Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Quiosques (38) - Lisboa, na Avenida da Ribeira das Naus

 * Victor Nogueira

A Ribeira da Naus onde há séculos se localizavam estaleiros navais,  é um espaço público que foi reabilitado, situando-se entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço). O bulício quinhentista de carpinteiros calafates foi agora substituído pelo bulício automóvel e de pedestres passeando calmamente á beira Rio Tejo, conversando, fotografando ou contemplando o horizonte até á outra margem. Uma praia fluvial foi recuperada, embora interdita a banhos.

Defronte ao Terreiro do Paço localiza-se o Cais das Colunas, enquanto entre este e o Cais do Sodré encontramos a Avenida da Ribeira das Naus. Junto ao Rio, localiza-se o Quiosque da Ribeira das Naus, e, perto dele, foi erguido um monumento dedicado a Almada Negreiros (1893 – 1970), escultor e artista plástico português. O quiosque, com esplanada, serve refeições em mesas ao ar livre, para além de espreguiçadeiras para relaxar ou ler, gozando a soalheira ou mirando a paisagem.












Iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, a obra Reminiscência de Almada Negreiros representa os famosos "olhos de Almada a olhar para nós". sendo seus autores Catarina Almada Negreiros e Rita Almada Negreiros. Foi inaugurada em Julho de 2013 no âmbito das comemorações dos 120 anos do nascimento do artista.



Almada Negreiros -  'Auto-reminiscência de Paris', [1949]

«Os olhos são para ver e o que os olhos vêem só o desenho o sabe.» / «Os olhos da nossa memória vêem melhor do que os nossos.» / «Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século!» (frases de Almada Negreiros)

Fotos em 2017 e 2020




Cais das Colunas, defronte ao Terreiro do Paço (fotos em 1975 e 2020)


Cacilheiros





Passeantes á beira Tejo














domingo, 28 de novembro de 2010

Fundação Saramago vai lançar "Retratar um livro"

 

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010


Fundação Saramago vai lançar "Retratar um livro"

" Nome de Guerra" foi escrito por Almada Negreiros, em 1925. É um romance de iniciação de Antunes, um jovem provinciano oriundo de família abastada. Quando é enviado para Lisboa pelo seu tio Luís ao cuidado de D. Jorge, seu amigo, tido como " bruto como as casas e ordinário como um homem", com o propósito de o educar nas "provas masculinas" não imaginava o final da aventura.
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Antunes concluiu rápidamente que "o corpo nú de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida", decidindo-se a perseguir Judite. Esta "via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela", mas "não lhe faltava dinheiro e o dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça". A história termina com a frase "não te metas na vida alheia se não queres lá ficar".
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Brevemente a Fundação José Saramago vai lançar o Prémio de Fotografia Retratar Um Livro. A ideia é que ao lerem um livro, os leitores encontrem uma imagem e tirem uma fotografia. O primeiro desafio vai ser "Nome de Guerra".
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As fotografias serão expostas depois em diversos locais do nosso País e funcionarão como uma síntese do livro.
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