Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
A Terra vista à noite do espaço é um mundo de luz e escuridão
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu
Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu 
A maior imagem digital a cores do céu foi publicada ontem por uma equipa de astrónomos que coordenam o Sloan Digital Sky Survey-III. O mapa é o conjunto de sete milhões de imagens tiradas desde 1998 que reúnem um terapixel de informação.
As imagens foram tiradas pelo telescópio que está no observatório Apache Point Observatory, que fica no Novo México, nos Estados Unidos. O observatório começou a tirar as fotografias em 1998 com a mais potente câmara digital da altura que tinha 138 megapixel. O resultado foi a cobertura de um terço do céu.
“Existe 500 milhões de objectos detectados nesta imagem”, disse citado pelo Guardian David Weinberg, um astrónomo da Universidade do Estado de Ohio que trabalhou no projecto. “Metade são estrelas e a outra metade são galáxias.”
Há cinco versões de cada pixel fotografado, que foram tiradas com filtros diferentes e dão informação em cinco cores do espectro da luz: verde, amarelo, vermelho, infra-vermelho, violeta e ultra-violeta. O telescópio tira as fotografias em bandas, de modo que em cada noite faz uma longa banda no céu.
“É por isso que existem dois grandes pedaços que estão todos preenchidos e depois existem outras bandas que saem desses pedaços”, explicou o astrónomo. Estas bandas preenchem uma pequena percentagem das regiões que não foram fotografadas.
Quando se olha para o conjunto total das imagens vê-se uma amálgama indecifrável dos milhões e milhões de objectos. Seria necessário 500 mil televisões de alta definição, todas juntas, para se ter uma imagem completa e detalhada de tudo. Muitos objectos já foram descobertos, mas os astrónomos, ao tornarem as imagens públicas, esperam que muitos mais objectos venham a ser estudados.
“Isto é um dos maiores dádivas na história da ciência”, disse em comunicado Mike Blanton. Segundo o cientista, esta informação será um legado durante décadas, tal qual o Palomar Sky Survey, publicado em 1958 – o mais completo mapa fotográfico do céu feito até então que ainda hoje é uma referência.
A aventura continua
A fotografia que a equipa do Sloan enviou juntamente com o comunicado mostra a capacidade do novo mapa. Por baixo vêem-se os dois hemisférios da nossa galáxia. Na canto superior esquerdo da fotografia está um pequeno quadrado do hemisfério Sul ampliado. No meio situa-se a galáxia Messier 33, que na fotografia ao lado está mais ampliada. A galáxia está entre dois e três milhões de anos-luz de distância. Na fotografia ao lado consegue-se ainda ver um berçário de estrelas desta galáxia chamado NGC604.
Apesar da câmara do observatório estar no fim da sua vida, o projecto continua a evoluir. Os astrónomos vão medir milhões dos objectos mais brilhantes encontrados, em todo o espectro de luz, o que vai permitir obter as distâncias entre os objectos e investigar mais sobre a matéria negra do Universo. Por outro lado, vão observar possíveis oscilações gravíticas em 8500 estrelas que estão perto para identificar planetas gigantes. A Via Láctea também vai ser estudada para determinar a forma como evoluiu.
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Astronomia
Cientistas produzem a imagem mais detalhada do universo
Câmera de 138 megapixels é capaz de capturar meio bilhão de objetos de uma vez
O objetivo do trabalho é substituir a imagem até então mais nítida, a do Observatório Palomar, realizada durante a década de 50. “Usaremos o material para entender melhor o processo de expansão que o universo vem sofrendo, uma das grandes questões da área nos dias de hoje”, explica David Weinberg, um astrônomo da Universidade de Ohio que trabalhou no projeto.
A câmera de 138 megapixels usada no projeto será desativada e fará companhia a objetos históricos da astronomia no Museu Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Minicurso incentiva astrofotografia no ensino de ciências
A astrofotografia permite o registro permanente dos fenômenos celestes, propiciando sua comparação posterior, tanto na astronomia observacional produtiva, registrando estrelas variáveis, meteoros, eclipses etc. quanto no registro de belas imagens, que obtidas de forma simples são motivo de fascínio.
Diniz pretende desmitificar as dificuldades em fazer astrofotografia e mostra que com um pouco de conhecimento, técnica e pouca instrumentação podem-se fazer fotos do céu muito bonitas e interessantes. “Abordarei as técnicas usadas em astrofotografia com abundância de exemplos práticos. A intenção é motivar mais e mais pessoas para que possam se iniciar nessa bela arte e desta forma se aprofundar na astronomia”.
Ele afirma que qualquer pessoa com equipamentos modestos pode fotografar os astros. “Para começar a fotografar o céu você precisa de uma máquina fotográfica, um tripé e um cabo disparador. O curso é voltado principalmente aos iniciantes, mas os experientes também terão oportunidade de aprofundar questões”.
O flare do Iridiun captado dentro do Cruzeiro do Sul. Filme Kodak PPF400. Foto publicada na Astronomy - Explore the Universe, dezembro 1999 (José Carlos Diniz)
O curso também pretende incentivar os professores a usar a astrofotografia como instrumento didático. “Através das fotos aprendemos a distinguir constelações, registrar fenômenos celestes, atmosféricos etc. Essa iniciação e os resultados práticos e visuais estimulam a curiosidade e o gosto pela ciência”.
Em seu site (www.astrosurf.com/diniz/), Diniz apresenta as “astroengenhocas”, que utiliza como ferramenta para incentivar os mais jovens e como forma de suprir as necessidades instrumentais. “No Brasil de hoje poucos têm acesso a instrumentos e acessórios astronômicos. Os altíssimos e escorchantes impostos tornam proibitivo importar telescópios, montagens oculares etc. Assim, o brasileiro, com sua criatividade, ‘bola’ suas engenhocas de acordo com a necessidade, sempre com criatividade e bom humor. A comunidade ATM (Amateur telescope making) brasileira é muito atuante e reconhecida no exterior”. As engenhocas não estarão no minicurso, mas Diniz está à disposição para falar delas aos interessados.
José Carlos Diniz é médico e astrônomo amador. “Faço medicina por profissão e vocação. A astronomia entrou em minha vida como um complemento, uma forma de ampliar meus horizontes, unindo ciência, beleza e conhecimento. Fotografar e estudar os fenômenos celestes é hoje para mim uma necessidade e ajuda a manter a sanidade nesse mundo conturbado em que vivemos. As disputas e vaidades ficam reduzidas a nada diante da grandeza do Cosmos”, finaliza.
As inscrições para o X Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea) estão abertas e podem ser feitas no site: www.erea.ufms.br .
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