* Victor Nogueira
Caldas da Rainha -- Azenha João Manuel (demolida)
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
* Victor Nogueira
* Victor Nogueira
Centro histórico de Barcelos - Na foto estão a Igreja de Santa Maria (matriz) e as ruínas do Paço dos Condes de Barcelos (actual Museu Arqueológico). Á esquerda a Torre dos Pinheiros. Por detrás do Paço ficam os Paços do Concelho e a estátua de António de Sousa Barroso, que foi missionário em Angola e Bispo do Porto.
António de Sousa Barroso era primo do meu avô materno, António dos Santos Barroso, e foi o irmão deste, o Pe José Barroso, secretário do bispo, que esteve por detrás do casamento do irmão com quem veio a ser minha avó materna, Francisca da Conceição, de Chaves, que não conheci mas dizem-me ter sido uma pessoa alegre e generosa, que trocou o convento pelo casamento.
Contudo, contava a minha mãe, em contrapartida teve de deixar os bens ás Oficinas de S. José, ficando com o usufruto deles apenas em vida.
A decadência deste Paço iniciou-se em finais do século XVIII.
Nas ruínas hoje, já não é visível a primitiva torre, que se situava entre a Ponte de Barcelos e as quatro primitivas chaminés. Ela terá sido bastante danificada quando do terramoto de 1755, vindo a ruir definitivamente em 1801. Em 1872, diante do estado ruinoso do edifício, o município de Barcelos, determinou demolir o que restava. Essa demolição jamais chegou a concretizar-se na totalidade, devido a diversos protestos populares. O que nos restou - pouco mais do que algumas paredes e uma chaminé tubular -, não consegue dar-nos ideia da sua grandeza original
No início do século XX, as suas ruínas passaram a albergar o Museu Arqueológico de Barcelos.» (Wikipedia)
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* Victor Nogueira
Exceptuando os que foram recuperados na Serra de S. Filipe, para turismo de habitação, os moinhos de vento em Setúbal ou foram demolidos ou encontram-se em ruína e degradação. Este, na Rua Abel Salazar, foi decorado com uma pintura mural.
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* Victor Nogueira
* Victor Nogueira
Não há muitas fotos minhas a azenhas e parcas são as referências nas minhas "Notas de Viagens". Localizadas nas margens dos rios, com engrenagens movidas pelo correr e força das águas, normalmente tinham como objectivo moer o grão de cereais, para produção de farinha. Mas algumas têm funções doutro tipo, como as que produziam explosivos na antiga Fábrica de Pólvora da Barcarena, em Oeiras. Seguem-se fotos e textos sobre esta temática
As Fotos ....
Macieira da Maia e Rio Ave
Azurara e Rio Ave
... e os textos
Gostaria de passar as férias sossegadas, calmamente lendo e estudando, com um mergulho nas ondas e passeios ao entardecer em amena cavaqueira com os amigos ou com as pessoas da terra. O meu avô Barroso tem uma casa no Mindelo, onde há uma praia rochosa que me deslumbra pela violência com que as ondas batem na rocha em cascatas de espuma que salpicam o rosto. Ou então aquele moinho [azenha] que eu visitei ao inquirir dois velhotes, lá para os lados de Arraiolos. Gostava de passar as férias, p. ex., num sítio assim. (MCG - 1973.08.02)
Situa-se a Amareleja perto da ribeira do Ardila, possui moinhos de água nas margens do. O cemitério espelha um costume característico, cuja razão desconheço, com as campas ao cimo da térrea, onde ninguém é enterrado. (Memórias de Viagem, 1997)
Visitamos Alcobaça, onde chegamos já de noite, com uma chuva miudinha que cai continuamente. É uma vila simpática onde se destaca a fachada comprida do respectivo mosteiro, da Ordem de Cister, situado destacadamente na Praça 25 de Abril: uma Igreja ao centro, dum amarelo rendilhado, exuberante, contrastando com a horizontalidade branca e ascética dos dois corpos laterais. Corpos que nas outras fachadas estão escurecidos e degradados, resultado das "conservações" para turista ver. O Mosteiro, considerado Património Mundial desde 1989, não é esmagadora e massivamente impositivo à povoação circundante, como o de Mafra. (...)
Porque por lá passamos, fico a saber que a povoação é atravessada por dois rios que lhe dão o nome: Alcoa e Baça, que aqui originam o Alcobaça. Alcoa é atravessado por uma pequena ponte e nas suas margens ouve-se o marulhar das águas correndo por entre dois paredões que lhe estreitam o leito. As casas têm varandas e janelas debruçadas sobre o rio e de noite poder-se-ia imaginar que se trataria de Veneza, opinião de quem a conhece apenas de filmes, como em Morte em Veneza, de Visconti. ou de O Perfume do Dinheiro, de Joseph L. Mankiewicz.
No rio Baça, no centro da povoação, vê-se a roda duma antiga azenha, que já não é movida pelo correr das águas, cujo edifício agora é ocupado por uma loja de electrodomésticos, a TELE RIO. (Notas de Viagem, 1997.10.31)