Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 10 de setembro de 2016

em Santo Tirso

Creio que na minha juventude vim algumas vezes a Santo Tirso com o meu avô Luís, químico-analista mas não recordo qual o motivo, se seria por dela ser originária a família  da Alexandrina, se por causa das análises químicas a produtos alimentares que ele fazia fora das horas de serviço para arredondar o ordenado ao fim do mês, que lhe permitiam também obter gratuitamente e dos clientes produtos de boa qualidade como azeite e vinho do Porto, que creio depois vendia a pessoas amigas.

Santo Tirso, outrora importante centro industrial têxtil, não estava previsto para a minha rota de hoje, mas regressado de Landim rumo a Vila do Conde, o sol a bater de chapa nestas vias estreitas e sinuosas,comm não assinaladas curvas e contracurvas não assinaladas, ainda mais perigosas para a condução de quem não tem pontos de referência por me serem percursos inabituais, ocasionais, leva-me a desistir de  apanhar a A7 inflectindo para oriente rumo a Santo Tirso, onde chego já ao entardecer. Ceio que estive aqui o ano passado cm o Zé e a Teresa, mas não reconheço o lugar nem encontro a Pastelaria Moura onde também já ao fim do dia comemos Jesuítas, uma especialidade doceira e que outrora e no alentejano burgomedieval apreciava, tal como as queijadas de Évora ou chá e torradas/sandes de fiambre. De jesuítas falo em  ISESE - O Dia do Marquês em 1974 (http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2015/07/isese-o-dia-do-marques-em-1974.html).


Mas deixemos os entretantos ou desvios e vamos aos finalmente. Para além da referida doçaria são igualmente especialidade da terra os limonetes, produzidos com grande qualidade pelas diversas pastelarias da cidade e, na Região o Vinho, Verde e o Licor de Singeverga, produzido pelos monges beneditinos do mosteiro homónimo, na freguesia de Roriz, nesta merecendo referência as bolachinhas conventuais e os bolinhos de mel.

O Centro Histórico, com um pequeno jardim arborizado, tem um ar harmonioso, cuidado e acolhedor, com algumas esplanadas e nele coabitam edifícios dos séculos XIX e XX com arquitectura do Estado Novo, de que são exemplo o edifício dos CTT e uma vivenda  Situada no Vale do Ave, aqui se encontrava a Fábrica Fiação e Tecidos Rio Vizela, fundada em 1845, nas freguesias de Vila das Aves e São Tomé de Negrelos, que foi a primeira unidade do ramo no país, chegando também a ser maior fábrica portuguesa do sector. Na área do Concelho a freguesia de Roriz tem património edificado que merece visita. Será pois um dos meus objectivos num dos próximos dias.
















(antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários)


2016.09.09

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