Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

Mostrar mensagens com a etiqueta Bagunte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bagunte. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de novembro de 2025

(34) Azenhas da Ponte do Ave pelo olhar d'outrem

* Victor Nogueira


Goodle maps - Ponte do Ave (2025)

Á esquerda a casa dos moleiros e o monho de água do Sabariz, em Bagunte. A direita, em Macieira da Maia, as azenhas do Rio e do Campo. Ao centro, o açude. No canto inferior direito, a ponte D. Zameiro 


Ponte do Ave e azenha do Rio, em Macieira da Maila, vista de Bagunte (google street view (2020 09)


Ponte do Ave Bagunte  - caminho para a azenha do Sabariz e casa dos moleiros. Na outra margem, em Macieira da Maia , as azenhas do Rio e do Campo (google street view 2020)

~~~~~~ooo0oooo~~~~~~

As fotos seguintes, de vários autores,  foram extraídas das disponibilizadas no street view do Google Maps


Ponte do Ave- - açude e azenhas do Rio e do Sabariz foto Jorge Carvalho


ponte do Ave Acude visto de Bagunte foto António Júnior 2025 08


Ponte do Ave - azenha do Sabariz em Bagunte foto Manuel Barata




Ponte do Ave - azenha do Sabariz, em Bagunte foto Cristina Brandão (2025 04)


Ponte do Ave - azenha do Sabariz em Bagunte foto António Brandão (2022 06) 


Ponte do Rio Ave - Azenha do Sabariz e casa dos  moleiros foto jossansS    (2024 02) 


Ponte do Ave azenhas do Rio e do Campo em Maieira a Maia foo Robert Mathews (2029 09) 


  Ponte do Ave - Azenhas do Rio e do Campo, foto Cristina  Brandão (2025 04)


Ponte do Ave - casa dos moleiros, em Bagunte foto  José Sousa  (2023 08)

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

As fotos seguintes foram extraídas   de "Proposta para Classificação como Património de Interesse Público Municipal  Complexo Molinológico de Ponte d'Ave"  da autoria de R. Bruno Matos e Francisco Barata, sendo um relatório técnico (2016 09 02), editado pela ASSOCIAÇÃO CÍVICA DE SÃO SALVADOR DE MACIEIRA DA MAIA  (1)


Bagunte azenha do Sabariz e casa dos moleiros Registo histórico  Fonte R. Bruno Matos; Ano 1ª metade do séco XX


Casa dos Moleiros; Fonte: R. Bruno Matos; Ano: 2014

(1) https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/102720

Azenhas no Rio Ave, em fotos de capa (33) imagens d'outrem

 * Victor Nogueira    



oFtografia da Colecção da Foto Guedes, pertença do Arquivo Municipal do Porto, de autoria, data e local desconhecidos. Pela paisagem envolvente e alguns pormenores da imagem, presume-se que retrate uma cena do início do século XX, algures na região do Minho. Atente-se no pormenor da eventual transferência da carga (cereal ou farinha) dos animais para a barca, assim como na azenha temporária, tendo em conta a sua estrutura tosca e cobertura de colmo, com o paredão em cunha que a protegia das fortes correntes e cheias de Inverno(.»1)


A estrutura aparentemente precária na margem direita, seria de apoio a azenha, de pedra. ou a casa e armazém do moleiro. Note-se que esta azenha é de menores dimensões do que a que lhe fica defronte, na margem esquerda

2025 11 03  - Azenhas no Rio Ave, Vila do Conde. Pormenor de fotografia do início do século XX, do Estúdio Guedes (Porto). Espólio do Arquivo Municipal do Porto. (1)

Nos dias de hoje este terreno é um baldio, onde uma esguia chaminé fabril, vermelho tiljolo, se ergue solitaria, testemunho de épocas passadas


2025 11 05 -Azenhas do Mosteiro de Santa Clara; Autor: Marques Abreu; Ano: c. 1900; Fonte: Arquivo pessoal José Cunha. (1)

«As "Azenhas do Mosteiro de Santa Clara" referem-se a um complexo de azenhas no rio Ave, que pertenceu ao Mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde. Estas azenhas, com possível origem no século XVI, foram doadas ao mosteiro em 1385 pelo rei D. Fernando, que já as havia adquirido de volta para o património real. Nos dias de hoje, o edifício não existe mais, tendo sido demolido em 1937 para a construção de uma nova marginal, embora a ponte tenha sido substituída por uma nova,.

Origem e propriedade: As azenhas datam, possivelmente, do século XVI e foram doadas ao Mosteiro de Santa Clara em 1385.

Localização: Situavam-se no rio Ave, na margem direita, em Vila do Conde.

Construção e demolição: Foram demolidas em 1937, durante as obras de restauro do mosteiro.

Estado atual: O edifício original não existe mais e foi substituído por uma nova avenida marginal. » (AI Overview)

(1) VER «História, cultura, património e inovação das azenhas, moinhos e açudes no Vale do Ave: Apogeu (Sécs. XIV – XIX)


(1) "Moinhos de Portugal" in https://www.facebook.com/MoinhosPortugal

VER nas margens do Rio Ave

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Azenhas no Rio Ave (01), em fotos de capa (27)

 * Victor Ngoueira



2022 08 21 Foto victor nogueira - Vila do Conde - Ponte ferroviária sobre o Rio Ave (GEDC0270)

Em 1º plano a azenha quinhentista e respectivo açude, localizada em Azurara, na margem esquerda do Rio Ave.

Deste engenho de planta quadrangular há notícias desde a segunda metade do século XIII, embora a construção actual resulte da sua reedificação no século XVI.

Esta foi ordenada pelos Marqueses de Vila Real, cujo escudo de armas encima a porta virada a sul, sendo um dos poucos exemplares de azenhas quinhentistas ainda existentes.



Foto victor nogueira - Rio Ave e azenha quinhentista, em Azurara, vistos de Vila do Conde (2023 10 File 938)


2025 10 09 - Foto victor nogueira - Macieira da Maia - azenha do Rio, na margem direita do Rio Ave (2014 09 EDC0354)


2025 10 11 - Foto victor nogueira - Bagunte / Macieira da Maia - azenha do Rio, na margem esquerda do Rio Ave, vendo-se ao fundo e à esquerda a ponte românica D. Zameiro, presentemente apenas pedonal. (2014 GEDC0524)


2025 10 11 - Foto victor nogueira - Macieira da Maia - azenha de Sabariz,  na margem esquerda do Rio Ave,   (2014 GEDC0524)


2025 10 12 - Foto victor nogueira -  Bagunte / Macieira da Maias - azenha de Sabariz, na margem esquerda do Rio Ave (2014 GEDC0356)

Enquanto que na azenha da margem direita a face virada a montante é arredondada, a da margem esqerda é em cunha, tal como na vizinha ponte D. Zaimeiro, como forma de minimizar a força da corrente fluvial, sobretudo quando caudal do Ave for mais violento.


2025 10 13 - Foto victor nogueira - Bagunte / Macieira da Maia - Açude das azenhas, a jusante da ponte D. Zameiro (2014). Na foto a azenha de Sabariz,  da marem esquerda.

Os açudes são diques que, não interrompendo o curso natural da água, desviam-na até ao moinho de água ou azenha. Neste aspecto são diferentes os sistemas usados em cada uma das duas margens do rio Ave


2025 10 14 - Foto victor nogueira - Vila do Conde azenha quinhentista, reconstruída pelos Marqueses de Vila Real, no século XVI (2016 GEDC0274) Na foto vê-se o açude, por vezes completamente a descoberto permitindo o trânsito pedonal entre as duas margesns do Rio Ave.


2025 10 16 - Foto victor nogueira - Azurara - açude da azenha quihentista (2013 GEDC1923)

Erradamente esta azenha é referida como sendo em Vila do Conde, o que não corrsponde exactamente à verdade. Com efeito, localizando -se na margem esquerda do Rio Ave, ela pertence à vila e antigo concelho de Azurara, agora apenas freguesia da antiga Vila do Conde, hoje cidade, defronte, na margem oposta.

Durante muito tempo Azurara, onde também havia estaleiros navais, foi mais importante que a Vila feudo das freiras (fidalags) do Mosteiro de Santa Clara, importância que foi perdendo a favor da burguesia vilacondense, também ligada aos "Descobrimentos".

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Segundo o AI Overview, sobre azenhas em Bagunte, Azurara, Macieira da Maia e Vila do Conde

Em Bagunte e Macieira da Maia, havia um complexo de azenhas no rio Ave, que incluía a Azenha de Sabariz (Macieira da Maia), a Azenha do Rio (Bagunte), e a Azenha do Campo (Bagunte). Estas azenhas fazem parte do "complexo molinológico de Ponte d'Ave" e estão ligadas à história da região. 

Macieira da Maia: Possuía a Azenha de Sabariz.

Bagunte: Tinha duas azenhas, a Azenha do Rio e a Azenha do Campo.

Outros elementos: O complexo inclui ainda o açude, a Casa dos Moleiros de Sabariz e o Moinho de Vento, além da Ponte D'Zameiro, que ligava as margens. 


Em Vila do Conde, existiam um trio de azenhas na margem direita do Rio Ave que foram demolidas em 1937, provavelmente de origem quinhentista, e que eram propriedade do Mosteiro de Santa Clara. Em Azurara, existe uma azenha quinhentista, um dos poucos exemplos que ainda subsistem, que também era uma propriedade do mesmo mosteiro e se encontra junto ao rio. 

Vila do Conde

Azenhas: Existiam um trio de azenhas na margem direita do Rio Ave, que foram demolidas em 1937.

Origem e propriedade: Provavelmente de origem quinhentista, foram mandadas construir pelas freiras do Mosteiro de Santa Clara, que as possuíram até meados do século XIX.

Outras estruturas: Junto às azenhas, existia uma fábrica de moagem que trabalhava quando o caudal do rio era insuficiente para as rodas das azenhas. 

Azurara

Azenha: Existe uma azenha quinhentista, que se destaca como um dos poucos exemplares da época ainda existentes.

Localização: Está erguida junto à margem do Rio Ave.

Características: É de planta retangular e tem um coroamento em merlões chanfrados.

Propriedade: Esta azenha também pertencia ao Mosteiro de Santa Clara. 

sábado, 23 de julho de 2022

Templos religiosos 23 - Arcos, Bagunte e Guilhabreu (2ª edição)

 * Victor Nogueira

Aqui se reunem fotos em Arcos,  Bagunte e Guilhabreu, as duas primeiras nas margens do Rio Ave e do seu afluente, o Rio Leste. com azenhas, recantos bucólicos e as respectivas pontes românicas, que possibiltam a sua travessia. Se a ponte de D. Zameiro, sobre o Ave, construída cerca de 1209, está encerrada ao trânsito automóvel, o mesmo não sucede com a de S. Miguel dos Arcos, estreitérrima, praticamente sem murete de protecção, que atravessei com algum receio, não fosse mergulhar no rio Este, a cavalo no Fiesta II.  

Arcos, como toda esta região, foi romanizada, embora  existam lendas envolvendo os mouros, que segundo elas por aqui teriam andado, bem como eventuais vestígios dum castelo medieval, em Argifonso. Para lá da Igreja Paroquial, dedicada a Santa Maria, a freguesia de Bagunte tem várias outras capelas, sendo a mais célebre a da Senhora das Neves, no extremo nascente, que pertencia a Cavaleiros. Noutros tempos foi, de acordo com o Tombo da Comenda de Balazar, conhecida pelo poético nome de Ermida do Vale das Flores, sendo um centro de peregrinação. A antiga freguesia de Santagões, com a antiga igreja paroquial, integra a localidade de Bagunte desde 1898.

De acordo com documentação existente Guilhabreu remonta ao seculo X, Para além da Igreja paroquial, cujo orago é S. Martinho, na freguesia encontram-se as Capelas de São Lázaro e de Nossa Senhora do Amparo, assim como um aqueduto e cruzeiros. Contudo esta foi a última visita que fiz em 1 de Outubro e nos dias subsequentes, pois um acidente com o Fiesta II, que teve de baixar à oficina, deixou-me apeado no sopé da Igreja paroquial. 

Guilhabreu




Igreja de S. Martinho




Comemoração do duplo centenário da independência e restauração de Portugal / 1140 - 1640 / 1940




Cruzeiro junto à sede da Associação Desportiva Cultural Recreativa e Social de Guilhabreu

Portão ao rés da estrada, num cruzamento com semáforos




(Google Earh)

Cruzeiro e alminha, na Rua da Rosa, entroncamento com a Rua Albino Moreira

Bagunte


Igreja de Santa Maria (Bagunte)



(Google Earth)
Capela de Nossa Senhora da Ajuda, junto à ponte D. Zameiro


Rua da Ponte do Ave



Alminhas ao longo dos caminhos

Arcos



Capela na estrada









(Google Earth)
Igreja de S. Miguel e ponte sobre o Rio Este


Cruzeiros 


Marco quilométrico 


Placas toponímicas


Alminhas

Fotos em 2015.09 (Arcos e Bagunte) e 2021.10.01 (Guilhabreu)

VER