Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sábado, 18 de junho de 2022

Pontes (28) - o Rio Cávado em Barcelos e Barcelinhos

 * Victor Nogueira


2015 04 27 foto victor nogueira - ponte sobre o rio Cávado, ligando Barcelos a Barcelinhos

2022 05 17 Foto victor nogueira - Barcelos - ponte românica e azenha no Rio Cávado (GEDC0348)

Centro histórico de Barcelos - Na foto estão a Igreja de Santa Maria (matriz) e as ruínas do Paço dos Condes de Barcelos (actual Museu Arqueológico). Á esquerda a Torre dos Pinheiros. Por detrás do Paço ficam os Paços do Concelho e a estátua de António de Sousa Barroso, que foi missionário em Angola e Bispo do Porto.

António de Sousa Barroso era primo do meu avô materno, António dos Santos Barroso, e foi o irmão deste, o Pe José Barroso, secretário do bispo, que esteve por detrás do casamento do irmão com quem veio a ser minha avó materna, Francisca da Conceição, de Chaves, que não conheci mas dizem-me ter sido uma pessoa alegre e generosa, que trocou o convento pelo casamento.

Contudo, contava a minha mãe, em contrapartida teve de deixar os bens ás Oficinas de S. José, ficando com o usufruto deles apenas em vida.


2022 05 18 Foto victor nogueira - Barcelos - painel de azulejos representando o Paço dos Condes de Barcelos e a ponte sobre o Rio Cávado (GEDC0380). Como legenda «Este Palácio dos Duques de Bragança em 1786 (segundo o pintor Manuel Luís Pereira»

2022 05 19 Duarte d'Armas - Barcelos e ponte sobre o Rio Cávado, in "Livro das Fortalezas"


2022 06 14 Foto victor nogueira - Barcelos - Ponte sobre o Rio Cávado (tabuleiro), vista de Barcelinhos. Ao fundo a Igreja matriz e as ruínas do antigo Paço Condal (GEDC0059)


2022 06 15 Barcelinhos - Ponte sobre o Rio Cávado tabuleiro e Capela de N Sra da Ponte vistas de Barcelos (GEDC0090)

2022 06 16 Foto victor nogueira - Barcelinhos e ciclista atravessando a Ponte sobre o Rio Cávado, vistas de Barcelos (GEDC1175)

«O Livro das Fortalezas é um manuscrito quinhentista de autoria de Duarte de Armas, executado em 1509-1510 por iniciativa de D. Manuel I de Portugal. A obra contém desenhos de 56 castelos fronteiriços do reino de Portugal.

(...) O monarca incumbiu Duarte de Armas, escudeiro da Casa Real, de vistoriar as fortificações lindeiras com Castela, desejando inteirar-se do estado de conservação das mesmas. Duarte de Armas, acompanhado de um criado a pé, percorreu a cavalo a maioria das povoações acasteladas da fronteira, elaborando esboços em papel (debuxos) com as suas panorâmicas (ao menos duas por povoação, de diferentes direcções) e as plantas dos respectivos castelos, nelas indicando os trechos mais arruinados, onde obras se faziam mais necessárias.

A pesquisa contemporânea aponta o início da Primavera de 1509 como a data de início da viagem de trabalho em Castro Marim, até à sua conclusão, sete meses mais tarde, em Setembro, em Caminha. Foram visitadas nesse percurso 56 povoações/castelos. No regresso a Lisboa, foram visitadas ainda Barcelos e Sintra.

(...) A obra é considerada o mais vivo testemunho do debuxo, técnica de ilustração vigente à época de D. Manuel I. O autor indica, nas panorâmicas, os percursos entre cada povoação com as distâncias, principais acessos, estado dos caminhos, conformação do terreno, cursos de água e navegabilidade, pontes, fontes, poços, culturas e pomares, edifícios militares, religiosos e civis e outros, em alguns casos até mesmo da povoação castelhana vizinha. O mesmo se repete em relação às plantas, onde se indicam as dimensões, tipos e estado das defesas, altura e espessura dos muros, distância entre torres e cubelos, finalidade dos compartimentos, acessos e outros.» (Wikipedia) 

Palácio dos Condes de Barcelos -  «Foi erguido na primeira metade do século XV por iniciativa de Afonso I, Duque de Bragança, constituindo-se em um castelo apalaçado. Constituiu-se na edificação mais rica de Barcelos à época em que foi construído.

A decadência deste Paço iniciou-se em finais do século XVIII.

Nas ruínas hoje, já não é visível a primitiva torre, que se situava entre a Ponte de Barcelos e as quatro primitivas chaminés. Ela terá sido bastante danificada quando do terramoto de 1755, vindo a ruir definitivamente em 1801. Em 1872, diante do estado ruinoso do edifício, o município de Barcelos, determinou demolir o que restava. Essa demolição jamais chegou a concretizar-se na totalidade, devido a diversos protestos populares. O que nos restou - pouco mais do que algumas paredes e uma chaminé tubular -, não consegue dar-nos ideia da sua grandeza original

No início do século XX, as suas ruínas passaram a albergar o Museu Arqueológico de Barcelos.» (Wikipedia)

VER

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

entre douro e minho - as pontes e os rios (01)

* Victor Nogueira (foto e textos)

Nem sempre as pontes foram o objectivo principal da foto e nalguns casos surgem apenas como enquadramento ou acidentalmente. Eis o registo parcial.

Rio Tâmega em Amarante




Rio Lima em Ponte de Lima


Rio Vez em Arcos deValdevez


Rio Lima em Arcozelo


Rio Cávado em Barcelos



Rio Douro (ponte da Arrábida) no Porto



Rio Lima, entre Ponte de Lima e Arcozelo



Goios - ribeira do Souto, afluente do ribeiro de Chorente, na bacia do Rio Este



Rio Ave em Macieira da Maia  (EN)





Rio Ave em Macieira da Maia (ponte D. Zameiro)




Rio Minho em Vila Nova de Cerveira



Rio Este, em S. Miguel de Arcos



Rio Ave em Vila do Conde





Manuela Miranda As pontes são lindas talvez a de Góis não conheça, mas tu fotógrafo e escritor Victor Saíste cá um especialista. Beijinhos da Tua Nela.
  • Viriato F. Soares Douro e Minho, alto Minho, regiões que eu adoro e que irei visitar outra vez quando puder, obrigado pela partilha.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

entre as águas dos rios Douro e Minho com o mar-oceano de permeio

* Victor Nogueira (texto e fotos)


Vila do Conde - fontenário na Prçaa da República


Vila do Conde - réplica duma na qinhentista (Praça da República, onde foramos estaleiros navais)


Barcelos - ponte românica e azenha no Rio Cávado


Amarante - ponte românica no Rio  Tâmega


Amarante, no Rio  Tâmega


Amarante - azenha


Amarante  - as cheias do Rio Tâmega





 Macieira da Maia - açude no Rio Ave


Macieira da Maia - ponte sobre o Rio Ave


Macieira da Maia - patos no Rio Ave


Macieira da Maia - azenhas no Rio Ave


Macieira da Maia - pescador no Rio Ave



Mindelo - enseada na praia



Vila do Conde - Praia de N. Sra da Guia


Vila do Conde - Foz do Rio Ave


Vila do Conde - pescadores no Rio Ave


Vila do Conde - azenha no Rio Ave


Vila do Conde - Praça do Município


Macieira da Maia - Rio Ave


Vila do Conde - Aqueduto de Santa Clara


Arcozelo - praia fluvial no Rio Lima


Arcozelo - praia fluvial no Rio Lima


Ponte de Lima- fontenário na Praça Luís de Camões


Minddelo - praia


Vila do Conde - tarde de chuva na Praça da República


Barcelos - fontenário


Porto - arca de água no antigo Campo de Mijavelhas  


Amarante - fontenário no  claustro do Convento de S. Gonçalo


Vila do Conde - tempestade no horizinte


Argivai - aqueduto de Santa Clara



Vila do Conde - fontenário e pormeno(Rua 25 de Abril)




Vilarinho - a torre é falsa e disfarça o depósito de água (estação elevatória), vendo-se a canalização aerea para o prédio