Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Em imagens, a complexidade urbana

Segunda-feira, 20/12/2010, 04h37

 
II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia propõe olhares sobre a cidade
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“A técnica está sempre a serviço de uma ideia”, defende o fotógrafo Alexandre Sequeira. A afirmação, segundo ele, serve para conduzir o trabalho fotográfico, que exige compreensões poéticas e sensíveis acima de quaisquer conhecimentos tecnicistas. É claro que com o domínio técnico o fotógrago amplia suas possibilidades de expressões estéticas, mas Alexandre, que integra a comissão de seleção do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, garante que o conceito também é parte primordial da fotografia. Ele e os professores e curadores Marisa Mokarzel e Tadeu Chiarelli ficarão atentos para a capacidade de reflexão dos trabalhos inscritos. A partir do dia 03 de janeiro, artistas do Brasil inteiro poderão inscrever trabalhos no concurso, que tem como tema “Crônicas Urbanas”.
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O projeto pressupõe pensar sobre a cidade como elemento fundamental para a constituição da linguagem fotográfica. Os artistas selecionados serão avaliados quanto à diversidade do pensamento e da linguagem, no campo das imagens e histórias geradas e vividas nos espaços urbanos. “A fotografia é um elemento provocador, indutor da reflexão. O tema está ligado à crise das cidades, que buscam suas soluções para problemas do meio ambiente. As artes plásticas em geral são mais herméticas, mas a linguagem fotográfica é mais fácil para propor, pois é uma linguagem artística imbricada com a nossa vida, já que consumimos imagens”, explica Alexandre.
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NOVIDADES
Para a segunda edição, algumas novidades foram estabelecidas, ressaltando o aperfeiçoamento do projeto. A primeira delas é a apresentação de Luiz Braga como artista convidado, com uma parte de sua pesquisa e produção fotográfica expostas em mostra particular, em harmonia com o tema do projeto. Pelo incontestável registro da urbanidade da cidade Belém, de maneira peculiar, desde os seus primeiros ensaios na década de 1970, Luiz Braga vai dialogar com a equipe de organização do projeto a fim de decidir, dentro de seu extenso trabalho, o que poderá compor a mostra. “Serão selecionadas de oito a dez fotografias, que vão ocupar uma das salas do museu, como parte da exposição dos trabalhos selecionados. A fotografia do Luiz tem uma atmosfera urbana de um ponto de vista inusitado”, explica Mariano, que destaca o mais recente trabalho do fotógrafo, “Verde-Noite, 11 Raios na Estrada Nova - Fotografia Night Vision”, no qual ele volta a fotografar a Estrada Nova, em Belém.
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Além disso, será montada também uma exposição paralela, no Museu Casa das Onze Janelas, com fotografias dos repórteres fotográficos do jornal Diário do Pará. Mariano conta que a ideia foi lançada pela fotógrafa Irene Almeida, que também compõe a equipe de organização do projeto, e foi proposta justamente porque aqueles fotógrafos estão diretamente relacionados com a dinâmica da cidade, registrando-a diariamente. Agora, as fotografias de 14 profissionais sairão dos arquivos e acervos para o museu. “Eles possuem um trabalho que não é mostrado. Vamos aproximar esse universo, trazer o dia-a-dia da cidade para a fotografia contemporânea. É a maneira de chegar até esses arquivos”, explica o curador. É mais um espaço que abarca o Premio Diário Contemporâneo de Fotografia, que este ano terá mais um mês disponível para as visitações, o que vai viabilizar a ampliação das ações educativas. A exposição ocorre de 15 de março a 15 de maio do ano que vem.
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PROGRAMAÇÃO
O projeto trará também uma extensa programação paralela às mostras, como palestras, oficinas e visitas monitoradas com alunos de escolas públicas de Belém. Como parte do projeto, serão ofertadas três oficinas: “Processos da Cianotipia”, com Eduardo Kalif; “Fotografia Documental”, com Guy Veloso, que recentemente expôs o trabalho “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo” na 29ª Bienal Internacional de São Paulo; e “Experimentos da Fotografia Contemporânea”, com Alexandre Sequeira. As palestras, de caráter reflexivo e de elucidação das acepções contemporâneas sobre a linguagem fotográfica, serão proferidas pelo professor da UFPA, Ernani Chaves, que tem reconhecido percurso acadêmico sobre estética; a professora e curadora Marisa Mokarzel, também dedicada à reflexão e análise crítica da arte produzida no Estado; e novamente, o fotógrafo e também professor Alexandre Sequeira, que estabelece o contrapeso, já que produz trabalho autoral. Os temas das palestras ainda serão definidos, de acordo com o tema “Crônicas Urbanas”.
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LANÇAMENTO
Durante a solenidade de lançamento da segunda edição, ocorrida no último dia 16, alguns pontos fundamentais foram lembrados, como, por exemplo, o pioneirismo do prêmio, o primeiro no estado pensado exclusivamente para a linguagem fotográfica e seus desdobramentos. O diretor-presidente do Diário do Pará, Jader Barbalho Filho, disse que esse foi o motivo fundamental para a realização do projeto, que foi criado para valorizar ainda mais a já reconhecida importância da produção e reflexão acerca da fotografia desenvolvida ao longo dos últimos anos. “Nós idealizamos esse prêmio com a ideia de valorizar a fotografia. Faltava um prêmio exclusivamente para essa linguagem. Com isso, esperamos elevar o reconhecimento da fotografia paraense”, disse.
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Ainda durante o lançamento, foi realizada a entrega simbólica da série “Lugares Imaginários”, de Octávio Cardoso, premiada na primeira edição do prrojeto, ao acervo do MUFPA.
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A professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA, afirmou que nesta segunda edição a parceria com o grupo RBA se consolida. “Esperamos continuar esta e outras parcerias. Queremos resgatar o papel de vanguarda que a Universidade possuía para as artes visuais na Amazônia, que se perdeu um pouco ao longo dos anos”, explicou.
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Karla Melo, representante regional da Vale, patrocinadora do projeto, enfatizou a parceria com o grupo RBA e destacou o compromisso com a valorização e estímulo para a arte. “Nós comemoramos essa parceria. O prêmio está sendo realizado com paixão por vencer desafios e para valorizar a cultura local. Nesta segunda edição o projeto está ainda mais belo, com grandes artistas, que procuram olhar para a cidade com outra perspectiva”.
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INSCRIÇÕES
O período de inscrição é de 03/01 a 05/02 de 2011. Para os trabalhos enviados por correio, a data limite para postagem será o dia 5/2/2011. Informações: 3224-0871 / 3242 – 8340 e pelo site www.diariocontemporaneo.com.br
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(Diário do Pará)
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Homenagem ao dia do Repórter fotográfico

Quinta-feira, 02/09/2010, 16h09
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Nesta quinta-feira (2), é comemorado o dia do repórter fotográfico. Ao longo dos anos, o fotojornalismo se tornou um estilo de trabalho que baseado no uso das imagens fotográficas para veícular e complementar ainda mais as notícias.
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HISTÓRICO
O surgimento dessa área se deu através do britânico Roger Fenton, que fotografou a Guerra de Crimeia, no período de 1853 a 1856. A primeira publicação de uma imagem em um veículo de comunicação aconteceu em 1880, através do jornal Daily Herald, de Nova Yorque, com a finalidade de inovar seu estilo de publicação, buscando chamar mais a atenção dos leitores.
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DIÁRIO
O jornal DIÁRIO DO PARÁ conta com uma equipe de 14 fotográfos, entre contratados e freelas.

Ney Marcondes, repórter fotográfico profissional há 27 anos, trabalha na redação do DIÁRIO há quatro anos.
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Segundo o fotógrafo, que também expõe seus trabalhos em eventos, o fotojornalismo do impresso se mistura com os outros tipos de fotografia. "O profissional acaba inserindo o fotojornalismo em tudo, seja no social ou mesmo no institucional.", comenta Ney.
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DIA-A-DIA
Muitas vezes o repórter fotográfico acaba se envolvendo com a situação, ao cobrir uma reportagem. Ney já passou por situações de comoção, como por exemplo, quando foi fazer uma matéria em um Pronto Socorro Municipal da cidade de Belém.
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Durante uma hora, ele acompanhou um senhor que estava muito mal em frente ao PSM e não conseguia atendimento. "Foi muito difícil ver todo o sofrimento do senhor e não poder fazer nada. A única coisa que eu podia fazer era fotografar, para chamar a atenção do poder público.", lembra Ney.
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Everaldo Nascimento, fotógrafo e editor do jornal DIÁRIO DO PARÁ, diz que a maior diferença entre um repórter fotográfico, que trabalha em jornal, para um que trabalha em eventos, é a dinâmica da ação e a conversa com o repórter. Além do curto tempo de produção, pois se trabalha com o factual.
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Para o fotógrafo o mais envolvente na profissão é trabalhar com a emoção do momento, a adrenalina. Dentre as inúmeras matérias feitas por Everaldo, seu maior desejo ainda é fazer a cobertura da Copa do Mundo. "Com a Copa sendo disputada em Manaus, meu sonho em fazer essa grande cobertura ficou mais próximo de ser realizado.", disse o fotógrafo.
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O Diário Online homenageia os repórteres fotográficos com galeria que reúne um pouco do trabalho dos fotógrafos do DIÁRIO DO PARÁ.
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(Adriana Pereira, Diário Online)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A essência do olhar do fotógrafo Luiz Braga




Terça-feira, 17/08/2010, 09h33


Premiado no Brasil e no exterior, fotógrafo abre mostra com acervo doado ao Estado
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De todas as exposições que marcaram os 36 anos de carreira de Luiz Braga, a mostra “O percurso do olhar” é a que ele considera de maior valor sentimental. Premiado no Brasil e no exterior, o fotógrafo paraense nunca escondeu que seu maior desejo era ter uma exposição permanente em sua terra natal.

A vontade era tanta, que Luiz Braga resolveu doar 46 obras ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas. Entre elas, 13 fazem parte da série “Verde-noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision”, criada em 2009 com financiamento do Prêmio de Artes Plásticas Marcantônio Vilaça, da Funarte, que visa a criação de trabalhos inéditos para a composição de acervos de museus brasileiros. A elas se juntaram quatro obras adquiridas anteriormente pela Casa das Onze Janelas.

A exposição foi montada em tom de retrospectiva e abrange o período de 1982 a 2010. Com a doação, o Museu das Onze Janelas passa a ser a primeiro museu a abrigar uma coleção de fotografias do artista na Região Norte. “São centenas de milhares de reais em fotografias, mas não vou receber um tostão por isso. Tentei por muitos anos um financiamento para a aquisição de acervo, mas quando vi que isso não tinha chances de acontecer, resolvi agir por conta própria. Não estou reclamando, mas considero que esse é um papel do governo, preservar o patrimônio artístico”, afirma o fotógrafo.

Como o próprio nome indica, “O percurso do olhar” refaz a trajetória do artista, mostrando ao público as nuances da construção do seu olhar. “As fotografias expostas passam por todas as minhas fases: pela descoberta da cor, do preto e branco, da luz, do infravermelho. Durante este percurso há uma noção de como se constitui um olhar. É quintessência do meu olhar. A técnica muda, mas a alma por trás das imagens é a mesma”, explica Luiz Braga.

Sem expor em Belém desde 2005, quando realizou a mostra “Arraial da Luz”, Luiz Braga vê na nova exposição uma oportunidade de se reaproximar do público paraense. “Moro em Belém, mas passo pouco tempo aqui. Já estou virando cantor sertanejo, com uma agenda quilométrica: dia 11 em Araçatuba, dia 13 na Feira de Exposição (risos). Já até perdi voo por causa da confusão com as datas”, confessa.

Nos últimos dias, além de curador da 18ª exposição de fotografias da coleção Pirelli/Masp, em São Paulo, Luiz Braga também estava cuidando de uma outra exposição autoral, “Estrada Nova Sem Número”, também na capital paulista.

“Sou muito feliz por ter conseguido me firmar como fotógrafo de arte. Essa era uma utopia que eu persegui. Hoje meu estúdio está quase virando peça de decoração”, diz.

PARA VER


Mostra fotográfica “Luiz Braga - O percurso do olhar”. Abertura hoje, às 19h30, no Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, na Praça Frei Caetano Brandão, s/n, Cidade Velha. A visitação segue até o dia 3 de outubro, de terça a domingo, de 10h às 16h, e nos feriados, de 9 às 13h. No dia 17 de setembro, às 19h, haverá um bate-papo com o artista, com participação da crítica de arte Marisa Mokarzel. Entrada franca.  (Diário do Pará)
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Octavio Cardoso fala sobre o seu processo criativo



Diário do Pará - Domingo, 28/03/2010, 08:51h

Octavio Cardoso fala sobre o seu processo criativo


O dia-a-dia foi me levando para a cor”, conta o fotógrafo paraense Octavio Cardoso. Ele nunca escondeu a predileção pelos tons de cinza. Pelo contrário: foi no P&B que construiu uma celebrada trajetória que já soma mais de duas décadas dedicadas à fotografia. E agora, passados todos esses anos, eis que o artista mergulha pela primeira vez no universo das cores em sua produção autoral e emerge cercado por um azul quase infinito.

A série “Lugares Imaginários”, composta por três fotos, deu a Octavio o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia na categoria Brasil Brasis. “Eu nunca havia usado a cor no meu trabalho pessoal, mas tem sido cada vez mais difícil trabalhar com P&B, em função da falta de tempo. Ter que ir atrás de filme, revelar, fazer cópia... Fui obrigado a encontrar um caminho diferente, e esse caminho foi trabalhar em digital, pela própria praticidade. Fui experimentando e cheguei até o colorido”, diz. “Só que, enquanto o P&B possibilita um tom mais subjetivo, menos documental à imagem, a cor diz muito, revela muito, é real demais”, pondera.

Segundo Octavio, a distorção da cor na própria câmera fotográfica foi a solução para fugir de tanta objetividade, embora ele acredite que transitar pela fotografia digital exige uma certa cautela, devivo ao perigo permanente de ser engolido por tantos recursos tecnológicos.

“A fotografia digital e colorida corre o risco de virar cartão postal, uma mera exibição de possibilidades tecnológicas, dado o excesso de programas de manipulação e complexidade das câmeras. Penso que os recursos técnicos têm de ser o meio, e não o fim do processo”, diz, enfático.

“Lugares Imaginários”, resultado da Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística concedida em 2009 pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), nasceu de uma viagem pelos municípios de Santarém, São Geraldo do Araguaia e pela Ilha do Marajó. Octavio desplugou da rotina apressada de fotojornalista para encontrar no litoral do Estado o ritmo particular exigido pelo seu processo criativo.

“Preciso estar desligado da rotina para criar. Não posso estar preocupado com problemas como contas a pagar, por exemplo (risos). Eu não consigo imaginar a foto antes de fazê-la, e isso não é uma questão de concentração, mas de predisposição para que a fotografia aconteça. Por isso é que os meus trabalhos são, em sua maioria, fotografias de viagem. Se não existir uma sintonia com o ambiente, uma tranquilidade, não adianta”, conta.

E é exatamente isso: sintonia. Diante do conjunto de fotografias, a sensação é de que somos lentamente absorvidos pela paisagem anil. “Minhas imagens têm um certo silêncio, solidão, espaços vazios. É como se o homem estivesse perdido nessa paisagem, nesse lugar que não existe”, ele diz.

Para Mariano Klautau Filho, curador geral do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o impacto pictórico da série foi o que mais chamou a atenção da comissão de seleção. “O artista integra um grupo seleto de fotógrafos que conseguem aliar sensibilidade e conhecimento técnico apurado”, avalia o curador. “Octavio cria aqui um mundo onírico, uma Amazônia inusitada, distante do padrão exótico que se costuma ver. São imagens de uma beleza realmente impressionante, a partir de cores construídas. Entramos com ele em outro universo, em uma viagem particular dentro desse ambiente”, finaliza.

O Prêmio Brasil Brasis destinou-se especialmente aos trabalhos de abordagem documental voltada ao cotidiano ou resultado de um projeto autoral de documentação.

SERVIÇO:

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Informações e programação completa em www.premiodiariodefotografia.

com.br. (Diário do Pará)
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dirceu Maués: a poética da simplicidade

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Você
Domingo, 21/02/2010, 10:55h - Diário do Pará
Dirceu Maués: a poética da simplicidade
Foto: Divulgação 
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Câmeras construídas em latas e caixinhas de fósforos, vídeos feitos com celular. A experimentação sempre mostrou-se constante na trajetória do fotógrafo paraense Dirceu Maués. Artista convidado do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, ele participa de mostra e ministra a oficina ‘Fotografia para brincar de fotografia’, explorando aquilo que, com o tempo, se tornou a grande marca do seu trabalho: a poética da simplicidade. Confira a seguir um bate-papo com o artista.
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Uma video-instalaçäo com seis vídeos, criados a partir da animaçäo de 3.300 fotografias com 120 câmeras pinhole. Como foi a experiência da bolsa de residência em artes na Alemanha? Fale um pouco sobre o trabalho (de fôlego) desenvolvido lá.
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Meu processo acaba sendo muito trabalhoso e cansativo mesmo. Nos dois últimos trabalhos, em Outeiro e Alexanderplatz [Alemanha], precisei da ajuda de outros artistas, principalmente durante a tomada das fotografias. Precisei fotografar sequencialmente e ao mesmo tempo de seis vistas diferentes para ter uma grande vista em 360°. Impossível fazer sozinho. Então nos dois trabalhos precisei da ajuda de outros artistas: em Berlim, de um grupo de artistas portugueses, o coletivo ‘O Piso’; e em Belém (Outeiro) de alguns amigos envolvidos com fotografia - Michel Pinho, Fábio Hassegawa, Luciana Magno, Bruno Assis, Daniel Cruz, Ionaldo Filho e Veronique Isabelle. Em Belém, além de ajudarem com a tomada das fotos, meus amigos participaram do processo de construção das câmeras e finalização dos vídeos. Em Berlim, usei parte das câmeras construídas em Belém. E precisei fazer sozinho o escaneamento e montagem final dos vídeos. Então nesses dois trabalhos meu processo acaba se coletivizando, o que é muito bom pra concepção que tenho e pro que me atrai nesse trabalho com fotografia pinhole. Tive a oportunidade de fazer uma exposição, espaço, estrutura e tempo para pensar e realizar meu trabalho autoral. Mas, muito mais que isso, tive a oportunidade de conhecer outra cultura e sua produção artística contemporânea. Vi muita coisa. Tive contato com artistas de vários lugares do mundo. Conheci seus processos de criação. Fui a muitas exposições de arte contemporânea e a muitos museus, não só em Berlim, mas em outros lugares da Europa. Por tudo isso, foi uma experiência riquíssima.
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Divulgação
>> Dirceu e o grupo de artistas portugueses 'O Piso', durante atividade em Alexanderplatz. (Foto: Divulgação)
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Enquanto assistimos ao surgimento de câmeras e aparatos cada vez mais modernos, você parece não dar muita importância para a tecnologia quando o assunto é o fazer fotográfico. Por que?
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Eu me interesso pela potência poética dos acidentes, acasos e “erros” que ocorrem no processo artístico. Não me interessa a precisão, a alta definição da imagem e todas essas coisas que são vendidas pelo mercado da fotografia como necessário para se fazer uma “boa” foto. Gosto de explorar justamente o outro lado: uma certa subversão do meio.
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Como foi que despertou a sua curiosidade pelos métodos mais artesanais na fotografia?
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Durante as oficinas ministradas na Fundação Curro Velho. Foi um grande laboratório pra mim. Tudo o que eu achava que era possível fazer, incentivava os participantes a construir. Aprendi muito durante essas oficinas observando as experiências dos alunos e aproveitando para experimentar coisas junto com eles também. .
Divulgação >> Processo de confecção das câmeras artesanais utilizadas pelo fotógrafo. (Foto: Divulgação)
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E como é o processo de finalização desse material? É aí que a tecnologia entra em cena?
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Sim, mas na verdade não domino muito essa tecnologia, às vezes utilizo programas simples. Normalmente preciso apenas animar as fotografias, não é tão complicado. A base de meu trabalho é a baixa tecnologia, mas sempre preciso usar uma tecnologia mais sofisticada para finalização. O que há é a adição de uma nova linguagem e de novas possibilidades para utilizarmos em nosso processo de criação. Tenho utilizado câmeras simples de fotografias (saboneteiras digitais) e celulares para fazer vídeos. Esses aparelhos, apesar da tecnologia embutida neles, são muito simples perto das câmeras de vídeo e fotografia com tecnologia de ponta. Gosto de “brincar” com suas “precariedades”, subverter seus programas e funções para chegar ao resultado que me interessa. Mas tenho feito algumas experiências que voltam ao suporte do papel fotográfico. São quimiogramas: desenho com químico sobre papel fotográfico. Fiz uma série de retratos utilizando essa técnica que também me atrai pela falta de controle sobre o resultado que se obtem no final.
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Fotógrafo convidado do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, você  ministra a oficina ‘Fotografia para brincar de fotografia’ de 31/3 a 3/4. Como será a dinâmica dessa “brincadeira”?
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Será  a dinâmica da experimentação. Quando comecei a fotografar, aprendi a obedecer certas regras e passos para se obter uma boa revelação e uma boa cópia no laboratório. Nesta oficina, não teremos regras para experimentação, tudo será permitido. 
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Você  foi repórter fotográfico do Diário do Pará. Sente falta da rotina apressada das redações?
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Trabalhei no Diário durante quase três anos, foi minha primeira experiência como repórter fotográfico. Foi um grande aprendizado pra mim. Depois de um ano longe das redações, confesso que começo a sentir falta da “rotina” de vivenciar os bastidores da vida. Essa é a grande experiência que tive como repórter fotográfico.
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Dirceu Maués
>> Berlim em uma fotografia pinhole. (Foto: Dirceu Maués)
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Na sua opinião, como a fotografia feita no Pará  é vista hoje além das fronteiras brasileiras?

A fotografia paraense é respeitada no grande centro do Brasil. Lá fora, é difícil dizer... lá fora somos brasileiros. Na Europa, conversando com outros artistas, sempre que dizia que era brasileiro me perguntavam se era de São Paulo ou Rio de Janeiro. É a referência que eles têm do Brasil ali. Daí, começávamos um papo sobre a diversidade cultural brasileira. Então eu começava a falar de Belém e sua riqueza cultural.
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Há  quanto tempo você reside em Brasília? Como foi deixar Belém  – uma cidade tão colorida e cheia de cheiros – e se fixar num lugar que é praticamente o oposto disso? Isto influenciou/ tem influenciado seu processo criativo?
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Passei seis meses em Brasília antes de ir pra Berlim e agora estou de volta. Há uma certa tranqüilidade e organização em Brasília que me ajudam a pensar mais sobre meu processo e como voltei a estudar Artes recentemente, isso é muito bom. Por outro lado, essa distância de Belém me ajuda a ver melhor minha cidade quando volto praí. Estou longe, mas meu trabalho sempre terá uma conexão com minhas raízes.

(Amanda Aguiar - Diário Online)
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Fotografia paraense voa ainda mais alto

Diário do Pará - Domingo, 14/02/2010, 09:25h 
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"É justo, é justíssimo!”. Assim Luiz Braga analisa a confirmação da seleção de cinco fotógrafos paraenses para a Coleção Pirelli/Masp de Fotografia 2010 – uma das mais importantes coleções de fotografia contemporânea do País. Ele é o consultor local da coleção, responsável por indicar os profissionais para a seleção final. Este ano entraram cinco só de uma vez: Alberto Bitar, Mariano Klautau Filho, Guy Veloso, Octavio Cardoso e Alexandre Sequeira. Além deles, já fazem parte do acervo Pirelli/MASP o próprio Braga - com duas seleções –, Walda Marques, Miguel Chikaoka, Flavya Mutran, Dirceu Maués, Elza Lima e Paula Sampaio.
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Visivelmente feliz, Luiz Braga não esconde a satisfação por ter mais uma vez representantes paraenses nesta coleção. A fala apressada e incisiva do consultor exalta claramente um sentimento: o de união. “Fiz contato pessoal com cada um deles. Menos com o Alexandre, que está morando em Belo Horizonte. Pedi para que eles separassem imagens representativas. Mandei uma caixa enorme, com 10 fotografias de cada um. A princípio foram aprovados só dois, mas não era definitivo. Insisti e fiz uma defesa, alegando por que tinha encaminhado esses nomes. Na quarta-feira (10) recebi a confirmação de que tinham entrado mais três”, conta. E completa: “Somos muito fortes. Eles concorreram com autores do Brasil todo. O que existe aqui ainda vai ser estudado. Temos uma cultura visual muito forte”.
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Ele destaca ainda que, para fazer parte de uma coleção deste nível, não é fácil. A comissão de seleção, formada por um conselho deliberativo, é bastante criteriosa. O conselho é composto por especialistas em fotografia convidados (críticos, fotógrafos, historiadores, pesquisadores, professores, etc.), além de representantes da direção da Pirelli e do Masp. “A fotografia paraense atravessou o mundo do mero registro. Temos uma representatividade alta e boa. Foram selecionados cinco fotógrafos da mais alta qualidade, mas é claro que sobrou muita gente”, diz Luiz Braga. Cada fotógrafo paraense entrou com três fotografias.
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Além de fazer parte da importante coleção, as fotografias paraenses estarão expostas no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) em julho/agosto e farão parte do catálogo desta edição da Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, que reproduz as obras incorporadas ao acervo – acompanhadas pela biografia dos autores e um texto de apresentação.
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As obras da coleção são ainda automaticamente tombadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), como acontece com o restante do acervo do Masp. Os direitos autorais das obras adquiridas pertencem integralmente aos seus autores ou herdeiros.
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Para Alberto Bitar, fazer parte deste acervo é um prestígio sem tamanho. “Já tive trabalhos avaliados pela comissão anteriormente. Ter trabalhos selecionados para o Catálogo era um desejo antigo. Eu queria muito isso, é um dos maiores reconhecimentos”, revela. As fotografias selecionadas de Alberto fazem parte da série “Efêmera Paisagem”, imagens essas que desvendam as memórias do autor e que têm lhe dado algumas alegrias. “O vídeo foi selecionado no Rumos Itaú Cultural e, agora, fotografias entram no Pirelli”, diz. “Essa história de o Luiz ficar feliz com a nossa entrada... Eu já tinha ficado feliz só por ele ter me indicado, porque o reconhecimento do meu trabalho por ele também é importante”, ressalta.
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(Diário do Pará)
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Diáriodo Pará lança prêmio nacional de fotografia


Você
Quinta-feira, 28/01/2010, 16:43h  
Diário lança prêmio nacional de fotografia
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Foto: Luiz Braga

Luiz Braga é um dos artistas convidados do projeto
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A história começa em 1984, quando um grupo de jovens fotógrafos se une para pensar a fotografia no Pará e acaba marcando sobremaneira a cena artística do Estado: nascia a Associação FotoAtiva e, com ela, um universo de experimentações. Gerações de artistas nasceram e se criaram ali. Foi o primeiro passo para a afirmação do Pará como um lugar de reflexão e criação das artes visuais - resultado da diversidade poética e de um trabalho coletivo cultivado ao longo de 25 anos.
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E hoje, qual o lugar do Pará dentro da robusta produção fotográfica brasileira? A fotografia feita aqui, em sua produção pulsante e diversa, já ganhou os principais salões de exposição no Brasil e no exterior, e também o respeito da crítica de arte contemporânea.
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Claúdia Leão Para redimensionar e valorizar este potencial, o Diário do Pará – Rede Brasil Amazônia de Comunicação lança hoje o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, uma iniciativa inédita no Estado, nos moldes dos grandes salões de arte do Brasil.
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A ideia é popularizar a fotografia feita no Pará. Temos grandes talentos reconhecidos nacional e internacionalmente, e precisamos tornar este trabalho mais acessível, permitir que os paraenses também apreciem esta arte”, diz Camilo Centeno, diretor geral do Grupo RBA.
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“O Prêmio Diário Contemporâneo, assim como o Festival de Música Popular Paraense e os projetos Giro Cultural e Orgulho do Pará, convergem para o mesmo objetivo: a valorização dos talentos e da cultura da terra, a melhoria da auto-estima do nosso povo”, completa.
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A programação – inteiramente gratuita - se estende até o mês de abril, com exposição, ciclos de palestras e encontros com artistas. O projeto inclui ainda oficinas com três dos grandes nomes da fotografia no Pará: Luiz Braga, Dirceu Maués e Miguel Chikaoka. As inscrições serão realizadas no período de 8/02 a 20/03.
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BRASIL PLURAL
Luiz Braga
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Pensar o Brasil hoje é pensar vários Brasis em toda sua complexidade, dada a pluralidade de culturas, cores e sotaques. Mas o que pode a fotografia revelar de um país?
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“A onipresença da fotografia na cultura contemporânea é um indicador de sua especial importância nas discussões sobre a identidade da arte”, destaca Mariano Klautau Filho, curador do projeto.
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“O Brasil pensado para este prêmio é plural: da paisagem panorâmica à experiência íntima com a identidade, do país exuberante às complexidades de uma nação em desenvolvimento, do documento cotidiano às ficções imprevisíveis”, diz.
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O prêmio estreia com o tema “Brasil Brasis”, com a intenção de oferecer ao artista uma ampla abordagem sobre o país, já que tanto a arte como a identidade na história contemporânea se constroem como campos culturais híbridos.
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“Trabalhar o olhar, a sensibilidade, é também promover o desenvolvimento de talentos no Estado. O prêmio é uma maneira de fazer o Brasil ser percebido em toda a sua riqueza, além de alertar para a valorização do meio ambiente, aguçando o olhar para as coisas cotidianas”, avalia Karla de Melo, gerente de comunicação regional da Vale, empresa apoiadora do projeto.
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PREMIAÇÃO
Divulgação
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Os trabalhos inscritos não precisam ser inéditos, porém, não será aceita a inscrição de obras premiadas em outros projetos. O período de inscrições vai de 1º de fevereiro a 5 de março e serão selecionados até 20 artistas brasileiros, profissionais ou amadores, que concorrerão a três prêmios no valor de R$ 10 mil reais cada.
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Além de Mariano, compõem a comissão de seleção do prêmio a fotógrafa e pesquisadora paraense Cláudia Leão e o fotografo paulistano e curador independente Eder Chiodetto.
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“Todos os membros da comissão veem a fotografia como uma linguagem aberta a várias questões da arte hoje. Isso é muito importante para que o projeto tenha esta identidade”, explica o curador.
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A distribuição das fichas de inscrição, regulamento e a divulgação da programação completa será realizada no lançamento do projeto, logo mais, às 19h, no Museu da Universidade Federal do Pará.
PRÊMIOS
  • Prêmio Brasil Brasis: destinado especialmente aos trabalhos de abordagem documental voltada ao cotidiano ou originários de um projeto autoral de documentação.
  • Prêmio Diário Contemporâneo: voltado a todos os artistas cujo trabalho fotográfico dialogue com outras linguagens e suportes, como instalação, vídeo, objeto, performance ou ainda com novas sintaxes na representação fotográfica.
  • Prêmio Diário do Pará: dedicado somente a fotógrafos paraenses e/ou residentes atuantes no Pará por pelo menos 3 anos. Este prêmio abrange todas as poéticas e propostas conceituais.
SERVIÇO
Lançamento do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, nesta quinta-feira (28), às 19h, no Museu da UFPA. O período de inscrições vai de 1º de fevereiro a 5 de março. Inscrições para oficinas: 8/02 a 20/03. Realização: Diário do Pará - RBA. Apoio: Vale. Colaboração: MUFPA. Informações: www.premiodiariodefotografia. com.br ou pelos fones 3084-0100 ramal 0218 ou 8421-5066.
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(Amanda Aguiar - Diário Online)
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Visita ao território do olhar de Luiz Braga

Diário do Pará - Segunda-feira, 16/11/2009, 08:29h      
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Visita ao território do olhar de Luiz Braga
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O fotógrafo Luiz Braga e o professor João de Jesus Paes Loureiro são as próximas atrações do “Café Fotográfico”, programação que celebra os 25 anos da Associação Fotoativa.
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O evento será realizado hoje, às 19h, na Galeria Fotoativa. Com o tema “Trajetória do Olhar”, Luiz Braga conversará com o público sobre suas obras, desde as primeiras fotos até os trabalhos atuais, relatando o caminho trilhado para a construção de seu “território do olhar”.
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“Antes de começarmos o bate-papo, farei uma projeção das imagens que produzi até hoje. Assim o público poderá conhecer melhor o meu trabalho”, diz o fotógrafo Luiz Braga.
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Os comentários ficarão a cargo de João de Jesus Paes Loureiro, que já dialogou com a produção do fotógrafo em “Epifanias e Encantarias na Fotografia de Luiz Braga”, artigo publicado no livro “Imagem e Pesquisa na Amazônia: ferramentas de compreensão da realidade”, e nos textos que integram o livro “Crônica Fotográfica do Universo Mágico no Mercado Ver-o-Peso”, do próprio Luiz Braga.
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“Em 1982 eu e o Jesus realizamos uma pesquisa sobre a visibilidade da Amazônia. Desde então, desenvolvemos diversos trabalhos juntos. Um ano depois, ele também foi meu professor de estética, na Faculdade de Arquitetura. Com esse contato, me encantei com sua maneira de enxergar a Amazônia”, explica Luiz Braga.
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O paraense Luiz Braga iniciou-se na fotografia aos onze anos, desenvolvendo trabalhos em preto e branco até 1981. Depois desta fase, enveredou pelas criações em cor, voltada para a visualidade popular amazônica. Atualmente trabalha como fotógrafo independente.
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O artista, que este ano foi um dos representantes do Brasil na Bienal de Veneza, uma das mais importantes do mundo, já realizou mais de 120 exposições, entre individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Suas obras compõem coleções importantes como a do Museu de Arte de São Paulo, do Centro Português de Fotografia e a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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João de Jesus Paes Loureiro é professor de Estética, História da Arte e Cultura Amazônica, na Universidade Federal do Pará, mestre em Teoria da Literatura e Semiótica (PUC/Unicamp, São Paulo) e doutor em Sociologia da Cultura (Sorbonne, Paris – França).
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“Ele tem uma abordagem muito interessante sobre arte. Mas, o melhor disso tudo, é podermos estar juntos nesse encontro, já que é tão difícil, pois sempre estamos viajando. Acredito que será um privilégio para quem puder comparecer”, ressalta o fotógrafo.
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SAIBA MAIS
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A Associação Fotoativa realiza também, no período de 18 de novembro a 05 de dezembro, a oficina “Cianotipia: Técnica e História”, com Ionaldo Rodrigues. Os encontros serão as quartas-feiras, das 9h30 às 13h30 e o investimento é de R$ 150,00 (com material incluso).
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A cianotipia é um processo de impressão fotográfica desenvolvido no século XIX pelo cientista John Herschel. A partir dela, o fotógrafo produz imagens de cor azul usando a luz do sol para sensibilizar as moléculas de ferro aplicadas em suportes como papéis e tecidos de fibra natural.
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SERVIÇO
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“Café Fotográfico”, com Luiz Braga e João de Jesus Paes Loureiro. Hoje, às 19h, na Galeria Fotoativa (Praça das Mercês, 19). entrada franca. Informações: 3225-2754 ou www.fotoativa.blogger.com.br. (Diário do Pará)
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Ver também

Luiz Braga  - Biografia, fotos, textos e notícias sobre o fotógrafo paraense.

Resultados de imagens para "Luiz Braga"

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A notícia pelos mais diferentes ângulos


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Pará
Diário do Pará - Domingo, 23/08/2009, 09:45h
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Fatos que marcaram a semana e ilustraram as páginas dos jornais locais, vistos através das lentes dos fotógrafos do DIÁRIO DO PARÁ. As Galerias de Fotos do DIÁRIO ON-LINE oferecem ao internauta quase 400 imagens reunidas em 26 diferentes galerias.
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Para muitos, é no fotojornalismo que a fotografia exibe toda a sua habilidade em transmitir informações. Não raro, os enquadramentos revelam, através da beleza informações, que as palavras, em suas limitações, tantas vezes não conseguem exprimir: são viagens até o interior da notícia, transportando o leitor para dentro fato, do momento.
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Mesmo em meio à crise de credibilidade enfrentada pelo fotojornalismo hoje – pela possibilidade de “manipular” os fatos lançando mão dos programas de edição de imagem – é inquestionável a importância do registro fotográfico no processo da comunicação. Não é à toa que as Galerias de Imagem estão entre as cinco seções mais visitadas do site.
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Em um passeio pelas galerias que compõem esta seção do site, lembramos momentos importantes do futebol local e de grandes eventos esportivos sediados aqui. Vemos as cores das manifestações folclóricas, registros de importantes operações policiais e cliques que retratam a alegria das férias escolares. Mas, a fotografia também ressuscita memórias. Nesta seção, também é possível encontrar uma galeria dedicada à Walter Bandeira, símbolo da cultura paraense, falecido em junho deste ano. São fotos que percorrem os seus 40 anos dedicados à música e às artes.
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VÍDEOS
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O site também dispõe de uma Galeria de Vídeos: notícias do mundo do esporte, cultura, atualidades e polícia para além do noticiário tradicional. Por intermédio de uma parceria firmada com a TV RBA, esta seção oferece ao leitor a possibilidade de ver a notícia por outro ângulo: trata-se de um arquivo de cerca de 300 vídeos com acesso gratuito.
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“Sempre dou uma olhadinha nos vídeos”, diz a operadora de telemarketing Evillyn Santos, de 23 anos. “Costumo visitar a seção à tarde, depois do expediente, quando dedico um tempinho para me manter informada”, conta. Já para a publicitária Silvia Leão, 26 anos, a maior vantagem em assistir às reportagens em vídeo disponíveis no site “é não viver em função do horário das exibições na TV”.
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Dentre as reportagens mais acessadas pelos internautas está o vídeo em que populares presenciam a suposta aparição de um vulto às margens de um igarapé em Santo Antônio do Tauá, Nordeste paraense. Desde sua postagem, em março deste ano, o vídeo contabiliza 81.426 visualizações. (Diário do Pará)

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