Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 31 de janeiro de 2010

Dennis Stock - O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais

Óbito

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O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais

por JOANA EMÍDIO MARQUES - Diário de Notícias - 16 Janeiro 2010
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O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais
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A objectiva de Dennis Stock ajudou a imortalizar alguns dos ícones do século XX americano, como James Dean ou Audrey Hepburn 
"Sempre fotografei apenas para mim mesmo e aquilo que me interessava, por isso o meu trabalho é feliz", disse um dia Dennis Stock numa conferência.
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O fotógrafo, de 81 anos, com uma carreira feita na conceituada agência Magnum, morreu esta quinta-feira, depois de décadas a captar alguns dos momentos e das figuras mais emblemáticas do século XX americano.
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De James Dean a Marlon Brando, do universo do jazz ao Woodstock, Dennis Stock contribuiu, ao longo de mais de 50 anos, com imagens fundamentais para a cultura pop contemporânea.
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Sem revelar as causas da morte do fotógrafo, a Magnum já veio a público declarar "a profunda tristeza pelo desaparecimento de Stock".
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Nascido em Nova Iorque, em 1928, passou pela revista Life antes de se juntar à Magnum em 1951, onde iniciou uma carreira fulgurante da qual se destaca a fotografia que fez de James Dean a caminhar à chuva pela Times Square.
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O trabalho de Stock movia-se entre o brilho das estrelas de Hollywood e os universos mais marginais, como foram os movimentos de contestação que varreram a América nos anos 60.
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Para além dos vários álbuns de fotografia que publicou , Dennis Stock viu a sua obra exposta em museus como o Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque ou o museu de Arte Moderna em Paris.
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Admirador confesso do fotografo francês Cartier Bresson, Stock dizia que com ele tinha aprendido a importância de "capturar o momento decisivo" .
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Diário IOL PT - 15-01-2010 - 10:52h

Morreu o fotógrafo Dennis Stock


O fotógrafo norte-americano Dennis Stock, conhecido principalmente pelo seu trabalho com as fotos das estrelas de Hollywood e músicos de jazz, morreu esta segunda-feira à noite, aos 81 anos.
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Segundo a AFP o anúncio do óbito foi feito esta quinta-feira pela agência Magnum, para a qual trabalhava há cerca de cinquenta anos.
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«É com grande tristeza que anunciamos a morte de Dennis Stock», informou a agência sem esclarecer as causas e o local do óbito.
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Entre os trabalhos mais famosos conta-se a série de fotos de James Dean em 1955, pouco tempo antes da morte acidental do actor. A imagem do actor a caminhar na chuva com o gola do casaco subida, mãos nos bolsos e cigarro no canto da boca publicada na Times Square (em Nova Iorque) chegou a ocupar as paredes dos quatros de várias gerações de adolescentes. A assinatura dessa imagem é só uma: Dennis Stock.
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O livro «Jazz Street» reúne algumas das imagens mais belas sobre o mundo do jazz com a assinatura de Stock. Este fotógrafo captava com mestria o ambiente dos clubes e a solidão dos músicos nos anos 50. Sidney Bechet, Louis Armstrong e Miles Davis são alguns dos protagonistas do livro.
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Em 1960 Stock apaixonou-se pelos movimentos de contestação, antes de interessar-se pelas cores e natureza.
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Ao todo publicou 27 livros e as suas fotografias foram exibidas em vários museus internacionais, como o Internation Center of Photography, de Nova York ou o Museu de Arte da Cidade de Paris.
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Dennis Stock nasceu em Nova York em 1928. Aos 17 anos alistou-se na Marinha. Após um estágio na revista «Life», entrou para a agência Magnum em 1951 para a qual trabalhou quase em permanência durante toda a vida.
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Sobre o trabalho criativo que desenvolvia Dennis Stock chegou a afirmar:
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«Tive o privilégio de ver grande parte de minha vida através de minha objectiva, fazendo dessa viagem uma experiência esclarecedora», cita o comunicado da Magnum.

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Aos 81 anos

Morreu o fotojornalista Dennis Stock

Público - 13.01.2010 - 19:21 Por Ana Machado
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Disse uma vez que preferia que lhe chamassem ensaísta. Mas nunca se livrará do facto de lhe chamarem “o fotojornalista”, tendo assim ficado eternizado por uma fotografia tirada por Andreas Feininger, filho de Lionel Feininger, mestre da Bauhaus. Na foto, tirada para a capa da revista Life, um homem espreitava pela lente de uma máquna Leica. O homem por trás da lente era Stock.
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Dennis Stock morreu na passada segunda-feira, dia 11. Mas só hoje a notícia começou a circular nos sites e blogues da especialidade. A Magnum emitiu também o comunicado sobre a morte do homem da casa hoje, na sua página do Facebook.
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Dennis, que sofria de cancro e tinha várias complicações, tinha 81 anos. Mas a obra que deixa sobrevive-lhe. Há um coro de vozes a aclamá-lo como um dos maiores fotógrafos da segunda metade do século XX. E as imagens que deixa, muitas delas icónicas, justificam essa aclamação. Conhecido por fotografar preferencialmente estrelas de Hollywood, Stock fotografou Marylin Monroe, Marlon Brando. E fez uma grande sessão fotográfica com James Dean, em 1955, cujo resultado acabou por ser publicado na Life pouco após a morte prematura do actor.
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“Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icónicos de estrelas de Hollywood”, defende a Magnum, agência a que pertencia desde 1951.
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Fora dos retratos de Hollywood, Stock gostava do mundo da música. Louis Armstrong, Billie Holiday, Sidney Bechet, Gene Krupa, Duke Ellington, são alguns dos exemplos de celebridades nesta área que fotografou.Sobre uma vida dedicada à fotografia, Stock disse um dia: “Tive o privilégio de ver a maior parte da vida através da lente das minhas máquinas, o que tornou esta viagem uma experiência alucinante”.
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Dennis Stock, fotografo da Magnum, morreu aos 81 anos de idade



“Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icónicos de estrelas de Hollywood”.
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Dennis Stock, mestre do fotojornalismo e membro da agencia Magnum Photos, morreu ontem a noite, aos 81 anos.
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Dennis largou a escola aos 17 anos para “cair no mundo” e poder retratar da melhor forma possível a história do seu país. Em 1947 tornou-se aprendiz de Gjon Mili, fotógrafo da Life, ganhando o primeiro prémio no concurso Life´s Young Photographers [Jovens Fotógrafos da Life]. Juntou-se à agencia Magnum em 1951.
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Stock ficou conhecido por seu trabalho retratando estrelas de Hollywood e músicos famosos de jazz. Durante os anos de 1960, fotografou a geração Woodstock e grande parte da Califórnia. Nos anos de 1970 e 80 trabalhou com cores, retratando a beleza da natureza e detalhes de paisagens. Nos anos 1990 voltou às suas origens urbanas e começou a explorar a arquitectura moderna das grandes cidades. O seu trabalho mais recente explora a abstracção das flores e seu último endereço foi Woodstock, em Nova Iorque.
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A sua obra evoca o “espírito da América” [the spirit of America], um feito importante para o legado da fotografia norte-americana. Viagens de carro [road trips], acampamentos, imersão cultural, ensaios de longo termo para a Life e outras publicações foram a base do seu trabalho. Stock sempre se aventurou e foi muito observador, algumas vezes até mesmo rebelde, e esse é o seu maior ensinamento. Ao longo da sua vida fez inúmeros workshops e expôs em países como França, Alemanha, Itália, Japão e os próprios Estados Unidos. Além da fotografia, trabalhou como escritor, realizador e produtor para televisão e cinema.
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Encontro de editores de fotojornalismo iberoamericanos, em Madrid



Fotojornalistas iberoamericanos dizem que modelo gratuito dos media na Net é “suicídio”

Público - 30.01.2010 - 16:23 Por Lusa

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Vários editores de fotografia de jornais espanhóis e latino-americanos defenderam hoje a cobrança do acesso a conteúdos on-line e expressaram reservas quanto à figura do “fotojornalista-orquestra”, que se multiplica a fazer fotografias e vídeos.
Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade pedida à profissão, por causa do vídeo  
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Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade pedida à profissão, por causa do vídeo (Hugo Calçada (arquivo))
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“A não cobrança não está a funcionar. É um modelo que está a esgotar-se”, disse à agência EFE Dani Yako, do jornal argentino “Clarin”, antes da sua intervenção no encontro de editores de fotojornalismo ibero-americanos que decorre em Madrid.
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O encontro marcou o encerramento do Transatlântica, um fórum do Festival de fotografia PhotoEspanha criado em 2009 para fomentar o intercâmbio entre instituições e profissionais espanhóis e latino-americanos.
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No encontro estiveram também representantes dos jornais espanhóis “El Mundo”, “El País” e “La Vanguardia”, o brasileiro “Folha de São Paulo” e o mexicano “Excelsior”, que analisaram o estado de saúde do fotojornalismo iberoamericano.
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A fotografia na América Latina está “ao mais alto nível internacional” e, em Espanha, é “cada vez melhor”, disse o presidente da PhotoEspanha, Alberto Anaut.
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Os conferencistas abordaram ainda o visionamento dos conteúdos dos media na Internet, que a maioria dos presentes defendeu dever passar a ser pago.
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“Penso que mais tarde ou mais cedo o acesso aos conteúdos passará a ser pago. A quem ocorreu que o trabalho na Internet teria que ser gratuito?”, referiu Ulises Castellanos, do “Excelsior”, acrescentando que a gratuitidade “é um suicídio”.
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Por outro lado, Carla Romero, do “Folha de São Paulo”, defende “o acesso a conteúdos gratuitos na Internet”, embora admita que as próximas gerações terão que pagar, caso triunfem iniciativas como a do “New York Times”.
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O norte-americano “New York Times” anunciou que irá passar a cobrar o acesso aos conteúdos on-line do jornal a partir de 2011.
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Outra realidade que inquieta os editores de fotografia é o aparecimento do “fotojornalista-orquestra”, um profissional que além de fotografar faz também vídeos.
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Ulises Catellano é contra esta nova realidade, já que acredita que “as duas coisas não sairão bem feitas”.
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“Tirar fotografias é uma especialidade. Fazer vídeos é outra”, lembrou.
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A opinião é partilhada por Dani Yako, que considera que a multiplicidade de funções “retira profissionalismo e qualidade” ao trabalho do fotógrafo. 
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Exposição traz imagens de Christian Caselli




     FOTOGRAFIA
     Foto Celular


     
Exposição traz imagens de Christian Caselli capturadas por um aparelho celular









EDITORIAL



O Centro Cultural da Justiça Federal recebe até 7 de março a exposição Foto Celular, que mostra cerca de 500 imagens do artista Christian Caselli tiradas de um aparelho de telefone portátil, além de outras 63 de autoria do público em geral, escolhidas através de um concurso.
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Os trabalhos são projetados em telões de maneira aleatória. A partir de fevereiro, o evento ainda conta com uma oficina de fotografia com telefone celular, uma palestra sobre o tema e o lançamento de um catálogo com o material exibido.
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"Os profissionais do fotojornalismo eram contratados para registrar de acontecimentos importantes a locais paisagísticos", explica Caselli. "Com a popularização das câmeras digitais, a captação de imagens se tornou algo mais comum para todas as pessoas, que puderam estar presentes nos locais mais variados, muito mais do que os empregados dos meios de comunicação", conclui

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Foto: Divulgação
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INFORMAÇÕES


Local: Centro Cultural Justiça Federal (INFORMAÇÕES)
Preço(s): Grátis.
Data(s): Até 7 de março de 2010.
Horário(s): Quarta a domingo, 12h às 19h.


http://www.guiadasemana.com.br/Rio_de_Janeiro/Passeios/Evento/Foto_Celular.aspx?id=60943
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"Olhar e Memória" Os arquivos fotográficos Casasola



"Olhar e Memória"
Os arquivos fotográficos Casasola
 México 1900-1940
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Esta exposição é organizada pela União Latina e o Istituto Italo-Latino Americano em Roma, em parceria com o Consejo de Promoción Turística de México, a Cucaracha, Restaurante mexicano e Ali Cargo, expedições internacionais, Roma. A exposição foi produzida por Canopia Gestión Cultural (Espanha), em colaboração com o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), e a Secretária de Relações Exteriores.
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Estas fotografias excepcionais que constituem os Arquivos Fotográficos Casasola provêm do fundo de arquivos mais importante do México, o dos irmãos Casasola.
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O Fundo Casasola, olhar sobre a história faz parte das colecções que mais alimentaram ado o imaginário colectivo dos Mexicanos do século XX. Os seus instigadores, Agustín e Miguel Casasola, assinam com este impressionante acervo um capítulo inteiro da história da fotografia no México.
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Os pioneiros da foto reportagem no México e na América Latina. Suas fotografias sobre a Revolução mexicana continuam a ser as mais famosas. Mas os irmãos Casasola fotografaram igualmente burgueses, gente do povo, artesões, trabalhadores, figuras da rádio e do teatro...
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Em resumo, todos os actores da sociedade e do quotidiano post-revolucionários.
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"Olhar e Memória" 8 temáticas.  92 fotografias, escolhidas com cuidado por Ortiz Monasterio, e divididas por temas: a paz porfiriana, a guerra revolucionária, os ofícios, a modernidade, a águia e a serpente, a noite, a justiça, as celebridades.
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Origem da exposição. Um livro, publicado nas edições Turner em espanhol esteve na origem desta exposição. As imagens são comentadas por Pablo Ortiz Monasterio, ele mesmo fotógrafo de renome.
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Expositions
Istituto Italo-Latino Americano, Rome, Italie, 2006
Fondazione Casa America, Gênes, Italie, 2006
Biarritz, France, 2005
Paris, France, 2005
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Obras


Celebração da queda do General Díaz e o triunfo de Francisco I. Madero
O altivo proprietário de fazenda Arcádio Lara. Cidade de México
Francisco I Madero chega ao Palácio Nacional escoltado pelos cadetes do Colégio Militar, México D. F.
Tropas de Francisco Madero entram a galope num povoado

Archivo fotográfico Casasola
Celebração da queda do General Díaz e o triunfo de Francisco I. Madero
Archivo fotográfico Casasola
O altivo proprietário de fazenda Arcádio Lara. Cidade de México
Archivo fotográfico Casasola
Francisco I Madero chega ao Palácio Nacional escoltado pelos cadetes do Colégio Militar, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Tropas de Francisco Madero entram a galope num povoado

Descarrilamento do comboio
Senhor Carothers, Cónsul americano, e Emiliano Zapata em Xochimilco, México D. F.
Destacamento de Los Rurales à cavalo rumo a Aguascalientes, México D. F.
Francisco Villa e Emiliano Zapata no Palácio Nacional, México D. F.

Archivo fotográfico Casasola
Descarrilamento do comboio
Archivo fotográfico Casasola
Senhor Carothers, Cónsul americano, e Emiliano Zapata em Xochimilco, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Destacamento de Los Rurales à cavalo rumo a Aguascalientes, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Francisco Villa e Emiliano Zapata no Palácio Nacional, México D. F.

Vida quotidiana no Zócalo da Cidade de México
Orquestra da Escola Nacional de Cegos, México D. F.
Homem atravessando uma estrada, México D. F.
Tina Modotti fazendo a reconstituição do crime de Julio Antonio Mella com a polícia

Archivo fotográfico Casasola
Vida quotidiana no Zócalo da Cidade de México
Archivo fotográfico Casasola
Orquestra da Escola Nacional de Cegos, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Homem atravessando uma estrada, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Tina Modotti fazendo a reconstituição do crime de Julio Antonio Mella com a polícia

César Augusto Sandino
Mulher detida, México D. F.
Mulher soldado
Jovens detidos no Cácel de Belén, México D. F.

Archivo fotográfico Casasola
César Augusto Sandino
Archivo fotográfico Casasola
Mulher detida, México D. F.
Archivo fotográfico Casasola
Mulher soldado
Archivo fotográfico Casasola
Jovens detidos no Cácel de Belén, México D. F.

O chefe revolucionário Emiliano Zapata
Agustín Lara, pianista e compositor com Ana Maria Fernández. Cidade de México
Graciela de Lara, uma das muitas mulheres do espectáculo. Cidade de México
O sequestro de uma criança, Cidade de México

Archivo fotográfico Casasola
O chefe revolucionário Emiliano Zapata
Archivo fotográfico Casasola
Agustín Lara, pianista e compositor com Ana Maria Fernández. Cidade de México
Archivo fotográfico Casasola
Graciela de Lara, uma das muitas mulheres do espectáculo. Cidade de México
Archivo fotográfico Casasola
O sequestro de uma criança, Cidade de México

O pintor Diego Rivera na cabeça do cortejo fúnebre de Julio Antonio Mella
Laboratório de Criminologia Identificação. Cidade de México

Archivo fotográfico Casasola
O pintor Diego Rivera na cabeça do cortejo fúnebre de Julio Antonio Mella
Archivo fotográfico Casasola
Laboratório de Criminologia Identificação. Cidade de México
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Exposição fotográfica em Buenos Aires tem obras de Rosângela Rennó


Diversão » Diversão


Terra - 28 de janeiro de 2010 09h36 atualizado às 10h08

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Visitante observa uma das obras da brasileira Rosângela Rennó na exposição Foto: Carlos Suárez/EFE Visitante observa uma das obras da brasileira Rosângela Rennó na exposição
Foto: Carlos Suárez/EFE
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A Fundação FotoColectania, sediada na Espanha, inaugurou uma exposição coletiva sobre a fotografia latino-americana do século XX nesta quarta-feira (27) em Buenos Aires, na Argentina. A mostra contém obras da artista plástica mineira Rosângela Rennó, além de quadros do retratista Horacio Coppola, de 104 anos, um dos maiores ícones da fotografia argentina e famoso por suas imagens de Buenos Aires, sobretudo da década de 30.
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Conhecido por suas lendárias fotos do revolucionário Che Guevara, o cubano Alberto Korda também é destaque da exposição, que ainda traz o artista Pablo Ortiz retratando os marginalizados do México em suas fotografias.
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Diáriodo Pará lança prêmio nacional de fotografia


Você
Quinta-feira, 28/01/2010, 16:43h  
Diário lança prêmio nacional de fotografia
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Foto: Luiz Braga

Luiz Braga é um dos artistas convidados do projeto
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A história começa em 1984, quando um grupo de jovens fotógrafos se une para pensar a fotografia no Pará e acaba marcando sobremaneira a cena artística do Estado: nascia a Associação FotoAtiva e, com ela, um universo de experimentações. Gerações de artistas nasceram e se criaram ali. Foi o primeiro passo para a afirmação do Pará como um lugar de reflexão e criação das artes visuais - resultado da diversidade poética e de um trabalho coletivo cultivado ao longo de 25 anos.
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E hoje, qual o lugar do Pará dentro da robusta produção fotográfica brasileira? A fotografia feita aqui, em sua produção pulsante e diversa, já ganhou os principais salões de exposição no Brasil e no exterior, e também o respeito da crítica de arte contemporânea.
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Claúdia Leão Para redimensionar e valorizar este potencial, o Diário do Pará – Rede Brasil Amazônia de Comunicação lança hoje o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, uma iniciativa inédita no Estado, nos moldes dos grandes salões de arte do Brasil.
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A ideia é popularizar a fotografia feita no Pará. Temos grandes talentos reconhecidos nacional e internacionalmente, e precisamos tornar este trabalho mais acessível, permitir que os paraenses também apreciem esta arte”, diz Camilo Centeno, diretor geral do Grupo RBA.
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“O Prêmio Diário Contemporâneo, assim como o Festival de Música Popular Paraense e os projetos Giro Cultural e Orgulho do Pará, convergem para o mesmo objetivo: a valorização dos talentos e da cultura da terra, a melhoria da auto-estima do nosso povo”, completa.
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A programação – inteiramente gratuita - se estende até o mês de abril, com exposição, ciclos de palestras e encontros com artistas. O projeto inclui ainda oficinas com três dos grandes nomes da fotografia no Pará: Luiz Braga, Dirceu Maués e Miguel Chikaoka. As inscrições serão realizadas no período de 8/02 a 20/03.
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BRASIL PLURAL
Luiz Braga
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Pensar o Brasil hoje é pensar vários Brasis em toda sua complexidade, dada a pluralidade de culturas, cores e sotaques. Mas o que pode a fotografia revelar de um país?
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“A onipresença da fotografia na cultura contemporânea é um indicador de sua especial importância nas discussões sobre a identidade da arte”, destaca Mariano Klautau Filho, curador do projeto.
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“O Brasil pensado para este prêmio é plural: da paisagem panorâmica à experiência íntima com a identidade, do país exuberante às complexidades de uma nação em desenvolvimento, do documento cotidiano às ficções imprevisíveis”, diz.
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O prêmio estreia com o tema “Brasil Brasis”, com a intenção de oferecer ao artista uma ampla abordagem sobre o país, já que tanto a arte como a identidade na história contemporânea se constroem como campos culturais híbridos.
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“Trabalhar o olhar, a sensibilidade, é também promover o desenvolvimento de talentos no Estado. O prêmio é uma maneira de fazer o Brasil ser percebido em toda a sua riqueza, além de alertar para a valorização do meio ambiente, aguçando o olhar para as coisas cotidianas”, avalia Karla de Melo, gerente de comunicação regional da Vale, empresa apoiadora do projeto.
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PREMIAÇÃO
Divulgação
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Os trabalhos inscritos não precisam ser inéditos, porém, não será aceita a inscrição de obras premiadas em outros projetos. O período de inscrições vai de 1º de fevereiro a 5 de março e serão selecionados até 20 artistas brasileiros, profissionais ou amadores, que concorrerão a três prêmios no valor de R$ 10 mil reais cada.
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Além de Mariano, compõem a comissão de seleção do prêmio a fotógrafa e pesquisadora paraense Cláudia Leão e o fotografo paulistano e curador independente Eder Chiodetto.
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“Todos os membros da comissão veem a fotografia como uma linguagem aberta a várias questões da arte hoje. Isso é muito importante para que o projeto tenha esta identidade”, explica o curador.
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A distribuição das fichas de inscrição, regulamento e a divulgação da programação completa será realizada no lançamento do projeto, logo mais, às 19h, no Museu da Universidade Federal do Pará.
PRÊMIOS
  • Prêmio Brasil Brasis: destinado especialmente aos trabalhos de abordagem documental voltada ao cotidiano ou originários de um projeto autoral de documentação.
  • Prêmio Diário Contemporâneo: voltado a todos os artistas cujo trabalho fotográfico dialogue com outras linguagens e suportes, como instalação, vídeo, objeto, performance ou ainda com novas sintaxes na representação fotográfica.
  • Prêmio Diário do Pará: dedicado somente a fotógrafos paraenses e/ou residentes atuantes no Pará por pelo menos 3 anos. Este prêmio abrange todas as poéticas e propostas conceituais.
SERVIÇO
Lançamento do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, nesta quinta-feira (28), às 19h, no Museu da UFPA. O período de inscrições vai de 1º de fevereiro a 5 de março. Inscrições para oficinas: 8/02 a 20/03. Realização: Diário do Pará - RBA. Apoio: Vale. Colaboração: MUFPA. Informações: www.premiodiariodefotografia. com.br ou pelos fones 3084-0100 ramal 0218 ou 8421-5066.
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(Amanda Aguiar - Diário Online)
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mulheres que dedicam a vida em busca do conhecimento



 

Cientistas lusófonas apresentam exposição de fotografia

Ciência Hoje - 2010-01-26
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54 fotografias sobre culturas e desafios de investigadoras
54 fotografias sobre culturas e desafios de investigadoras
Imagens do mundo, da arqueóloga brasileira Niède Guidon e da epidemiologista guineense Amabélia Rodrigues, captadas pelas objectivas de Joana Barros, da Associação Viver a Ciência (VAC) e Juliano Gouveia (premiado fotógrafo brasileiro), vão estar em exposição na Ler Devagar/Arthobler, na LX Factory, em Lisboa, entre 4 de Fevereiro e 7 de Março de 2010.
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As 54 fotografias em exposição mostram diferentes culturas e desafios de mulheres que escolheram dedicar as suas vidas à busca de conhecimento. Niéde e Amabélia são duas das dez cientistas lusófonas cujas histórias foram reunidas no livro «Vidas a Descobrir». Um projecto da VAC em parceria com vários escritores, jornalistas e fotógrafos lusófonos, que tem como objectivo romper com estereótipos associados a cientistas.

As fotografias apresentadas nesta exposição foram captadas em 2007 e 2008 por Joana Barros e pelo fotógrafo brasileiro Juliano Gouveia, na Guiné-Bissau e no Estado brasileiro do Piauí, respectivamente. A venda das fotografias reverte a favor de projectos da Associação Viver a Ciência.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Prestes a ser demolido, estádio recebe 197 mulheres de biquíni

Brasil 2014

Terra - Sábado, 23 de janeiro de 2010, 23h05  Atualizada às 14h46


Juliana Michaela
Direto de Cuiabá
Juliana Michaela/Especial para Terra

Mulheres participaram de um ensaio fotográfico no Verdão
 
Cento e noventa e sete mulheres com trajes de banho participaram de um ensaio fotográfico na tarde deste sábado, no Estádio Verdão, em Cuiabá (MT). O local será demolido para a construção de uma nova arena para a Copa de 2014.
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O registro conquistou o recorde segundo o RankBrasil, por ter 197 mulheres em um ensaio fotográfico longe da praia - Cuiabá está distante mais de 1,5 mil km. A distância da capital do Mato Grosso, situada no Centro Geodésico da América do Sul, para as cidades litorâneas como Rio de Janeiro (RJ) e Florianopolis (SC) é de 2 mil km. Já para Salvador é de 2,6 mil km.
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As mulheres das mais variadas idades e tipos físicos chegaram ao estádio por volta das 14h, onde a sensação térmica era mais de 35 ºC. Elas ficaram mais de uma hora no campo e se posicionaram em um local onde foi escrito Cuiabá - 2014. O registro fotográfico ocorreu às 16h, com o fotografo paranaense Tchello Caramori posicionado a uma altura de mais de 55 m, em uma escada do Corpo de Bombeiros.
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A intenção era registrar 2014 mulheres em trajes de banho no Verdão. "Não conquistei o recorde que desejava, mas acredito que a mulher de Cuiabá não tem tradição de se expor em trajes de banho, como as mulheres que vivem à beira mar. Acredito que isso assustou um pouco", disse Caramori, que desafiou um fotógrafo australiano ¿ responsável por registrar mais de 1010 mulheres de biquíni em Sydney, na Austrália.
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Para a aposentada Neiza Leite, 60 anos, o ensaio é para ter uma recordação do estádio que será demolido. "Eu adorei participar. Agora vamos ver como é que vão sair as fotos. Não tive a primeira e a segunda infância, agora na terceira idade estou aproveitando", disse. Sobre as críticas pelo fato de estar de biquíni, ela afirmou que não fez nada de errado. "Deixa o povo falar, conquistei até um bronzeado hoje", brincou.
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Já a estudante, Daniela Faiela, 20 anos, disse que decidiu ir ao estádio só para assistir, mas terminou participando do ensaio. "Foram buscar o meu biquíni na minha casa. Eu estou achando maravilhoso estar aqui e estaremos na história, pois o estádio será demolido depois", declarou.
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Especial para Terra
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Colaborou com esta notícia a internauta Janaina Benicio, de Cuiabá (MT), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
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vc repórter
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vc repórter: ensaio reúne 197 mulheres no Verdão, em MT

Janaina Benicio/vc repórter
Janaina Benicio
Cuiabá, 23/01/2010
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Cento e noventa e sete mulheres com trajes de banho participaram de um ensaio fotográfico na tarde deste sábado, no Estádio Verdão, em Cuiabá (MT) » Leia mais
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