Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Américo Ribeiro, em Setúbal

 * Victor Nogueira 

Pela cidade. desde 2019, uma série de placards com duas faces reproduzem fotos de Américo Ribeiro, alusivas ao local em que estão colocados, com textos explicativos. O objectivo da iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal é mostrar aos transeuntes aspectos de alguns espaços mais conhecidos da urbe, cronologicamente diferenciados  Os cinco painéis estão colocados na Praça de Bocage, no Miradouro de S. Sebastião, na Avenida Luísa Todi (Paço do Duque de Aveiro e Fontainhas) e na Praça Vitória Futebol Clube, junto à Capela do Senhor Jesus do Bonfim,

Mais recentemente, designadamente no Largo José Afonso e na Avenida José Mourinho, pendões relembram figuras das artes, letras e desporto, entre outras. O fotógrafo Américo Ribeiro (1906 / 1992) é um deles.

Pendão na Avenida José Mourinho




Praça de Bocage




Mira-Sado de S. Sebastião,  no Largo dos Defensores da República

Fotos em 2020 / 2021

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

fotografia de Eduardo Martins

 * Eduardo Martins


metropolitano


Funchal ... do promontório


Funchal em Fevereiro


Loja do Chinês

Fotos em 2011


Foto em 2012

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

fotos de estúdio, antigas


fotos de estúdio - Quem são estes personagens, desconheço, e como estas fotos vieram ter à minha mão, não me recordo. Estariam dentro dalgum livro comprado em feira de velharias? Tê-las-ia encontrado nas ruínas duma casa que tenha visitado? Fica a incógnita. E a pose característica em photos e quadros deste género, retratos da burguesia, sem sorrisos, ar sério e solene, "comme il faut", a mulher sentada, encoberta da cabeça aos pés, e o homem de pé, dominador, à espera talvez do "Olhem o passarinho!"

A photo da esquerda é da Photographie Universelle A. Solas [Alexandre Solas], na Rua Oriental do Passeio Público, 52, Lisbonne, e a da direita de E. Knopfli [Eduardo Knopfli] Photographe, conforme impressões na frente e verso de cada uma delas. As duas referidas casas fotográficas laboraram em Lisboa no último quartel de século XIX e múltiplas referências às mesmas podem encontrar-se na internet.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Américo Ribeiro (1906 / 1992)

* Victor Nogueira


Em não poucas povoações de Portugal os arquivos fotográficos de estúdios e fotógrafos locais passaram a património municipal, preservando-se deste modo a memória de tempos idos segundo o "olhar" de ... É o caso de Américo Ribeiro (1906 / 1992), cuja casa fotográfica, a Foto Cetóbriga (1936 / 1984) há muito encerrou, já nas mãos doutro proprietário.

Para além do espólio exposto na Casa de Bocage e da edição de livros com fotografias suas, resta ali no Largo da Conceição esta placa na parede da casa que já não é de fotografia.

Segundo a Wikipedia; «Em 1927 publica a primeira fotografia no jornal O Setubalense e em 1929 torna-se correspondente fotográfico em Setúbal do jornal Diário de Notícias.

Colaborou como fotógrafo em jornais e revistas como A Bola, Correio da Manhã, Diário de Lisboa, Flama, A Indústria, Mundo Desportivo, Norte Desportivo, Notícias Ilustrado, O Século, Record, Stadium e A Ribalta.»

A seguir um vídeo com fotos a partir do espólio de Américo Ribeiro https://www.youtube.com/watch?v=--d3RQb4sVg

Excerto do filme sobre a obra de Américo Ribeiro, fotógrafo da memória de Setúbal no sec. XX, realizado por Hugo Alves do 12ºF do curso tecnológico de multimédia da escola D. João II, com o apoio de Bruno Ferro do Arquivo fotográfico Américo Ribeiro/Casa de Bocage.


Américo Ribeiro, fotógrafo setubalense

* Fotos Victor Nogueira

Em não poucas povoações de Portugal os arquivos fotográficos de estúdios e fotógrafos locais passaram a património municipal, preservando-se deste modo a memória de tempos idos segundo o "olhar" de ... É o caso de Américo Ribeiro (1906 / 1992), cuja casa fotográfica, a Foto  Cetóbriga (1936 / 1984) há muito encerrou, já nas mãos doutro proprietário. 

Para além do espólio exposto na Casa de Bocage e da edição de livros com fotografias suas, resta ali no Largo da Conceição esta placa na parede da casa que já não é de fotografia.

Segundo a Wikipedia; «Em 1927 publica a primeira fotografia no jornal O Setubalense e em 1929 torna-se correspondente fotográfico em Setúbal do jornal Diário de Notícias.

Colaborou como fotógrafo em jornais e revistas como A Bola, Correio da Manhã, Diário de Lisboa, Flama, A Indústria, Mundo Desportivo, Norte Desportivo, Notícias Ilustrado, O Século, Record, Stadium e A Ribalta.»

A seguir um vídeo com fotos a partir do espólio de Américo Ribeiro  


djoao2multimedia
Publicado a 23/03/2009


Excerto do filme sobre a obra de Américo Ribeiro, fotógrafo da memória de Setúbal no sec. XX, realizado por Hugo Alves do 12ºF do curso tecnológico de multimédia da escola D. João II, com o apoio de Bruno Ferro do Arquivo fotográfico Américo Ribeiro/Casa de Bocage.




Antiga Foto Cetóbriga


chiaroscuro com toque de anil


Largo da Conceição, visto da Avenida 5 de Outubro. Nas traseiras desta Capela de N. Sra da Conceição, sob uma das portas da muralha medieval (Porta de Évora ou da Erva), situava-se a Foto Cetóbriga. O mamarracho que se vê ao fundo à direita é um antepassado do "Coutinho" de Viana do Castelo, sem qualquer qualidade estética ou relação com a envolvência.



Carteira fotográfica

fotos em 2016.06.07 e 24

Foto de Américo Ribeiro, autor não identificado,  e biografia mais desenvolvida in Setúbal Digital http://setubaldigital.blogspot.com/2014/01/americo-ribeiro-biografia.html

domingo, 25 de agosto de 2019

38 MINUTOS COM NUNO CALVET





PASSEIO PÚBLICO38 MINUTOS COM
NUNO CALVET
“CADA FOTOGRAFIA É, EM CERTA MEDIDA, UMA AUTOANÁLISE”
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PASSOU MAIS DE METADE DA VIDA A FOTOGRAFAR PAISAGENS E PESSOAS, ANÓNIMAS OU NO ESTRELATO. PARA AMÁLIA RODRIGUES FEZ A CAPA DE UM DISCO QUE A MEMÓRIA COLETIVA REGISTOU COM BASE NUMA FOTOGRAFIA: “BUSTO”


ENTREVISTA JOÃO DIOGO CORREIA FOTOGRAFIA TIAGO MIRANDA

Fotografou muito, mas fala pouco sobre essas fotografias. Porquê?
Como dizia o ‘nosso amigo’ Cartier-Bresson, se é necessário falar sobre uma fotografia é porque ela não comunica o que pretende. A não ser que seja uma conversa estritamente estética, sobre produção, montagem gráfica. Sobre o que acontece nela, a imagem propriamente dita, as palavras são supérfluas, são espúrias. Olha-se para a fotografia e é ela que tem de nos dizer o que é real e íntimo.
Não lhe chama arte. Soa-lhe pretensioso?
A fotografia é um tipo de expressão gráfica que tem uma génese mecânica, técnica, e a partir daí toda a conversa que se gera sobre o resultado dessa expressão tende a ser ou muito técnica ou cheia de lugares-comuns e de preconceitos de ordem estética. A partir de certa altura, começa a haver uma separação entre fotografia e outros processos artísticos de origem gráfica (a pintura, o desenho), porque a fotografia começa a ser acessível a todo o ‘bicho careta’. Toda a gente quer fotografar e toda a gente tem uma máquina. Julgam as pessoas que é só carregar no botão e sai uma coisa bonita. Então entramos no campo do bonito, que não tem nada que ver com o lado artístico, criativo, que a fotografia pode encerrar. E que a maior parte das vezes até nem encerra: limita-se a reproduzir aspetos ditos bonitos, interessantes, mas que não têm ligação com a intimidade do fotógrafo, com a sua maneira de ser e de estar. São aparências e às aparências, normalmente, não lhes resta mais nada. Entramos no tempo em que a fotografia começa a ser considerada uma arte, mas uma arte menor. Porque é muito fácil fotografar um pôr do sol, as ondinhas do mar a rebentar. É muito fácil fazer essas coisas e começou a misturar-se essa facilidade em reproduzir imagens ditas bonitas do quotidiano com o lado artístico. Esse lado tem que ver com outros mundos, muito pessoais.
Com o olhar do fotógrafo?
Exatamente. Com a personalidade do fotógrafo, no fundo. Quando uma pessoa faz uma fotografia, não é só ela que está a fotografar um determinado assunto. Está a fotografar-se também a si própria. Cada fotografia é, em certa medida, uma autoanálise. Que depois transpira na imagem que retém, que grava.
E aí já é uma arte?
Pode ser, a partir do momento em que exprime um conjunto de dados de ordem estética conhecidos, mas que não são gratuitos, não são coisas supérfluas. São atributos que estão ligados à personalidade e à capacidade expressiva do seu fotógrafo.
E há coisas a dizer sobre ele? Neste caso, sobre si?
Sobre mim, o que lhe posso dizer? Que tive alturas muito bonitas, outras menos. É uma coisa muito subjetiva.
“JULGAM AS PESSOAS QUE É SÓ CARREGAR NO BOTÃO E SAI UMA COISA BONITA”
Como vive com esta ‘altura’?
Tenho um olhar livre para fotografar aquilo que me interessa. Neste momento, fotografo relativamente pouco, porque comecei a perceber que já tinha fotografado aquilo que ia fotografar outra vez. Estava a repetir-me, a copiar-me a mim próprio. A idade também já não me permite viajar como antes.
O Alto Alentejo, onde vive agora, é fotogénico?
Sim, mas a partir de um certo momento, não apetece andar à procura. Já se encontrou, já está registado. O fotógrafo, às vezes, encontra as coisas, não as procura. Eu há 10 anos fiz um livro sobre o Alentejo, e aí percorri-o várias vezes, mas foi diferente, eu não estava à procura de nada. Estava atento ao que me aparecia à frente.
E o que encontrou?
O Alentejo é um mundo. Tem zonas e aspetos extremamente característicos. Há coisas lindíssimas, insubstituíveis do ponto de vista visual. O que agora trabalho é a composição de fotografias que já fiz. Dá-me muito gozo pegar nessas imagens e construir novos mundos, novas situações, completamente fora de cada uma delas. Isso dá-me muito gozo, entretém-me. E já fiz três exposições dessa forma.
Escolhe-as a partir de um algum critério específico?
Não, não. São imagens que eu imagino. Imaginações sobre imagens. Vejo imagens e imagino outros mundos.
Fotografou o Portugal profundo, mas também artistas consagrados. Foi sempre o mesmo?
Fotografar pessoas é um mundo completamente diferente. No fundo, a pessoa fotografada é-o do ponto de vista da sua personalidade, daquilo que faz. E para isso é preciso conhecer o mínimo daquela pessoa.
Era o que mais lhe interessava?
Interessava-me porque eu privava com aquelas pessoas.
Com a Amália, por exemplo?
Com a Amália foi diferente. Eu fui para a Valentim de Carvalho [VC] depois da tropa. Era um melómano, gostava, e gosto, muito de música, tinha muitos discos. Nessa altura, a Amália não tinha relações profissionais com a casa VC, havia um certo distanciamento do velho Valentim [fundador da editora, em 1914]. Não era que ele não gostasse da Amália, mas não simpatizava, porque ela trabalhava para a concorrência. A certa altura, o Rui [sobrinho de Valentim] conheceu a Amália, apaixonou-se por ela em termos quase maternais. Até dizíamos, a brincar, que só faltava a Amália puxá-lo por uma coleira. E foi aí, através de um homem que já morreu e que foi o principal responsável por eu ser fotógrafo, o Gérard Castello-Lopes. De 15 em 15 dias, havia sessões de fotografia em casa dele. Ele perguntou-me se eu tinha fotografias, eu mostrei-lhe e ele disse-me: “Eh, pá, tu tens é de ser fotógrafo.” E comecei a fazer fotografias para a VC. Não fiz muitas, fiz algumas, como a capa do Alfredo Marceneiro, em que ele está com um lenço e uma beata ao canto da boca. Mas não fotografei logo a Amália. Acontece que, finalmente, ela começa a gravar para a VC [1962], numa altura em que estava sempre muito pouco disponível, era muito difícil. Havia um busto de um escultor [Joaquim Valente] e o Rui perguntou-me se eu podia fotografá-lo. Eu fui e, por acaso, saiu bem. É uma vulgar imagem feita com praticamente nenhuns meios. Levei o busto para minha casa, pu-lo em cima de uma mesa, com um pequeno projetor e utilizando uma parede branca para refletir o busto. Mais por acaso do que por intenção, saiu bem. Ainda tenho esses negativos.
Foi dos seus trabalhos mais marcantes? Ou mais conhecidos?
Eu acho que não. O disco teve muito sucesso, talvez por isso a fotografia tenha ficado tão conhecida. Ainda fiz outras para discos. Há um disco do Vinicius de Moraes que também tem uma fotografia minha. Foi feita no próprio edifício da Philips. Havia uma sala de reuniões, onde ele foi dizer poesia. A sala até nem era muito grande, mas tinha boa iluminação, e fiz lá uma fotografia dele a dizer poesia. Depois nos espetáculos fiz várias. Do Chico Buarque também.
Depois deixou de as fazer?
Quando fui para a Philips, já muito embrenhado na fotografia profissional, comecei a fazer trabalhos para publicidade. Tinha de viver, tinha família, três filhos, a minha mulher não trabalhava, tinha de ganhar o pão para a boca da miudagem. Nessa altura ganhava-se bom dinheiro. Mas nunca deu para enriquecer, porque o que se ganhava gastava-se logo em equipamento. Depois uma grande parte da fotografia que se vê na publicidade, nas revistas, passa a ser comprada a estúdios, a grandes bancos de imagem, que antes não existiam. E passa a pagar-se uma ninharia.
Que relação tem agora com esse mundo?
Desinteressei-me completamente. Comecei a fazer fotografia por gosto. Mas a partir de uma certa altura isso acabou.
De onde tira agora prazer?
Tiro sobretudo das exposições. Mas agora não tenho planos nenhuns. Só quero gozar com as imagens que tenho e com a família. Não tenho idade para andar aí de ‘ceca para meca’ com o material às costas. Chegar onde cheguei, assim como estou, já é uma aquisição bastante boa. A maior parte das pessoas da minha idade já cá não está.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ice is Black: estas fotografias são poesia e um manifesto

autoria P3

// data 03/11/2017 - 19:14


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Começou a sua carreira de fotógrafo no mundo do desporto e das notícias, mas acabou por se render à natureza. Desde 2000 que Laurent Baheux viaja por espaços protegidos numa reflexão sobre o mundo selvagem e frágil. Em 2002, numa viagem à Tanzânia, dá o passo definitivo no seu caminho pela vida selvagem, que não mais deixou de fotografar, apaixonado pela sua "beleza, dureza e enorme fragilidade". Agora, o fotógrafo tem uma nova série de imagens — a preto e branco, sua imagem de marca — com a qual nos leva à Islândia, à Noruega e ao Canadá, à fauna e flora que por ali habitam. Ice is Black  — já transformado em livro — é beleza e poesia, mas é também um manifesto. "Sinto-me menos ameaçado a fotografar a intimidade dos animais selvagens do que aqueles que vivem entre os homens", escreve no seu site. O gelo é negro, explica, porque se derrete com o calor, com a intervenção do homem. Muitas das espécies que o fotógrafo francês, nascido em 1970, retrata estão "mais ameaçadas do que nunca" e parte do seu trabalho é também mostrar a "imensa riqueza que elas representam para o planeta". Laurent Baheux, particularmente fascinado por leões, tem trabalhado com diversas associações que se empenham na defesa destes animais e da natureza.


http://p3.publico.pt/actualidade/ambiente/24824/ice-black-estas-fotografias-sao-poesia-e-um-manifesto

sexta-feira, 3 de março de 2017

David Rubinger, legendary Israeli photographer, dies






Six day war. Israeli paratroopers stand in front of the western wall in Jerusalem, 1967


David Rubinger, legendary Israeli photographer behind iconic Western Wall photo, dies

Israel Prize winner David Rubinger, whose lens captured key moments in Israeli history and helped define the nation's collective consciousness, dies at 92.
By Ofer Aderet Mar 02, 2017

David Rubinger, the legendary Israeli photographer behind an iconic photo of Israeli paratroopers entering the Western Wall for the first time, died Thursday at the age of 92.

Awarded the Israel Prize for his works in 1997, Rubinger's photographs captured key moments in Israel's history and helped define its collective consciousness.


David Rubinger with IDF soldiers in Beirut, 1982. Micha Bar-Am

Born in Austria in 1924, Rubinger immigrated to Israel in 1939 and fought with the "Jewish Brigade" during World War II. He began to work as a photojournalist in 1951, first with the now defunct daily Haolam Haze (This World) and then with Yedioth Ahronoth. He also served as Time Life's photographer in Israel.

Over his illustrious career, Rubinger took over 500,000 pictures that tell the story of the state of Israel, exemplified in his iconic photograph of three Israeli paratroopers looking up at the Western Wall. The photo, taken after the first Israeli soldiers entered East Jerusalem during the 1967 Six Day War, is viewed as a symbol of Israel's victory in the decisive war, that saw it take full control of Jerusalem, include the Old City and the Jewish holy site.

Bad photo

In an interview about the iconic image, Rubinger said that a day before Israeli troops entered Jerusalem's Old City on June 7, 1967, he was in the Sinai, snapping shots of Israeli soldiers: "That night I heard some talk on the command radios about something happening in Jerusalem. I didn't hesitate and just snuck into a helicopter that was evacuating wounded soldiers."

According to Rubinger, "when I got to Jerusalem, I heard gunshots, so I ran to the Western Wall, maybe 20 minutes after it was taken. I laid down on the ground and these three soldiers just passed by. I didn't think much of the photo at the time."


Six Day War: Israeli paratroopers stand in front of the Western Wall in Jerusalem. June 7, 1967. David Rubinger/GPO

Later, the IDF's chief rabbi, Shlomo Goren, arrived at the scene, "I thought that would be 'the shot'. When I developed the photos at home, I told my wife: 'Rabbi Goren, that's a great photo, historical.' But my wife pointed at the image of the soldiers and said: 'that's a nice photograph.' And I told her: 'What nonsense.'"

Rubinger said that though it was his most famous, he did still does not think it was a very good photograph: "Part of the face is cut off one the right said, in the middle the nose protrudes, and on the left there's only half a face… photographically speaking, this isn’t a good photo."

President Rivlin eulogized Rubinger, saying "there those who write the pages of history and there are those who create them with their lens. David immortalized history in his photographs that will forever remain in our memory. I will continue to carry him in my memory, armed with his old and faithful camera."

Eleanor Roosevelt calling on David Ben Gurion at his home in Tel Aviv, 1952. David Rubinger/GPO


A cloud of dust after soldiers blew up a rock in order to break through a road in Sinai, 1967. David Rubinger /GPO


Haim Bar-Lev, Ariel Sharon and Yishayahu Gavish arriving by helicopter to the Negev,1967. David Rubinger /GPO

read more: http://www.haaretz.com/israel-news/culture/1.774798

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Olhar nos olhos da pobreza. 34 fotos da cruel realidade da vida nas ruas

16/1/2017, 14:01574


Mikaël Theimer vagueou pelas ruas de Montreal e encontrou um retrato do que é a pobreza pelo mundo. Diz que ignoramos os sem-abrigo porque é "desconfortável". Mas isso termina nestas 34 fotos.
Mikaël Theimer
O rapaz sentou-se ao nosso lado debaixo da estátua na praça Luís de Camões em Lisboa. Perguntou como nos chamávamos, disse que se chamava André mas avisou que “na rua ninguém tem nomes”. Toda a gente tem passados, ainda assim. Conta-nos que tem 23 anos e que é de Coimbra. O pai é um advogado muito reconhecido, os irmãos estudam na universidade e a mãe é uma mulher de sucesso. Mas ele foi expulso de casa à conta do vício das drogas para onde, diz, os amigos o arrastaram. Perguntamos-lhe porque chama amigos a quem o arrastou para a rua. “Porque eu é que devia ter dito que não a tempo. Não posso culpar ninguém pelos meus erros além de mim mesmo”. Diz que não pensa em regressar a casa porque sabe que ninguém o receberia de braços abertos: “Eu perdi as oportunidades que me deram. Agora tenho de viver um dia de cada vez. Mas já ando a parar de fumar”, promete. No final da conversa inesperada à hora de almoço pede para ficar com o que não tínhamos bebido do nosso refrigerante. Quer ficar também com as migalhas das batatas fritas que tínhamos na mão. Mas não quis que lhe comprássemos almoço.

Não há muito que torne os sem-abrigo portugueses diferentes dos fotografados por Mikaël Theimer em Montreal, no Canadá. Dormem em frente às luxuosas montras das lojas de marca, fazem dos bancos de jardim a sua cama e do céu nublado o seu teto. E, garante o artista, também não há muito que diferencie o comportamento de quem passa por eles de casaco vestido e sacos de compra nas mãos: “Sabem exatamente o que querem dizer. Nós vemos um sem-abrigo a alguns metros de distância, então começamos a acelerar o passo, começamos a mexer no telemóvel ou a olhar para o outro lado da estrada. Tudo para nos certificarmos que evitamos aquele momento desconfortável em que ele vai pedir os nossos trocos e nós vamos dizer que não”, escreve Mikaël Theimer na sua página de Facebook.

Cansado do esforço que a humanidade faz para “não ver os sem-abrigo”, Mikaël Theimer decidiu documentar a verdadeira vida nas ruas. Diz que não quer julgar esse comportamento até porque “fogo, eu costumava ser assim”, confessa. Mas sublinha que precisamos de começar a olhar para os sem-abrigo como merecedores da mesma dignidade que qualquer ser humano merece: “Como é que chegámos a este ponto de pensar que era possível que haja tanta gente miserável a viver entre nós?”.

As imagens captadas pelo fotógrafo estão na fotogaleria.

http://observador.pt/2017/01/16/olhar-nos-olhos-da-pobreza-34-fotos-da-cruel-realidade-da-vida-nas-ruas/