tirou-o do mercado.
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»»Paul Simon cantou Kodachrome assim:
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When I think back on all the crap Ive learned in highschool
Its a wonder I can think at all
Though my lack of education hasnt hurt me much
I can read the writings on the walls
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Kodachrome, they give us those nice bright colours
They give us the greens of summers
Makes you think all the worlds a sunny day, oh yeah
I got a nikon camera, I love to take a photograph
So mama dont take my kodachrome away
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If you took all the girls I knew when I was single
Brought em all together for one night
I know theyd never match my sweet imagination
Everything looks better in black and white
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Mama dont take my kodachrome away, mama dont take my kodachrome away
Mama dont take my kodachrome away
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Mama dont take my kodachrome, mama dont take my kodachrome
Mama dont take my kodachrome away
Mama dont take my kodachrome and leave your boy so far from home
Mama dont take my kodachrome away
Mama dont take my kodachrome, whew whew, mama dont take my kodachrome away
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Kodachrome, 1973
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