Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Terra vista à noite do espaço é um mundo de luz e escuridão




Há um novo vídeo da NASA que mostra o lado escuro da Terra. E a electricidade marca a geografia nocturna do planeta.



O lado nocturno do nosso planeta foi fotografado por um satélite norte-americano com uma resolução sem precedentes. A NASA e a NOAA, a agência para atmosfera e os oceanos dos Estados Unidos, mostram agora a compilação dessas imagens num vídeo. A Terra surge-nos a girar à noite e, vista do espaço, é um mundo de escuridão, mas também de muita luz.
Não é só a cartografia dos postes de electricidade que pode ser feita com as imagens registadas pelo satélite. O vídeo também revela os poços petrolíferos activos que estão a queimar combustível, as luzes dos navios no mar e os incêndios o interior da Austrália.
“Por todas as razões que tornam necessário fazer a observação da Terra durante o dia, também é preciso fazer esta observação à noite”, defende Steve Miller, um investigador do Instituto Cooperativo para a Investigação da Atmosfera, da Universidade Estadual do Colorado, que pertence à NOAA. “Ao contrário dos humanos, a Terra nunca dorme”, diz o investigador, num comunicado.

O satélite norte-americano resulta de uma parceria entre a NASA e NOAA e foi para o espaço em 2011. Um dos seus instrumentos é um radiómetro que detecta ondas de luz em comprimentos de onda que vão desde o verde (na parte visível do espectro) até ao infravermelho. O aparelho utiliza técnicas de filtragem e um sensor que permitem registar, a partir do espaço, o brilho pouco intenso das luzes eléctricas que iluminam as estradas. Este sensor até consegue “ver” a única luz de um navio sozinho no oceano.
O registo que aparece agora é fruto de fotografias tiradas em 22 dias, entre Abril e Outubro de 2012, em noites sem nuvens. É possível ver continentes vastamente iluminados como a Europa em contraste com regiões mais escuras como a Rússia. O vídeo mostra diferenças políticas: a iluminada Coreia do Sul e a mais escura Coreia do Norte. E evidencia também a importância dos acidentes geográficos, como as cordilheiras escuras dos Himalaias, que travam o avanço da civilização.
“A noite não é de longe tão escura como podemos pensar”, diz Miller. As fotografias revelam ainda fenómenos luminosos naturais como auroras ou o brilho parco de reacções químicas que se dão na atmosfera superior. Com esta vigilância nocturna, os cientistas também estão interessados em detectar o início de tempestades que ocorrem de noite ou outros fenómenos meteorológicos. Mas também podem identificar apagões, como os que aconteceram nos Estados Unidos durante o furacão Sandy, no final de Outubro, ou os navios que pescam ilegalmente e se servem de luz para atrair cardumes de peixe.





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu


Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu

12.01.2011 - 18:35 Por PÚBLICO

A maior imagem digital a cores do céu foi publicada ontem por uma equipa de astrónomos que coordenam o Sloan Digital Sky Survey-III. O mapa é o conjunto de sete milhões de imagens tiradas desde 1998 que reúnem um terapixel de informação.
Um terço do mapa celeste foi fotografado 
Um terço do mapa celeste foi fotografado (Sloan)

o como 3500 artigos que foram escritos com base neste conjunto de informação”, disse ontem Michael Blanton, físico da Universidade de Nova Iorque que representou a equipa Sloan e apresentou o trabalho durante a 217ª reunião anual da Sociedade Americana de Astronomia, que está a decorrer em Seatle. “Alguns destes artigos estão a ser apresentados agora mesmo. Cobrem tópicos que vão desde a mais pequena estrela até a buracos negros enormes no Universo.”

As imagens foram tiradas pelo telescópio que está no observatório Apache Point Observatory, que fica no Novo México, nos Estados Unidos. O observatório começou a tirar as fotografias em 1998 com a mais potente câmara digital da altura que tinha 138 megapixel. O resultado foi a cobertura de um terço do céu.

“Existe 500 milhões de objectos detectados nesta imagem”, disse citado pelo Guardian David Weinberg, um astrónomo da Universidade do Estado de Ohio que trabalhou no projecto. “Metade são estrelas e a outra metade são galáxias.”

Há cinco versões de cada pixel fotografado, que foram tiradas com filtros diferentes e dão informação em cinco cores do espectro da luz: verde, amarelo, vermelho, infra-vermelho, violeta e ultra-violeta. O telescópio tira as fotografias em bandas, de modo que em cada noite faz uma longa banda no céu.

“É por isso que existem dois grandes pedaços que estão todos preenchidos e depois existem outras bandas que saem desses pedaços”, explicou o astrónomo. Estas bandas preenchem uma pequena percentagem das regiões que não foram fotografadas.

Quando se olha para o conjunto total das imagens vê-se uma amálgama indecifrável dos milhões e milhões de objectos. Seria necessário 500 mil televisões de alta definição, todas juntas, para se ter uma imagem completa e detalhada de tudo. Muitos objectos já foram descobertos, mas os astrónomos, ao tornarem as imagens públicas, esperam que muitos mais objectos venham a ser estudados.

“Isto é um dos maiores dádivas na história da ciência”, disse em comunicado Mike Blanton. Segundo o cientista, esta informação será um legado durante décadas, tal qual o Palomar Sky Survey, publicado em 1958 – o mais completo mapa fotográfico do céu feito até então que ainda hoje é uma referência.

A aventura continua

A fotografia que a equipa do Sloan enviou juntamente com o comunicado mostra a capacidade do novo mapa. Por baixo vêem-se os dois hemisférios da nossa galáxia. Na canto superior esquerdo da fotografia está um pequeno quadrado do hemisfério Sul ampliado. No meio situa-se a galáxia Messier 33, que na fotografia ao lado está mais ampliada. A galáxia está entre dois e três milhões de anos-luz de distância. Na fotografia ao lado consegue-se ainda ver um berçário de estrelas desta galáxia chamado NGC604.

Apesar da câmara do observatório estar no fim da sua vida, o projecto continua a evoluir. Os astrónomos vão medir milhões dos objectos mais brilhantes encontrados, em todo o espectro de luz, o que vai permitir obter as distâncias entre os objectos e investigar mais sobre a matéria negra do Universo. Por outro lado, vão observar possíveis oscilações gravíticas em 8500 estrelas que estão perto para identificar planetas gigantes. A Via Láctea também vai ser estudada para determinar a forma como evoluiu.
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Astronomia

Cientistas produzem a imagem mais detalhada do universo

Câmera de 138 megapixels é capaz de capturar meio bilhão de objetos de uma vez

SDSS
Cientistas apresentaram na terça-feira as fotografias mais nítidas já feitas do universo (Divulgação)
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Seriam necessárias 500 mil televisões de alta resolução para conseguir ver os detalhes da fotografia noturna realizada pelo projeto Sloan Digital Sky Survey. Os cientistas responsáveis pela ação usaram uma câmera de 138 megapixels, presa a um telescópio no Novo México, Estados Unidos, para produzir a imagem do universo mais detalhada já feita em toda a história.

O objetivo do trabalho é substituir a imagem até então mais nítida, a do Observatório Palomar, realizada durante a década de 50. “Usaremos o material para entender melhor o processo de expansão que o universo vem sofrendo, uma das grandes questões da área nos dias de hoje”, explica David Weinberg, um astrônomo da Universidade de Ohio que trabalhou no projeto.

A câmera de 138 megapixels usada no projeto será desativada e fará companhia a objetos históricos da astronomia no Museu Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos. 
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Minicurso incentiva astrofotografia no ensino de ciências

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Desmitificar o uso da astrofotografia e estimular sua utilização como meio didático para o ensino de ciências. Com esse objetivo será ministrado o minicurso “Astrofotografia, arte e técnica”, pelo astrônomo amador José Carlos Diniz, da Rede de Astronomia Observacional (REA Brasil). Diniz vem a Campo Grande para participar do X Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea), que acontece de 13 a 17 de outubro no Memorial da Cultura.



A astrofotografia permite o registro permanente dos fenômenos celestes, propiciando sua comparação posterior, tanto na astronomia observacional produtiva, registrando estrelas variáveis, meteoros, eclipses etc. quanto no registro de belas imagens, que obtidas de forma simples são motivo de fascínio.



Diniz pretende desmitificar as dificuldades em fazer astrofotografia e mostra que com um pouco de conhecimento, técnica e pouca instrumentação podem-se fazer fotos do céu muito bonitas e interessantes. “Abordarei as técnicas usadas em astrofotografia com abundância de exemplos práticos. A intenção é motivar mais e mais pessoas para que possam se iniciar nessa bela arte e desta forma se aprofundar na astronomia”.



Ele afirma que qualquer pessoa com equipamentos modestos pode fotografar os astros. “Para começar a fotografar o céu você precisa de uma máquina fotográfica, um tripé e um cabo disparador. O curso é voltado principalmente aos iniciantes, mas os experientes também terão oportunidade de aprofundar questões”.







O flare do Iridiun captado dentro do Cruzeiro do Sul. Filme Kodak PPF400. Foto publicada na Astronomy - Explore the Universe, dezembro 1999 (José Carlos Diniz)



O curso também pretende incentivar os professores a usar a astrofotografia como instrumento didático. “Através das fotos aprendemos a distinguir constelações, registrar fenômenos celestes, atmosféricos etc. Essa iniciação e os resultados práticos e visuais estimulam a curiosidade e o gosto pela ciência”.



Em seu site (www.astrosurf.com/diniz/), Diniz apresenta as “astroengenhocas”, que utiliza como ferramenta para incentivar os mais jovens e como forma de suprir as necessidades instrumentais. “No Brasil de hoje poucos têm acesso a instrumentos e acessórios astronômicos. Os altíssimos e escorchantes impostos tornam proibitivo importar telescópios, montagens oculares etc. Assim, o brasileiro, com sua criatividade, ‘bola’ suas engenhocas de acordo com a necessidade, sempre com criatividade e bom humor. A comunidade ATM (Amateur telescope making) brasileira é muito atuante e reconhecida no exterior”. As engenhocas não estarão no minicurso, mas Diniz está à disposição para falar delas aos interessados.



José Carlos Diniz é médico e astrônomo amador. “Faço medicina por profissão e vocação. A astronomia entrou em minha vida como um complemento, uma forma de ampliar meus horizontes, unindo ciência, beleza e conhecimento. Fotografar e estudar os fenômenos celestes é hoje para mim uma necessidade e ajuda a manter a sanidade nesse mundo conturbado em que vivemos. As disputas e vaidades ficam reduzidas a nada diante da grandeza do Cosmos”, finaliza.



As inscrições para o X Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea) estão abertas e podem ser feitas no site: www.erea.ufms.br .


02/09/2010 - 09:56
 http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=47402
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