Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 31 de agosto de 2024
Fotos de capa em Agosto - 2020, no Kant_O dos Olhares
Fotos de capa em Agosto - 2010 a 2013, no Kant_O dos Olhares
* Victor Nogueira
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Fortificações 31 - Aljezur
* Victor Nogueira
Como muitas povoações em Portugal, Aljezur cresceu em torno do castelo no cimo do outeiro ou monte, dentro das muralhas se as havia, descendo encosta abaixo, com íngremes e tortuosas ruelas, nos tempos medievais. Com o desenrolar dos tempos muitas das povoações , perdida a estratégica importância militar, fixaram-se na peneplanície, não poucas vezes deixando ao abandono e ruina a primitiva urbe. Foi assim em Montemor-o-Novo, Monsaraz, Sesimbra, entre outras ...
Aljezur foi fundada pelos árabes no século X, aqui permanecendo cerca de 300 anos. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva, também conhecida como Igreja Nova de Aljezur`, edificada no século XVIII, situa-se na planície, na qual a partir do terramoto de 1755 se desenvolveu a Vila, até então alcandorada na íngreme colina defronte, coroada pelo Castelo de Aljezur
Em 2000.04.21 as minhas Notas de Viagem registam: «De Marmelete a Aljezur existem muitos eucaliptos e o cheiro penetra nos pulmões. Perto daquela povoação há muitos cabeços e vales, com vewrde vegetação rasteira. Não se vê uma única casa, que começam a aparecer, isoladas, perto de Aljezur.
ALJEZUR - Fotos: de longe ao castelo, a chaminé, ao Castelo, ao cão e vista geral. Museus de Arte Sacra e Francisco Pardal. A povoação está separada pela Estrada Nacional, à beira mar a parte antiga, para leste a nova.».
Encantei-me por Aljezur desde a 1ª vez que lá estivera, acampado em 1986, como anteriormente me haviam seduzido Vila Nova de Mil-Fontes e Porto Covo.
A essa minha primeira estadia se referem as minhas Notas de Viagens (1997), baaseadas nas minhas memórias e correspondência.
«Viemos a Aljezur fazer compras ao mercado. À tarde vamos para a praia. (...) Estamos acampados no Parque de Campismo de Vale da Telha, perto de Aljezur. (MENS - 1987.08.18)
O nome significa "aldeia das pontes". Ao longe destaca se o seu castelo árabe, arruinado pelo terramoto de 1755, com uma bela vista. Ruas íngremes pela encosta dum cerro. Como não podia deixar de ser, lá encontramos mais uma Igreja da Misericórdia. Perto situam-se as praias de Praias do Monte Clérigo e de Arrifana (ao fundo da aldeia, na encosta íngreme) onde outrora havia um forte de que restam umas paredes que pouco mais são do que pedregulhos.»


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