Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fotógrafo capta explosão de cores em detalhes de aranhas e moscas


Usando lentes Macro, americano Thomas Shahan

surpreende com imagens de artrópodes

11 de fevereiro de 2011 | 9h 54

Um fotógrafo americano capturou detalhes de diversos artrópodes em imagens que mostram formas complexas e as cores características dos animais.  
Munido de uma câmera digital comum e de lentes macro, Thomas Shahan fotografa diferentes espécies de animais minúsculos, principalmente aranhas e diversos tipos de insetos, como moscas e libélulas.
Os detalhes e as cores se destacam nas imagens de Shahan, que são divulgadas em seu site. No caso de uma aranha Maevia inclemens, o close-up mostra de perto os quatro olhos e a superfície amarela do octópode.  
Shahan diz que não mata, maltrata ou imobiliza os animais. "Eu sempre tento fotografar os objetos em seu ambiente natural - ou pelo menos na rua, mas eu ocasionalmente trago um artrópode para dentro de casa para fazer as imagens", diz.
O fotógrafo diz que, em seus primeiros experimentos, chegou a colocar alguns artrópodes no congelador, para deixar seus movimentos mais lentos, mas se arrependeu depois de ver que eles morriam depois de um tempo.
Shahan diz que, para fazer fotos de insetos, o equipamento é secundário. "Você pode fazer muito com pouca coisa", diz. A dica que ele dá para os interessados é "sair para a rua, se divertir procurando insetos e tirar o maior número de fotos possível".
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BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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domingo, 19 de dezembro de 2010

Brasil - Após se reinventar na última década, Leica abre a 1.ª loja exclusiva da marca no País

Início do conteúdo

A precisão alemã com um verniz de luxo


13 de dezembro de 2010 | 0h 00
 
Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo
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Em 2000, quando Luiz Marinho assumiu a representação da marca alemã de fotografia Leica no País, a empresa estava em uma encruzilhada: na época, a preocupação era de que a máquina fotográfica, a preferida de Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, perdia mercado para gigantes como Kodak e Cannon. Ícone da precisão técnica germânica, a Leica precisou de um verniz francês para recuperar o brio e abandonar a comparação com a concorrência, reinventando-se como produto de alto luxo.
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Os executivos da Leica - hoje controlada pela austríaca ACM Projektentwicklung - desconversam, mas a passagem do grupo francês Hermès no rol de acionistas da empresa, entre 2000 e 2006, foi vital na recuperação do negócio. Além de acalmar os credores da companhia, que vinha de sucessivos prejuízos, a "invasão francesa" ocasionou um "banho de loja" nos produtos. Segundo Marinho, tudo ficou personalizado: as caixas sisudas foram substituídas por embalagens elaboradas, enquanto alças de couro monocromáticas ganharam uma paleta de cores.
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Para chegar ao recorde de vendas previsto para 2010 - na primeira metade do atual ano fiscal, a Leica faturou 110 milhões, praticamente o dobro do resultado de igual período de 2009 -, a empresa também fez um severo reposicionamento de preços. Para cima: o representante da marca no País lembra que um modelo comercializado por US$ 1,9 mil nos EUA há dez anos hoje é vendido por US$ 5 mil.
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Exclusividade. Além de se retirar do varejo tradicional de equipamentos fotográficos, a Leica fez uma "limpa" em sites da internet que vendiam o produto abaixo do preço definido pela fábrica. Representantes ao redor do mundo, incluindo o brasileiro Marinho, foram orientados a buscar máquinas vendidas como "pechincha" e a arrematá-las para a matriz. Isso contribuiu para reforçar a aura de exclusividade ao produto.
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Depois de criar espaços exclusivos dentro de lojas multimarca, a Leica iniciou, há dois anos, uma estratégia de unidades padronizadas ao redor do mundo. Segundo Christian Erhardt, vice-presidente de marketing da empresa, hoje são 12 pontos de venda do gênero. E o primeiro do continente americano foi aberto na sexta-feira, no Shopping Cidade Jardim, símbolo do segmento de luxo em São Paulo.
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Um dos sócios da loja paulistana é Marinho, que deu o salto de representante a lojista da Leica no Brasil. Para garantir que o caráter aspiracional da marca se perpetue, ele se apoia numa lista de 500 colecionadores e em cerca de 3 mil interessados em fotografia que cadastrou ao longo dos últimos dez anos.
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É a partir desse público pequeno, mas de alto poder aquisitivo, que o empresário pretende formar clientela no País para os produtos que venderá - a câmera portátil mais barata da loja custará R$ 2,9 mil, enquanto a disputada S2 sairá por R$ 70 mil, sem contar o gasto adicional com lentes. Por causa da carga de impostos e taxas de importação, o preço do produto no Brasil será cerca de 30% superior, em média, ao praticado no exterior.
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Além dos aficionados e interessados, Marinho diz ter criado uma terceira categoria para alavancar vendas no País: os "clientes-símbolo". São fotógrafos de renome, como Bob Wolfenson, Pedro Martinelli, Daniel Klajmic e Márcio Scavone, que têm em seu portfólio trabalhos feitos com a Leica.
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Scavone diz preferir a Leica para ensaios mais pessoais pela "leveza" e "foco doce". Para Scavone, a série M da marca é uma máquina "puro sangue", feita para fotógrafos experientes: "O que se vê no momento da foto não é o que sairá no filme."
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Na visão do fotógrafo, porém, a Leica "patinou" para encontrar seu nicho no mercado digital. "Houve um casamento inicial com a Panasonic que não gerou filhos saudáveis", diz. Entretanto, a recuperação se deu em grande estilo. Para Scavone, o modelo digital M9, lançado ano passado, é um "objeto de desejo incrível". De acordo com Erhardt, isso se reflete nas vendas. Por conta da produção artesanal da empresa, a fila para receber o produto pode durar mais de um ano.
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Ao contrário das marcas "líderes" - a empresa agora evita o termo concorrentes -, a opção da Leica pelo processo artesanal deixa a produção mais lenta, especialmente quando o cliente opta por personalizar o equipamento (ao todo, são 4,5 mil itens adicionais disponíveis). "Todo o produto é feito à mão. Por isso, não conseguimos fazer câmeras aos milhares", diz Erhardt. 
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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101213/not_imp652989,0.php
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Natureza em Livro - Araquém Alcântara

Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotodocumentaristas do país, reedita TerraBrasil e lança nova obra

Por Casa e Jardim Online


Precursor da fotografia de natureza no Brasil, Araquém Alcântara já ganhou mais de 50 prêmios ao redor do mundo. Uma de suas obras mais famosas, TerraBrasil, é considerada o maior best-seller brasileiro do gênero. Isso, graças aos 82 milhões de exemplares vendidos desde o lançamento, em 1998. O livro, que já teve 11 edições, acaba de ganhar mais uma, que será lançada no dia 8 de dezembro, em São Paulo. Na nova versão, 50% das fotos são inéditas e, além da abordagem dos parques nacionais brasileiros, aparecem também os ecossistemas do país. Para realizar o projeto, foram 11 anos de viagens, percorrendo mais de 300 mil quilômetros. A nova edição conta com papel e impressão de alta qualidade. Ao todo, são 152 fotografias, distribuídas entre as 248 páginas. O livro custa R$ 149.


Reprodução
Outra novidade
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Em paralelo ao lançamento da 12ª edição de TerraBrasil, Araquém publica uma obra inédita. Trata-se do livro Araquém Alcântara: Fotografias, um livro que, ao contrário da maioria dos que foram publicados ao longo da carreira do profissional, não tem um tema definido. As páginas trarão 81 imagens em preto e branco que mostram pessoas, cidades, florestas e outras cenas, captadas no extenso território brasileiro, durante os últimos dois anos. A obra tem curadoria do fotojornalista e crítico Eder Chiodetto, que escolheu as imagens pensando no ciclo da vida e da morte. Com 196 páginas, o livro sai por R$ 120.

Serviço
Lançamento e noite de autógrafos
Araquém Alcântara: Fotografia e nova edição de TerraBrasilis
8 de dezembro de 2011, a partir das 19h
Livraria da Vila Jardins
Al. Lorena, 1.731 – Jardins – São Paulo/SP
Mais informações pelo tel: (11) 3062-1063

Confira algumas das fotos dos dois livros, abaixo:
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Reprodução
Uma das fotos mais marcantes do TerraBrasilis
Reprodução
Foto do livro TerraBrasilis
Reprodução
Foto do livro TerraBrasilis
Reprodução
Foto do livro Araquém Alcântara: Fotografia
Reprodução
Foto do livro Araquém Alcântara: Fotografia
Reprodução
Foto do livro Araquém Alcântara: Fotografia
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http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI191920-16940,00-NATUREZA+EM+LIVRO.html
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Terça, 7 de dezembro de 2010, 08h03 Atualizada às 11h25

Mestre da fotografia de natureza no Brasil lança novo livro

Araquém Alcântara/Divulgação
Uma das imagens do livro  Araquém alcântara: Fotografias , que será lançado dia 08 de dezembro
Uma das imagens do livro Araquém alcântara: Fotografias, que será lançado dia 08 de dezembro
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Marina Pinhoni
Especial para Terra Magazine
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Araquém Alcântara, um dos mais renomados fotógrafos brasileiros, lança nessa quarta-feira (8) seu trabalho mais recente, Araquém Alcântara: Fotografias, que apresenta 81 obras em preto e branco do artista, sob curadoria de Eder Chiodetto.
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Alcântara já publicou 41 livros temáticos ao longo dos 40 anos de carreira e ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais, entre eles o Jabuti em 2005 por "Amazônia". Em entrevista a Terra Magazine o fotógrafo define seu último trabalho como consequência de seu amadurecimento profissional e apresenta sua relação de cumplicidade com a natureza, desenvolvida ao longo dos anos.
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- A minha relação com a natureza é de dedicação total. Ela é minha matriz criativa e também meu modelo de universo. Eu sou um guardador da floresta e um buscador da beleza da natureza.
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A fotografia foi um dos instrumentos encontrados por ele na luta para a preservação. "Ela é um signo universal e tem fácil entendimento para os humanos, você consegue criar reflexões, transmitir um recado. Para mim, a fotografia é um caminho de conhecimento e uma ponte para que eu espalhe benefícios", afirma.
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Ao contrário dos outros trabalhos publicados, Araquém Alcântara: Fotografias não possui um tema definido. Segundo o autor é a "síntese da síntese" de um trabalho produzido ao longo de dois anos.
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Em comemoração aos 40 anos de carreira, também será lançada a reedição com conteúdo inédito de seu best-seller "Terra Brasil", que já vendeu 82 mil exemplares em suas 11 edições anteriores.
Confira a entrevista.
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Terra Magazine - Esse livro difere dos outros, pois não apresenta um tema fixo. Como surgiu a ideia de fazê-lo?
Araquém Alcântara -
A ideia foi germinando aos poucos. Este é um livro zen, despojado, nu, que mostra a maturidade do meu trabalho. Eu e o Eder (Chiodetto) escolhemos entre 5 mil fotografias, que passaram a ser 800, depois 200 e por fim 81. As imagens têm tamanhos iguais, uma página inteira. E são para serem lidas de maneira atemporal. Estão ligadas muito sutilmente às outras, somente pelo percurso da luz. A fotografia como uma vertigem através da luz. Tem também a ideia de captar o espírito criador em movimento, todas as fotos estão prenhes de acontecimentos, de novidades.
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Por que escolheu o preto e branco?
Eu não poderia fazer esse livro de outra maneira que não preto e branco, justamente pela crueza e despojamento do trabalho. Eu não queria que o colorido interferisse. Agora estou preparando um livro exuberante de cores: uma trilogia de livros sobre a Amazônia. Um sobre o rio, outro sobre o povo e a cultura, e outro sobre o fogo. Todos eles abusam das cores. Nos próximos 5 anos, pretendo fazer também um livro sobre o Cerrado e outro sobre a Caatinga
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Como é a sua relação com a natureza?
A minha relação com a natureza é de dedicação total. Além de ser minha matriz criativa, é meu modelo de universo. Eu vejo a floresta, a natureza como um grande mistério e ao mesmo tempo como fonte de todo o conhecimento. Eu sou um buscador da beleza da natureza. Eu sou um guardador de árvores, de montanhas e rios, eu tenho aquela utopia de que tudo isso vai resistir para que as pessoas possam usufruir dessa maravilha que eu tenho oportunidade de conviver. Espero que meu neto e todos os netos bisnetos desse mundo tenham a oportunidade de tomar um belo banho de cachoeira na floresta Amazônica, isso é uma coisa impagável. Todo meu trabalho tem essa carga amorosa. O que não podemos mais é destruir. Chegou o momento de buscar um mundo mais sustentável, com consciência planetária. Tudo isso é finito e muita coisa já foi embora.
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A fotografia é uma maneira que você encontrou para passar isso às pessoas?
A fotografia é um instrumento de prazer e reflexão, e também uma poderosa arma. Ela é um signo universal e tem fácil entendimento para os humanos, você consegue fazer denúncias, transmitir um recado. Para mim, a fotografia é um caminho de conhecimento e uma ponte para que eu espalhe benefícios. Mas ela tem que ser pensada sempre como serva da beleza, porque senão não teria graça. Mesmo no horror eu busco a beleza das formas. E é com as gerações futuras que eu quero conversar com minha obra, há uma consciência sutilmente brotando entre os mais novos, é para eles que eu quero falar.
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Serviço
Lançamento e noite de autógrafos Araquém Alcântara: Fotografias e Terra Brasil
08 de dezembro, quarta-feira, a partir das 19h
Local: Livraria da Vila - Alameda Lorena, 1.731 - Jardins, São Paulo (SP)
Informações: (11) 3062-1063
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Terra Magazine
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Araquém Alcântara lança novo livro de fotografias em SP

08 de dezembro de 2010 | 11h 33
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AE - Agência Estado
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Para explicar como é o novo livro do fotógrafo Araquém Alcântara, é preciso usar a máxima-clichê da fotografia, que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Conhecido por seu trabalho de documentação sistemática da natureza, o autor, que já lançou outros 42 livros, todos com temas definidos, agora abre mão do método para contar uma história somente com imagens feitas por ele em diversos lugares do Brasil. Ao todo, são 82 fotografias em preto e branco, onde a luz e seus reflexos resultam em deslumbrantes paisagens. A obra será lançada hoje, a partir das 19h, na Livraria da Vila, e terá a presença do autor.
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"A fotografia é, para mim, o caminho do autoconhecimento", explica Alcântara. "Sou um fotógrafo viajante e esse livro demonstra minha maturidade profissional. É uma obra com o máximo de informação e com o mínimo de palavras". O título do livro já indica o que esperar. Ele foi batizado apenas de Araquém Alcântara: Fotografias e reúne instantes de histórias da vida no Brasil. "A primeira fotografia é o amanhecer na selva, com suas brumas, no Paraná", diz o fotógrafo. Em seguida, surpreende a imagem de um cavalo acordando, em Minas Gerais. "Depois, num cenário da zona rural de Caraguatatuba (litoral de São Paulo), é um homem que desperta", conta ele.
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Nessa sequência de imagens - sem nenhuma legenda, a não ser a indicação do local onde a foto foi feita -, é fácil imaginar várias histórias enquanto o dia avança nos registros. Há fotografias do homem trabalhando no campo e laçando bois no Pará, da pesca no rio Amazonas, de uma partida de golfe em São Paulo, de uma paisagem idílica no Rio Grande do Norte e também de uma menina brincando com um bicho preguiça, no Acre, e assim por diante. Em comum, belos percursos de luz.
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"Todas as minhas obras têm uma carga política e social muito grande. Faço um trabalho de denúncia. Nesse livro, excepcionalmente, isso não acontece. Foquei em fazer um trabalho limpo, despojado, com técnicas modernas de impressão e excelente qualidade de papel", explica Alcântara. "Tive uma sensação de libertação, porque, depois de mais de 25 anos de carreira, me sentia engessado num nicho como fotógrafo de natureza".
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A curadoria da obra é de Eder Chiodetto, que selecionou as 82 fotografias de um total de duas mil imagens. O projeto gráfico ficou por conta de Victor Burton. "Eder me disse que escolheu fotografias onde é possível perceber os caminhos da luz", diz Alcântara. Junto com o livro, Araquém Alcântara lança a reedição do livro TerraBrasil, lançado originalmente em 1998. O livro vendeu mais de 82 mil exemplares nas 11 edições anteriores e é uma das obras de fotografia mais vendidas no Brasil. As informações são do Jornal da Tarde.
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Araquém Alcântara: Fotografias - Lançamento do livro. Hoje, a partir das 19h. Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, Jardins). Tel. (011) 3062-1063. 
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http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,araquem-alcantara-lanca-novo-livro-de-fotografias-em-sp,651117,0.htm
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fotógrafo inglês mostra devastação do Cerrado brasileiro

08 de dezembro de 2010 | 13h 41
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EQUIPE AE - Agência Estado
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O Senac São Paulo promove a partir de amanhã a exposição ''Cerrado: imagens de fronteiras e transformações'', do fotógrafo documental inglês Peter Caton (www.petercaton.co.uk), na unidade Lapa Scipião, na zona oeste da capital paulista. Fotos inéditas dele mostram a devastação que a região tem sofrido continuamente nas últimas décadas, onde grandes áreas transformam-se rapidamente em pastagens e monoculturas, enquanto em outras a vegetação continua a ser extraída para produção de carvão.
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A exposição, que será inaugurada às 19 horas de amanhã, fica em cartaz até 20 de janeiro de 2011 e tem a curadoria de João Kulcsár. Nascido em 1976, Caton trabalha como fotógrafo profissional desde 1998 e dedica-se desde então à documentação de temas relacionados a causas humanitárias e sociais.
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De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e sua área está distribuída pelos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, abrangendo 196.776.853 quilômetros quadrados.
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''Cerrado: imagens de fronteiras e transformações'' faz parte da programação do evento Ritmo, que reúne palestras nas áreas de comunicação, design e animação. Os interessados em participar das palestras podem se inscrever gratuitamente no site: www.sp.senac.br.
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Serviço
Exposição Cerrada: imagens de fronteiras e transformações
Data: de 9/12/2010 até 26/2/2011
Horário: das 9 horas às 21 horas (de segunda-feira à sexta-feira) e das 9 horas às 16 horas (aos sábados)
Informações no site ou telefone (0xx11) 3475-2200
Local: Senac Lapa Scipião
Endereço: Rua Scipião, 67 - Lapa, São Paulo - SP 
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sábado, 9 de outubro de 2010

Exposição de fotografia «pornográfica» com adolescentes proibida

08-10-2010 - 21:04h

Menores de 18 anos não podem ver imagens que retratam jovens em actos sexuais e a consumir droga

Por: Redacçãoemailmais artigos deste autor / CLC

  • Larry Clark em Paris (EPA/HORACIO VILLALOBOS) 
  • Larry Clark em Paris (EPA/HORACIO VILLALOBOS)

A exposição do fotógrafo e cineasta americano Larry Clark, director do filme Kids (1995), foi proibida a menores de 18 anos. As imagens estão em exibição no Museu de Arte Moderna de Paris, mas a autarquia proibiu a entrada aos mais jovens. 
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Segundo a imprensa internacional, a proibição está a causar polémica. As imagens mostram adolescentes a ter relações sexuais, a consumir droga e a usar armas de fogo. 
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A autarquia socialista da capital, que dirige o Museu de Arte Moderna de Paris, alega que a proibição baseia-se no Código Penal, que define como crime a difusão de imagens «com carácter violento e pornográfico, quando essas mensagens podem ser vistas por menores». 
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«Não sou um puritano, mas muitos que lançaram a polémica não viram a exposição. Enviei para os jornais seis fotos que causam problemas e nenhum ousou publicá-las. Nós também não podemos mostrá-las aos menores de idade», afirma Christophe Girard, secretário municipal da Cultura, citado pela BBC.
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http://diario.iol.pt/internacional/paris-larry-clark-fotografia-ultimas-tvi24/1197553-4073.html
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Mostra com fotos de adolescentes se drogando causa polêmica em Paris

Justiça determina que apenas maiores de idade podem ver fotos que têm jovens fazendo sexo e com armas.


A temática sexual é um dos temas recorrentes de Clark

.A proibição para menores de 18 anos de uma mostra em Paris do fotógrafo e cineasta americano Larry Clark, diretor do filme Kids (1995), está causando grande polêmica na França.
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A exposição, no Museu de Arte Moderna da cidade, inaugurada nesta sexta-feira, apresenta fotos explícitas de jovens se drogando, tendo relações sexuais e usando armas de fogo.
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A prefeitura socialista da capital, que dirige o Museu de Arte Moderna de Paris, alega que a proibição se baseia no Código Penal, que define como crime a difusão de imagens "com caráter violento e pornográfico, quando essas mensagens podem ser vistas por menores".
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"Não sou um puritano, mas muitos que lançaram a polêmica não viram a exposição. Enviei para os jornais seis fotos que causam problemas e nenhum ousou publicá-las. Nós também não podemos mostrá-las aos menores de idade", afirma Christophe Girard, secretário municipal da Cultura.
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Mostras censuradas para adolescentes são incomuns da França 
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A proibição de exposições para crianças pode ocorrer na França, mas no caso de jovens de até 17 anos é algo bastante raro.
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A prefeitura afirma ter receio de que se repita o ocorrido com uma mostra de arte contemporânea sobre a infância em Bordeaux, em 2000. O diretor dos museus da cidade sofreu processo na Justiça, movido por uma associação de defesa dos direitos das crianças.
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Políticos 
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Os políticos franceses se envolveram na controvérsia. "Quando vemos a enxurrada de pornografia na televisão e na internet, acho que um aviso aos pais teria sido suficiente", diz a socialista Ségolène Royal, ex-candidata à presidência francesa.
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O deputado Etienne Pinte, do partido de direita UMP, do governo, diz que "é ridículo que os adolescentes não possam ver essa exposição".
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A prefeitura teme processos se permitir a entrada de menores
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A mostra Larry Clark - Kiss the Past Hello é a primeira retrospectiva na França da obra do fotógrafo, fascinado pelos desvios de comportamento e a sexualidade da adolescência.
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A exposição retraça os 50 anos de sua carreira e apresenta mais de 200 fotos, a maioria inéditas, que mostram o cotidiano de jovens skatistas de Nova York e do gueto latino de Los Angeles.
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Logo na primeira sala da mostra, há fotos de uma jovem grávida, com o ventre nu, se picando e, ao lado, a imagem de seu bebê em um caixão.
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Fotos hiperrealistas mostram garotos se masturbando e ejaculando e adolescentes tendo relações sexuais.
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A exposição também apresenta um filme inédito, de 1968 e encontrado recentemente, sobre a vida dos jovens drogados da cidade americana de Tulsa, onde nasceu Clark.
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Fotos apresentam adolescentes com armas e drogas
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O filme mostra jovens comuns, conversando e se drogando com um bebê nos braços.
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"Essas imagens de droga e violência, como a foto de um jovem com uma arma na boca, correm o risco de ser vistas pelos adolescentes como um mundo desejável", afirma o psicanalista Serge Tisseron.
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Já para o psiquiatra infantil Marcel Rufo, "os adolescentes só pensam em sexo e proibir essas imagens significa que eles não teriam o direito de pensar nisso". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
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http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mostra-com-fotos-de-adolescentes-se-drogando-causa-polemica-em-paris,622419,0.htm
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mostra reúne 17 obras de Marcio Petroni em São Paulo

 
AE - Agência Estado
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Marcio Petroni era uma criança que, como muitas, se interessava por desenhos. Nos traços descompromissados, dava espaço para a imaginação fluir. Aos 17 anos, resolveu ir um pouco além e comprou todo o material necessário para fazer uma pintura a óleo. Foi aí que surgiu sua primeira tela.
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Ali começava a trajetória de um artista que, por causa de uma arte, interessou-se também pela fotografia e desenvolveu uma paixão especial pelas paisagens naturais. De amanhã até 29 de outubro, Petroni, hoje 42 anos, apresenta os 17 trabalhos mais recentes de sua produção, que custam de R$ 1 mil a R$ 3 mil, na exposição "Paisagens Poéticas", no Espaço Cultural CRC, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.
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Ao longo dos últimos dez anos, o artista tem registrado paisagens de diversos lugares do mundo, especialmente de recantos mais afastados de Estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. "Tenho preferência pelas paisagens brasileiras, pois refletem com maior intensidade um colorido sonoro e visual para a pintura", explica Petroni, que já morou em Paris, na França, e frequentou cursos de curta duração no Museu do Louvre, na capital francesa.
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Ele conta que suas obras são consequência de viagens que faz a passeio ou mesmo propositalmente em busca de mais uma bela pintura. "Como me interesso pela fotografia, costumo registrar as imagens dos locais que quero pintar. Através dessas referências fotográficas, faço os quadros depois. Afinal fazer pintura a óleo em locais abertos é só para Van Gogh", brinca. 
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A obra preferida do artista, surpreendentemente, é uma paisagem pela qual ele passa todos os dias. Ela mostra o caminho de sua casa em Itapecerica da Serra, onde tem circulado nos últimos 15 anos. "É a chegada ao recanto onde vivo com a minha mulher, pois para mim, o complexo é a consequência do simples. E o princípio da aquisição de uma obra é a compreensão dela. É apreciar o que é para ser apreciado". 
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As informações são do Jornal da Tarde.
Paisagens Poéticas - De amanhã até 29 de outubro. Segunda a sexta, das 9h às 17h. Espaço Cultural CRC (Rua Rosa e Silva, 60, Higienópolis). Ingresso: 1kg de alimento não perecível. 
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http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,mostra-reune-17-obras-de-marcio-petroni-em-sao-paulo,621238,0.htm
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domingo, 12 de setembro de 2010

SP-Arte vai reunir mais de 500 fotos em sua 4ª edição

08 de setembro de 2010 | 10h 02
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AE - Agência Estado
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São mais de 500 fotos, 170 artistas e 18 galerias. Este é o panorama que poderá ser visto a partir de amanhã e até o dia 12 na SP-Arte/Foto, na capital paulista. É a quarta edição da feira que traz uma amostra da produção contemporânea brasileira e internacional: "O mercado de arte para a fotografia está cada vez mais aquecido, mais maduro, com mais pessoas interessadas em conhecer esta forma de expressão", conta Fernanda Feitosa, diretora do evento.
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Nas galerias é possível encontrar obras que traduzem as preocupações da representação imagética da contemporaneidade, misturadas ainda sobre o binômio realidade/ficção. É o caso do fotógrafo italiano Massimo Vitali, que começou no fotojornalismo, mas há mais de uma década se voltou para outro tipo de registro fotográfico, ao usar câmeras de grande formato e produzindo imagens que lembram anúncios publicitários e abusando da possibilidade de saturar a cor.
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Em oposição, temos as fotos de Bob Wolfenson, conhecido por seus editoriais de moda e publicidade, que apresenta imagens de seu mais recente ensaio, Apreensões, retrato de objetos contrabandeados apreendidos pela Polícia Federal. Também é possível encontrar os clássicos da fotografia, como as fotos de Thomaz Farkas e Maureen Bisilliat. Destaque ainda para fotos de Julio Bittencourt, Bruno Veiga, Luiz Braga e Alberto Morrel. A novidade é a galeria 1500 de Nova York, especializada em fotografia brasileira. Técnicas, vertentes, estéticas diferenciadas que nos colocam frente a uma ressignificação não só da foto, mas do próprio conceito do que é a imagem na contemporaneidade.
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A SP-Arte/Foto não é apenas a reunião de galerias que apresentam fotografias, nem espaço voltado unicamente para colecionadores. Apesar de ser esta a sua função primeira: incentivar o mercado nacional. Para se ter ideia, na edição de 2009, mais de 7 mil pessoas estiveram no evento. Além disso, há a preocupação de desenvolver um processo reflexivo sobre este, não mais tão novo momento, da entrada da fotografia dentro de um mercado de arte internacional: "O mercado de arte em geral é recente em nosso País", explica Fernanda. "Ainda há muito a fazer. É preciso ter cada vez mais atividades culturais, visto que é a cultura que gera a riqueza de um povo."
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Coerente com seu pensamento, Fernanda organizou este ano um curso sobre fotografia contemporânea, ministrado pela artista e professora Denise Gadelha, que pretende discutir a relação arte-fotografia e a construção do objeto fotográfico. Falar sobre a história da fotografia atual, suas vertentes, tendências. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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SP-Arte/Foto - Av. Brig. Faria Lima, 2.232, 9.º andar. Tel. (011) 3816-6116. Quinta e sexta, 16h/22h; sábado e domingo, 14h/22h. Grátis.
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Foto: Reprodução
Obra do fotógrafo Miguel Rio Branco
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Foto: Reprodução
Foto de Thomaz Farkas

Quarta-feira, 8 de setembro de 2010 - 14h59       Última atualização, 08/09/2010 - 14h17

 

Foto: Mario Cravo Neto Zoom Foto do fotógrafo Mario Cravo Neto, que terá imagens exibidas na feira Foto do fotógrafo Mario Cravo Neto, que terá imagens exibidas na feira
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The Birdman, de Paolo Ventura, exposta pela Galeria de Babel
divulgação
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Na 18.ª edição, a exposição de fotografias da coleção Pirelli/Masp recebe vários Estados


Masp abre tradicional mostra de coleção fotográfica


11 de agosto de 2010 | 10h 33
Simonetta Persichetti - Especial para O Estado de S. Paulo
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Foto sem título de 2008, da série 'Efêmera Paisagem', de Alberto Bitar, do Pará
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Algumas iniciativas inéditas em relação à fotografia brasileira dão certo. Muito certo. É o caso da coleção Pirelli/Masp, criada em 1991 e que chega agora à sua 18ª edição, que começa amanhã no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Todo ano, são selecionados cerca de 20 fotógrafos brasileiros ou residentes no Brasil. A curadoria do evento - que desde o ano passado se abriu e tem cocuradores convidados - fez resgates de personagens vitais para o desenvolvimento da linguagem fotográfica no Brasil. Nesse sentido, mais que merecida e atrasada a homenagem ao fotógrafo americano, radicado no Brasil, George Love (1937-1995)

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Algumas de suas imagens fazem parte da coleção desde 1992, mas sem o merecido destaque. Lacuna sanada nesta edição. Infelizmente pouco lembrado ou conhecido por aqui, George Love foi fundamental para a discussão da fotografia no Brasil. Nascido na Carolina do Norte, Love estudou filosofia e matemática aplicada. Chegou ao Brasil nos anos 1960 e começou a colaborar com revistas, como Quatro Rodas, Realidade, Claudia, Bondinho. Durante três anos, editou a revista Fotografia e também foi professor no Masp. Nos anos 80, colabora com a Eletropaulo, ocasião em que organizou e recuperou a documentação fotográfica da companhia sobre a cidade de São Paulo.
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Ainda no fotojornalismo, merece ser lembrado Anísio Carvalho, que iniciou a colaboração com a imprensa baiana na metade dos anos 1950, no Jornal da Bahia. Registrando acontecimentos importantes da capital, destacam-se nesta mostra, que vai até 3 de outubro, os retratos de personalidades da cultura local. Também é homenageado nesta edição Luiz Hossaka (1928- 2009), que durante dez anos fez parte do conselho curador da coleção..
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Outros profissionais que integram a exposição se dividem entre cinco Estados brasileiros: Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Com esta edição, a coleção alcança o número de quase 300 fotógrafos e mais de mil fotografias. Sem dúvida, um belo panorama da fotografia brasileira a partir de 1950. 
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Coleção Pirelli/Masp de Fotografia - Masp (Avenida Paulista, 1.578). Tel. (011) 3251-5644. De terça a domingo, das 11h às 18h (qui., até as 20h). R$ 15 (grátis às terças). Até 3/10. Mais informações: www.masp.art.br.

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Pirelli/Masp







Foto 1 de 8

Mostra da coleção Pirelli/Masp: fotógrafo americano, radicado no Brasil, George Love



Mostra da coleção Pirelli/Masp: fotógrafo americano, radicado no Brasil, George Love


Foto: George Love/Divulgação










Destak




Diversão & Arte


Coleção retrata cotidiano de SP
Publicado em 11/08/2010 -

Morto em 1995, Love terá na mostra 13 imagens que estão no livro São Paulo: Anotações, de 1982. As fotos foram tiradas entre setembro de 1966 e fevereiro de 1982, mas não possuem título nem local ou data específica. O americano veio morar em São Paulo em 1966, após se apaixonar pela também fotógrafa Claudia Andujar, suíça naturalizada no Brasil.

Já Hossaka, o segundo homenageado, tem uma ligação especial com o Masp, já que trabalhou no museu desde 1950, três anos após sua fundação. Ele foi fotógrafo do acervo e, de 1997 a 2006, fez a curadoria geral da Coleção Pirelli. A exposição terá três imagens suas, que já fizeram parte de uma mostra de 1976 e que retratam o cotidiano, como uma cena de pedestres na avenida Paulista.

Ao todo, a exposição tem 70 fotos e a proposta de criar um panorama da fotografia contemporânea do país. As imagens foram produzidas por 17 fotógrafos e pelo estúdio Cia. de Foto, primeiro coletivo a integrar a coleção.
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Foto de Luiz Sadaki Hossaka flagra garotos na periferia de SP
birigui luiz sadaki hossaka/divulgação

(Da redação) 

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Terça, 10 de agosto de 2010, 08h05

Nova edição da Coleção Pirelli/Masp realça autoria de fotos

Guy Veloso/Reprodução
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O fotógrafo Guy Veloso foi um dos selecionados para a 29ª Bienal de São Paulo com a série documental Penitentes. Foto sem título, em Juazeiro do Norte ...
O fotógrafo Guy Veloso foi um dos selecionados para a 29ª Bienal de São Paulo com a série documental Penitentes. Foto sem título, em Juazeiro do Norte (CE).
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Em sua nova edição, mostra criada há 20 anos traz 70 imagens de 17 fotógrafos - e um estúdio fotográfico - de diferentes regiões do país e destaca a produção de cinco artistas do Pará e quatro da Bahia. A nova edição prioriza o lado autoral de fotógrafos publicitários, fotojornalistas e um cineasta e abre quinta-feira, 12. 
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Desde sua criação, em 1990, a Coleção traz artistas com representação e influência significativas na fotografia brasileira, escolhidos por uma comissão formada por profissionais de renome, como Boris Kossoy e Thomaz Farkas. 
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A proposta da Coleção Pirelli/MASP de Fotografia é formar um panorama da fotografia contemporânea brasileira a partir dos anos 40-50, contemplando tanto o fotojornalismo, quanto foto de estúdio e a fotografia de expressão pessoal. Seu acervo conta com mais de mil obras de cerca de 300 fotógrafos representantes de todas as regiões do país. 
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Coleção Pirelli/MASP de Fotografia - 18ª Edição MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
De 12 de agosto a 3 de outubro
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Av. Paulista, 1578. Acesso a deficientes.
Horários: De 3ªs a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às 5ªs: das 11h às 20h. A bilheteria fecha uma hora antes.
Ingresso: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00. Crianças até 10 anos e adultos acima de 60 não pagam. 3ªs feiras: ingresso livre. Mais informações: www.masp.art.br
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