"Seria bom que compreendesse que quando se pensa profundamente numa determinada coisa mais vale morrer do que expor esses pensamentos" (Thomas Edward Lawrence)
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
portfólio fragmentos de memória |
Açores Entre as asas da imaginação e o desespero de momentos cruciantes, o verde dos campos recortados e o mar admoestando as rochas com bafos de alguma raiva |
Digo de mim, com alguma frequência, nunca ter saído da "idade dos porquês". . Nasci no Barreiro há cinquenta e sete anos, numa espécie de “vila operária", bem defronte da margem do Coina. e todo e cada local ou centenas de figuras humanas, filhos da terra são-me familiares, íntimos, fazem parte das minhas memórias mais recônditas. . Desde muito cedo me embrenhei na força das imagens elegendo a fotografia como a linguagem mais perfeita para “ creditar situações, mostrar fragmentos, ver a realidade e bem assim o que a transcende”.. . Por opção, fui repórter fotográfico desde mil novecentos e setenta e dois, tendo colaborado com jornais tais como o “ República”, o “ Século”, o “ País”, o “ Diabo”, a “ Tribuna”, o “ Novo Observador”, o “ Tal e Qual”, entre outros, hoje já desaparecidos. . Colaborei com Agências Noticiosas como a "Associated PRESS", "Photographer`s International” e “ Solo Sindication”. . Fui redactor dos jornais “Turisver” e “ Correio das Regiões” e Coordenador Editorial do “Jornal do Barreiro”., entre outros. . Vivenciei algumas experiências no mundo da Rádio. . Deambulei e deambulo pelo mundo da pintura. No dia-a-dia, num silêncio descomprometido, concentro os olhos nas sardas da paisagem e cruzo-me com circunstâncias na leitura ocular de algo que para a maior parte de outros não passaria de uma vaga hipótese, ou nem isso. . E julgo que hoje, sem amargos de alma, sem remendos de sensações baças, sem complacências politicamente correctas, num silêncio que esfarrapa o tempo, remeto-vos para recortes do Barreiro, a minha terra, de Lisboa, da Figueira da Foz, da Madeira, dos Açores, entre outros locais, através de um “molho” de imagens descomprometidas, besuntadas de saudade e embaladas numa esperança, que vos ofereço. Sem remendos, repito, de olhos lavados, sem palavras ou imagens corrosivas e, sobretudo, com o compromisso de continuar a ser eu próprio, neste mundo em imprudente confusão. |
Clica nas caras das pessoas na foto para as identificares. |