* Gemini
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 8 de agosto de 2026
Murais de solidariedade internacionalista (27)
quinta-feira, 20 de outubro de 2022
Igrejas (90) - Capela de S. Sebastião (Lisboa, Lumiar)
* Elisa Fardilha
A Capela de S. Sebastião localiza-se no largo homónimo, na Freguesia do Lumiar, em Lisboa. As fotos são de Elisa Fardilha
«Classificada como Imóvel de Interesse Público, por si própria e por integrar o conjunto do Paço do Lumiar, este pequeno templo do início do séc. XVI, dedicado a S. Sebastião protector da peste, sofreu beneficiações no séc. XVII, séc. XVIII e nos finais do séc. XX. De planta longitudinal, tem a fachada ladeada por pilastras adossadas e rasgada por portal manuelino com decoração vegetalista, uma cruz de azulejos polícromos ,com a data de 1628, na parede posterior da capela-mor, e torre sineira junto à cabeceira. A capela, de nave única e coro alto separado da capela-mor por arco triunfal de volta perfeita, possui no interior:painéis de azulejos figurativos, seiscentistas,de tipo "tapete"; painéis de azulejos, representando S. Pedro, S. Francisco, S. Paulo e Sto. António; frontais de altar azulejados; pinturas setecentistas do tecto; e sepulturas dos sécs. XVII e XVIII. »
(in «Capela de S. Sebastião» https://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/capela-de-sao-sebastiao)
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Igrejas 89 - Capela de N. Senhora do Carmo, em Setúbal
* Victor Nogueira
No percurso entre o antigo Largo do Carmo e a barbearia onde ia cortar o cabelo passo pela Rua António Maria Eusébio, onde encontro aberta a porta da Capela do Carmo. Aproveito o ensejo, entro, atravesando um pequeno pátio ou adro rumo á porta do templo, em cuja entrada está afixado umn aviso determinando a obrigatoriedade de usar máscara. É um abuso, pelo que prossigo; a capela está deserta, mas pouco avanço na nave, pois duma porta lateral surge uma raparxiga de máscara. Não vale a pena entrar em discussão, pelo que de longe me limito a fotografar o altar-mor. A capela é desgraciosa, despojada, presidida no altar-mor por uma escultura que representará a Virgem do Carmo. As paredes estão parcialmente revestidas com azulejos de padrão, até meia altura.
A muralha medieval de Setúbal bordejava a Ribeira do Livramento (encanada sob a Avenida 22 de Dzezembro) sendo pela Porta Nova (entretanto demolida) que se fazia a ligação aos arrabaldes do Tróino. Aí localizavam-se dois conventos, o de Jesus (feminino) e, um pouco mais a sul, o de N. Senhora do Carmo (masculino, de carmelitas calçados).
Este último foi fundado em 1598, sendo o seu primeiro prior nomeado em 1608. O terramoto de 1755 provocou grande ruína na Vila de Setúbal, que atingiu duramente o referido convento. Na sequência das Revoluções Liberais do século XIX e em resultado da extinção das ordens religiosas o edifício foi entregue á Fazenda Pública. Uma parte do mesmo foi vendida em hasta pública, permitindo que, para além de edifícios de habitação, fossem construídos o cinema Casino Setubalense, presentemente demolido, e a Escola Primária Conde Ferreira, actualmente desativada. Na ala nascente, entregue ao Município, está instalada uma esquadra da Polícia de Segurança Pública.
Na parte norte desta ala, pertencente á Ordem Terceira do Carmo, foi reaberta ao culto a capela e em 2004 inaugurou-se a "Residência do Carmelo”, num edifício construído de raiz.
Na empena que limita a nascente a Escola Conde Ferreira, emparedados, divisam-se os arcos que presumo sejam do antigo claustro.
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
Templos religiosos 06 - Setúbal - Igreja de N. Senhora da Saúde
* Victor Nogueira
O objectivo nesta dominical tarde estival, abrasadora, era encontrar locais de culto na cidade de Setúbal pertencentes a outras Igrejas que não a Católica Apostólica Romana. No nº 5 da Rua do Outeiro da Saúde estaria a Igreja Ortodoxa Romena S. Basílio, mas no edifício nada o identifica como tal. Apercebo-me que a Igreja da Sra da Saúde está aberta mas ao chegar à entrada verifico que deixara no Fiesta II a malfadada "estrela de covid", como se nova "מגן דוד" ou "Davidstern" fosse, pelo que tive de retornar sobre os meus passos, descendo e subindo a íngreme ladeira que no Inverno deve fazer jus a qual ladeira quebra-costas ou bate-cús. No interior muitos fiéis assistiam a um ofício divino.
«Tendo sido Setúbal atacada por uma peste, os seus habitantes fizeram voto de edificar uma igreja, em 1598, a Nossa Senhora da Saúde. Constituíram-se duas irmandades, uma religiosa e outra secular. Em 1746, os padres Jesuítas conseguiram que a irmandade doasse casas para um recolhimento de donzelas, o qual teve igualmente esmolas dos proprietários das Marinhas do Sado. No edifício desse recolhimento foi mais tarde estabelecido o Asilo da Infância Desvalida. A igreja conserva boa talha dourada, azulejos de tapete seiscentistas e uma pintura quinhentista de grande valor foi transferida para a capela no novo Centro Paroquial da Anunciada.» in https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/6951
Fotos do interior em 2021 08 15 (Canon 195_08)
sábado, 14 de agosto de 2021
Templos religiosos 05 - Setúbal, Azeitão e Arrábida
* Victor Nogueira
Aqui se reúnem templos religiosos da Igreja Católica já não consagrados aos ofícios religiosos, por estarem em ruína ou afectos a outros usos.

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