Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Depoimentos: Gérard "tratou a fotografia como uma grande arte"

12.02.2011 - 19:07 Por Lusa, Sérgio C. Andrade, Ana Machado, Sérgio B. Gomes


Um bom conversador, lembra Rui Prata, comissário dos Encontros da Imagem de Braga. Um homem enérgico, lembra Sérgio Mah, comissário da participação portuguesa na Bienal de Veneza sobre a figura de Gérard Castello -Lopes. Em comum assinalam também a perda de uma figura importante da fotografia portuguesa, apesar do nome que carregava o ligar ao cinema. Gérard Castello-Lopes morreu hoje, em Paris, aos 85 anos. Tinha "uma doçura no olhar", lembra António Barreto.
Gérard Castello-Lopes 
Gérard Castello-Lopes (David Clifford/arquivo)

António Barreto, sociólogo
"É seguramente o mais interessante fotógrafo português do século XX. Um dos mais, pelo menos. Pela linguagem e pelo estilo próprios. Pela doçura do olhar. Pela ironia da expressão. Pela qualidade estética. Pela beleza das imagens. Pelo rigor formal. Pela humanidade dos seus temas. Pela independência de espírito. Pela cultura sólida. Deixa-nos uma obra de reduzidas dimensões, várias vezes interrompida no tempo, mas de excepcional valor de testemunho de uma sociedade. A sua Lisboa dos anos cinquenta, retratada com sentido ao mesmo tempo poético e realista, adquiriu valor patrimonial. As pessoas que então fotografou figuram para sempre numa galeria histórica de personagens. Mais tarde, já nos anos oitenta e noventa, teve nova vida, sentiu-se atraído por novos temas e foi capaz de adaptar a sua linguagem, sem nunca perder o seu traço. Com vagar, sem voracidade, Gérard não metralhava, compunha. Assim tratou a fotografia como uma grande arte."

Sérgio Mah, professor universitário e comissário da participação portuguesa na Bienal de Veneza
“Desaparece uma figura muito importante da cultura portuguesa e da história da fotografia portuguesa. Marcou com a sua sensibilidade a fotografia dos anos 1950 e a fotografia documental da segunda metade do século XX, apesar da produção irregular. Lembro-o como um homem alto, muito enérgico, muito educado, uma figura muito simpática. Percebeu e incorporou as tendências da fotografia que se iam fazendo lá fora , nomeadamente em Paris e por influencia do trabalho de Cartier-Bresson.”

Rui Prata, comissário dos Encontros da Imagem de Braga
“É uma figura importante da cultura portuguesa e muito marcante para a fotografia portuguesa que se perde. Teve um papel relevante na nossa fotografia, nas décadas de 1950 e 1960, regressando depois em força após o 25 de Abril pela mão de António Sena e da galeria Ether. Lembro, como pessoa, um bom conversador.”

António Pedro Ferreira, fotojornalista
“É uma pena que Gérard Castello-Lopes não se tenha dedicado mais à fotografia. Tinha o talento todo para construir uma obra extraordinária. Sabia que era bom, mas não teve coragem de afrontar o que a sociedade elegia para construir uma obra mais vasta. Henri Cartier-Bresson era o seu grande inspirador. Tentou imitá-lo em tudo, até nas máquinas que usava. Mas saiu da sombra do Cartier-Bresson. Quando voltou a fotografar nos anos 80 renasceu. A sua fotografia ganhou uma nova liberdade e experimentou linguagens novas. Mas creio que já foi demasiado tarde, apesar de ter contactado com o trabalho de outros fotógrafos e de estar atento ao que se fazia na altura. Ele tinha uma visão muito crítica em relação ao que se fazia na fotografia portuguesa. E costumava usar uma expressão para falar das imagens demasiado escuras que então se faziam: “A fotografia portuguesa é como fotografar um negro, no túnel do Rossio a cantar o Black is Black”. Gérard Castello-Lopes era um grande fotógrafo. Descobria a beleza na espuma de um cacilheiro. E mais do que isso, conseguia transmitir pela fotografia essa beleza. Considerou-se sempre um amador de fotografia, no sentido francês do termo. Ou seja, tinha uma relação despreocupada com a fotografia. Nunca quis, nem nunca precisou de viver dela. Há fotografias de Gérard que ficarão na história do olhar português. São grandes obras.”

Fernando Lopes, cineasta
“Teve uma grande importância para mim como fotógrafo, mas sobretudo era um grande amigo. Eu tinha-o visto há um ano e meio, mas ele já não reconhecia ninguém. Como fotógrafo, ele é um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, sem dúvida. E mesmo internacionalmente. A obra dele felizmente está nos museus de fotografia”.

Tereza Siza, historiadora e crítica de fotografia
“É evidentemente uma figura incontornável da história da fotografia em Portugal. É um expoente da geração – com Carlos Afonso Dias, Carlos Calvet e Sena da Silva, por exemplo – que trabalhou sem nenhuma visibilidade nos anos 50 e 60, por causa do regime de Salazar. E só viria a ser revelado na década de 80, a partir da exposição promovida pela Galeria Ether. Ele tinha uma grande paixão pelo Cartier-Bresson, mas a sua obra tem também algo mais, tem uma pureza de linhas e um sentido gráfico muito pessoais. Como pessoa, era uma figura exuberante, elegante, sedutora, que falava da sua arte com graça e grande clareza.”
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José Manuel Rodrigues, fotógrafo
“Desaparece um meu amigo íntimo, um colega com quem eu falava verdadeiramente de fotografia. Conheci-o numa exposição no Centro Cultural Gulbenkian, em Paris, em 1995. Ele exagerava sempre essa dívida relativamente a Bresson. A sua fotografia tem um carácter bem original, mesmo do ponto de vista conceptual. Ele teve várias vidas e várias actividades, mas a mais importante é como fotógrafo. Era uma pessoa com uma grande curiosidade e uma grande vontade de aprender. Passávamos horas e horas a discutir fotografia.”

Notícia actualizada às 21h04.
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Aos 85 anos

Morreu Gérard Castello-Lopes, fotógrafo 

e distribuidor de cinema

12.02.2011 - 17:09 Por Lusa

Morreu hoje em Paris o fotógrafo e distribuidor de cinema Gérard Castello-Lopes, disse um familiar à Lusa.
 
(David Clifford/arquivo)


Castello Lopes tinha 85 anos e vivia em Paris. A família ainda não decidiu se o fotógrafo será sepultado em França.

Gérard Castello-Lopes nasceu em Vichy, em 1925. Viveu em Lisboa, Cascais, Estrasburgo, onde fez parte do Corpo Diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Mais tarde, fixou residência em Paris.

Licenciado em Economia pelo ISCEF acabou por se dedicar ao cinema, fotografia e crítica. Gerente da sociedade de filmes Castello-Lopes, dedica-se à fotografia a partir de 1956.

"A sua 'formação' como fotógrafo foi a de um autodidacta, como quase todos os outros fotógrafos dessa época. A sua aprendizagem não foi escolar (não havia cursos de fotografia) e baseou-se por um lado, numa natural pulsão de representar a realidade, por outro, num intenso interesse pelas outras artes plásticas ou representacionais, como a pintura, a escultura, o cinema e a própria fotografia. O método consistiu em aprender os fundamentos técnicos da fotografia - o que se aprende facilmente nos livros -, definir uma orientação sobre o "objecto" preferencial da sua actividade fotográfica (tomando Henri
Cartier-Bresson como paradigma), e cotejar continuamente o resultado do que ia produzindo com o 'corpus' fotográfico que lhe era facultado pelas revistas e livros estrangeiros da especialidade, na ausência ou na ignorância dum 'corpus' equivalente português. Na sua essência, o método foi pragmático ou, como se diz em inglês, de tentativa e erro", pode ler-se na sua síntese biográfica publicada no site da Galeria Fernando dos Santos.

Foi ainda assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962), co-autor e assistente de produção e realização, juntamente com Fernando Lopes e Nuno de Bragança, da curta-metragem "Nacionalidade: Português" (1970), presidente do júri do Instituto Português de Cinema durante o período de 1991 a 1993 e membro fundador do Centro Português de Cinema.

Foi ainda membro do Conselho Consultivo da Culturgest.

Notícia em actualização
Óbito/Gérard Castello-Lopes

Fotógrafo que viveu entre França e Portugal morre em Paris

por LusaOntem
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O fotógrafo e distribuidor de filmes Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje, sábado, em Paris vítima de doença prolongada, foi também crítico de cinema, tendo-se iniciado no mundo da imagem como autodidata. 
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Castello-Lopes nasceu em Vichy (França), em 1925, mas viveu em Lisboa, Cascais e Estrasburgo, onde integrou o corpo diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Tendo-se licenciado em economia em Lisboa, foi fotógrafo, profissional de cinema e crítico desta expressão artística, além de gerente de uma sociedade no campo do audiovisual. Dedicou-se à fotografia desde 1956, mas só em 1982 deu um impulso significativo nesta actividade. Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje aos 85 anos, foi assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962) e de encenação de duas óperas realizadas pelo Grupo Experimental de Ópera de Câmara, que era subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
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Esteve na fundação do Centro Português de Cinema e foi coautor e assistente de produção e realização, juntamente com Fernando Lopes e Nuno de Bragança, da obra "Nacionalidade: Português", uma curta-metragem de 1970. De 1991 a 1993, presidiu ao júri do Instituto Português de Cinema, além de ter integrado o conselho consultivo da Culturgest. Como a maioria dos fotógrafos seus contemporâneos, numa época em que não havia cursos de fotografia, teve uma aprendizagem nesta área como autodidata. Interessou-se, no entanto, por outras formas de arte, como a pintura e a escultura. Na fotografia, revelou-se um seguidor dos ensinamentos técnicos de Henri Cartier-Bresson, tendo buscado muita da sua formação neste domínio em revistas e livros estrangeiros da especialidade.
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Crítico de cinema na revista "O Tempo e o Modo", de 1964 a 1966, escreveu também mais tarde, como colaborador, noutros títulos da imprensa em Portugal, como os jornais "A Tarde" e o "Semanário", de 1982 a 1984. Antes e depois do 25 de Abril de 1974, realizou dezenas de exposições individuais e participou em diversas coletivas, em Portugal e no estrangeiro. Mas foi em 1982 que este admirador do brasileiro Sebastião Salgado se relançou como fotógrafo, com uma mostra retrospetiva. "Nunca achei que era excecional ou muito bom fotógrafo. Muito bons fotógrafos foram homens como Ansel Adams, Minor-White, Henri Cartier-Bresson, Soudek, Jacques-Henri Lartigue, W. Eugene Smith, cada um no seu género, e 'pourquoi pas?', Sebastião Salgado, por quem tenho uma admiração enorme", confessava Gérard Castello-Lopes numa entrevista ao jornal Público, em 2004.
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Óbito

Foi um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, 

diz Fernando Lopes

por LusaOntem

O cineasta Fernando Lopes lamentou hoje, sábado, a morte do fotógrafo Gérard Castello-Lopes, um amigo de longa data, que classificou como um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX. 
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"Teve uma grande importância para mim como fotógrafo, mas sobretudo era um grande amigo. Eu tinha-o visto há um ano e meio, mas ele já não reconhecia ninguém... Como fotógrafo, ele é um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, sem dúvida", disse Fernando Lopes. "E mesmo internacionalmente - acrescentou - a obra dele felizmente está nos museus de Fotografia", acrescentou. O cineasta sublinhou ainda que a obra de Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje em Paris vítima de doença prolongada, foi também muito importante para realizar a longa-metragem "Belarmino" (1964), sobre a vida do pugilista Belarmino Fragoso. 
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"Foi fundamental o estilo de fotografia. Ele e o Augusto Cabrita eram muito amigos e inspirámo-nos muito na fotografia dele", indicou. "Fico muito abatido com a morte dele, ele era um dos meus grandes amigos", comentou. Por sua vez, Maria João Seixas, diretora da Cinemateca Portuguesa, lamentou também a morte do fotógrafo e distribuidor de filmes que foi também crítico de cinema e se iniciou no mundo da imagem como autodidata. 
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"Lamento muito, mas já há muito tempo que eu lamento a ausência desse grande amigo, desse grande fotógrafo, desse ... homem de Cultura Chegou agora a hora dele, mas já há muitos anos que eu tinha saudades dele", disse hoje à Lusa Maria João Seixas, diretora da Cinemateca Portuguesa.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Exposição BES Revelação 2010 vai além da fotografia

Arte

26 | 11 | 2010   17.04H
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O Museu de Serralves recebe a partir de hoje a exposição BES Revelação 2010, que reúne as obras dos quatro artistas distinguidos este ano.
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Destak/Lusa | destak@destak.pt
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Mónica Baptista, Miguel Ferrão, Eduardo Guerra e Carlos Azeredo Mesquita viram o museu de arte contemporânea da cidade do Porto abrir-lhes as portas, em reconhecimento pela atribuição do prémio BES Revelação.
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“É uma exposição que não é una, nem pretende ser. São quatro propostas de jovens artistas, abaixo dos 30 anos, quatro artistas que tiveram comissões para fazer uma pesquisa, um trabalho, ou para consolidar uma pesquisa que já vinha sendo feita há muitos anos”, explicou hoje à Lusa a comissária da mostra.
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Margarida Mendes destacou a particularidade dos trabalhos em exposição se basearem em métodos e formas de trabalho muito diferentes, referindo que o concurso não se cinge, nem pretende ficar pela fotografia.
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Ainda assim, ela está presente, praticamente em todo o lado, seja nas fotos cinematográficas da ficção criada por Mónica Baptista, seja em “The Radiant City”, de Carlos Azeredo Mesquita, uma série de fotografias panorâmicas de Budapeste.
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“As fotos apelam a projetos utópicos, realizados ou não, ou mal incorporados. Fala de uma distopia da Europa de Leste e de um socialismo zombie”, concretizou Margarida Mendes, encontrando uma “estranheza” proveniente de um serialismo minimalista.
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Se na obra de Carlos Azeredo Mesquita, a fotografia está estática, na de Mónica Baptista movimenta-se para fazer parte de um todo cinematográfico: a artista parte de fotografias de uma máquina que tem a particularidade de poder fotografar em formato cinema e constrói um filme.
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“Como pomos três anos em 20 minutos de filme?”, pergunta a única mulher premiada, descrevendo a sua obra como um filme, que nunca é em tempo real e deixa sempre algo para trás.
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Para Mónica Baptista, o seu “filme”, que compila cerca de 4000 imagens, não chega a ser uma ficção, mas sim algo em que as pessoas podem projectar-se: “Acredito que haverá um mecanismo de identificação e inscrição do público nas minhas fotos, através da memória comum”.
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Miguel Ferrão “esqueceu” a fotografia e criou uma instalação em três partes, com uma peça de som, com vozes de pássaros, uma peça de slide, e uma peça de vídeo, criada a partir da sua experiência enquanto ornitólogo.
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O “concílio de estátuas” que é visível no trabalho de Ferrão encontra correspondência na sala ao lado, onde Eduardo Guerra montou uma peça que parte da teoria das cores de Goethe.
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Nela cruzam-se excertos, ou melhor, cerca de 15 axiomas que falam em tons diferentes de experiências da cor ou verificação do sujeito enquanto pessoa que a experiencia.
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Para o artista, o prémio Revelação BES supôs mais responsabilidade, mas também a necessidade de ser mais assertivo na tomada de decisões.
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Eduardo Guerra agarra assim, até 16 de janeiro, uma hipótese única no seu percurso na escultura, fundamentada numa bolsa “útil para subir a qualidade e a vontade”, de dialogar com um espaço que tem características “muito próprias”.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novas tecnologias podem culminar no declínio do fotojornalismo

    sábado, 13 de Novembro de 2010 | 10:58
  


As novas tecnologias e a convergência das redações podem culminar no declínio do fotojornalismo português, com perda de identidade dos diferentes meios de comunicação, concluiu um estudo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 
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“Em resultado da adoção dos renovados modelos de gestão, é previsível que se acentue a minimização gradual do contributo da fotografia de imprensa na formação da identidade de cada órgão de comunicação”, refere o estudo, uma tese de mestrado em Ciências da Comunicação, a que hoje a Lusa teve acesso. 
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A tese de Luísa Silva acrescenta que, e de uma forma prospetiva, se “poderá registar um declínio no fotojornalismo português, não tanto por causa da diminuição da qualidade do produto dos profissionais, mas sobretudo como efeito das ações e das resoluções tomadas pelos proprietários das empresas mediáticas no novo ecossistema da imprensa em Portugal”. 
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O trabalho, agora apresentado, pretendia realizar um diagnóstico de aproximação ao estado atual do fotojornalismo português e perceber em que medida o fenómeno da convergência (capacidade de diferentes plataformas transportarem diferentes tipos de serviços) tem vindo a afectá-lo. 
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Para o efeito foram feitas entrevistas a 14 personalidades da área (entre fotógrafos, editores de fotografia e diretores) e aplicado um questionário a 25 fotojornalistas. 
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“O impacto da Internet levou a que o modelo dos negócios de média tivesse de ser reformulado”, passando pela “criação de agências partilhadas de fotografias em cada grupo económico”, explicou a investigadora. 
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O estudo refere mesmo que “grupos como a Impala e a Controlinveste já estão a levar a cabo esta experiência e a Impresa já demonstrou vontade de equacionar uma tentativa para a criação das agências”. 
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Se até agora cada órgão de comunicação dispunha de uma equipa de fotojornalistas fixos, com recurso pontual a colaboradores freelancers, com a nova estrutura de agências levantam-se “sérias questões à volta do futuro do fotojornalismo”, especialmente relacionadas com “a coerência e identidade de cada projeto [editorial] e com o possível aumento da precariedade na profissão”.
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 O estudo prevê que nas redações se assista a uma diminuição das equipas fixas de fotojornalistas e um aumento do trabalho em outsorcing. 
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Se as agências de imagens se acabarem por concretizar, a linha editorial e a “força visual própria de cada meio” vão acabar por se perder em consequência da “diversidade de abordagens a nível de fotografia”, sustentou Luísa Silva. 
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“Será uma perda para o jornalismo porque vão ser todos iguais”, frisou. 
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Diário Digital / Lusa
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http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=9&id_news=478494&page=2
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Angola: Mostra de fotografia permite redescobrir povo herero

 


Duas exposições do fotógrafo brasileiro Sérgio Guerra, em Luanda e em Lisboa, vão permitir redescobrir os hereros, povo banto que vive no sul de Angola e que atravessou décadas de conflito mantendo os seus traços culturais.
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As duas exposições resultam das mais de 10 mil imagens e mais de uma centena de depoimentos que Sérgio Guerra, 50 anos, registou em julho e agosto de 2009 quando viveu com os Hereros.
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As exposições decorrerão, em Luanda, entre o dia 27 deste mês e 26 de agosto, no Museu de História Natural e, e Lisboa, de 19 de agosto a 18 de setembro, na Galeria Perve.
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Diário Digital / Lusa
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Fotógrafo Sérgio Guerra lança livro sobre os Hereros

Povo seminômade que habita regiões de Angola, Namíbia, Zimbábue e Botsuana



Mulheres muhimbas da aldeia do senhor Tchimbari Kezumo Bingue, Biquifemo, Namibe, em Angola

O belo e o estranho se emaranham no recém-lançado livro Hereros – Angola (Edições Maianga), do fotógrafo e publicitário pernambucano Sérgio Guerra. Há 12 anos vivendo entre Brasil e Angola, já lançou quatro livros que registram em imagens populações diversas do país africano e desta vez voltou seu olhar especificamente para sete etnias do povo herero que vivem em quatro áreas ao sul do território. Em comum, elas têm o modo de vida seminômade, baseado no pastoreio (tudo gira em torno do gado) e perpetuado por meio da poligamia.
Veja fotos do livro Hereros

Atualmente os hereros totalizam 240 mil pessoas, parte vivendo também nos países vizinhos Namíbia, Zimbábue e Botsuana. Os traços principais da cultura desse povo remontam a 3 mil anos e seus ancestrais teriam chegado a Angola há pelo menos três séculos – lá se instalaram nas províncias do Cunene, Namibe e Huíla. Com histórico caracterizado pela resistência (e sangue, consequentemente), se opuseram à escravidão e outras formas de dominação. Num dos capítulos mais tristes dessa história, em 1904, 80% dos hereros foram mortos durante confronto com tropas alemãs na Namíbia.

Em Angola eles também se negaram a baixar a cabeça perante o colonizador português. Porém, é errado dizer que chegaram ao século 21 absolutamente à parte das populações urbanas que se desenvolveram no país africano a partir da instalação dos europeus. Ou seja, os hereros de hoje fazem comércio, frequentam escolas, consomem bebidas alcoólicas e alguns trocam seus bois por carros. No entanto, é inegável que, mesmo não tão isolados do que se habituou a chamar de “civilização”, preservam parte significativa de sua cultura.

O gado é fundamental para entender boa parte do modo de vida dos hereros. “O boi é tudo para eles, é a sobreviência. Do boi, tiram tudo. Tutano, leite, o óleo com o qual se banham, o excremento que usam para construir as casas onde moram. É o banco deles. E é muito interessante como descentralizam o patrimônio. Têm uma dimensão muito precisa do que necessitam para sobreviver e de como devem ser estruturadas as coisas”, explica Sérgio. O primeiro contato dele com os hereros foi em 1999, durante a realização de um programa para a televisão pública de Angola.

João Guerra/Divulgação
Sergio Guerra entre os muhimbas, durante produção de Hereros
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ESTRANHEZA E SEDUÇÃO

Na época, registrou imagens da etnia mukubal e demorou sete anos até que retornasse ao local, com o intuito de fazer uma exposição. Foi quando tomou conhecimento das outras etnias também incluídas no novo livro: muhimba, mutimba, muhakaona, mutua, mudimba e muchavicua. As 10 mil fotos que deram origem ao trabalho foram feitas entre junho e agosto do ano passado, quando ele e equipe formada por mais 17 pessoas viveram com grupos de hereros para documentar seus costumes.

Entremeadas exclusivamente com depoimentos de membros das diversas etnias visitadas, as imagens são resultado de preocupação mais documental do que estética. É por isso que são encontradas, por exemplo, imagens em sequência registrando rituais como o da circuncisão. O que não significa que o leitor não encontrará fotos de tirar o fôlego, seja pela qualidade técnica e artística, seja pela estranheza do personagem ou situação.

“Dizer que são primitivos é um comentário muito comum. É muito difícil olhar para outra cultura fora da nossa lógica. A reprodução desse raciocínio não permite que se enxergue o valor e a capacidade que esse povo tem de autogestão”, analisa. Nesse sentido, Sérgio se impressionou ao verificar o alto grau de solidariedade dos hereros: “Se você está num grupo e oferece alguma coisa a uma pessoa com quem tem empatia maior, automaticamente ela pega isso, seja lá o que for, e leva para ser dividido. Vi isso entre crianças e adultos. Eles são muito solidários entre si, apesar de terem uma relação afetuosa muito independente. As crianças começam nisso muito cedo, vão para o pasto, dormir fora. Sem essa relação de possessividade”.

LÍNGUA E FUTURO

Autor dos livros Álbum de família, Duas ou três coisas que vi em Angola, Nação coragem e Parangolá – todos sobre povos angolanos –, Sérgio está produzindo ainda uma série de TV e um documentário sobre as etnias que aparecem em Hereros. “Sempre acabo estabelecendo relações nesse trabalhos e elas sempre têm continuidade. Até hoje mantenho relações com as pessoas que foram fotografadas para minhas exposições Salvador negroamor e Lá e cá”, conta ele, integrante de ONG em Salvador (onde também mora) que desenvolve trabalhos em comunidades locais.

Em Angola, está em negociação para montar uma escola para os hereros, mas baseada na língua deles. “Esse é problema, pois, quando entra o Estado e a escola é feita em português, o que ocorre frequentemente é que o professor chega lá e mal sabe falar a língua”, conta. Trata-se de desejo manifestado por eles, acrescenta: “O próprio soba Mutili, guia deles, já havia tentado várias vezes construir uma escola e sempre que o administrador chegava lá, dizia que o espaço não era adequado e os professores nunca vinham”.

Mais do que levar a imagem desse povo para o mundo, o livro, acredita Sérgio Guerra, poderá ajudar na consolidação de outra imagem do país no exterior: “Dessa Angola étnica não temos muita informação. A imagem é a da guerra, mais urbana. O país ainda não despertou para todo o potencial turístico que tem. Isso pode ser bom para os hereros, como é para o povo masai, no Quênia. No fundo, eles querem um pouco mais de água e de escola para poder estabelecer relação mais de igual para igual com a sociedade moderna”, conclui.

HEREROS – ANGOLA
De Sérgio Guerra
Edições Maianga, 260 páginas, R$ 190

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.http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2010/04/21/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=23248/ficha_agitos.shtml
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quarta-feira, 21 de Julho de 2010


Mulheres Muhimbas da aldeia do senhor Tchimbari Kezumo Bingue, Biquifemo, Namibe, em Angola.
Imagem: Sérgio Guerra/Divulgação

Duas exposições do fotógrafo brasileiro Sérgio Guerra, em Luanda e em Lisboa, vão permitir redescobrir os Hereros, povo Banto que vive no sul de Angola e que atravessou décadas de conflito mantendo os seus traços culturais. 
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As duas exposições resultam das mais de 10 mil imagens e mais de uma centena de depoimentos que Sérgio Guerra, 50 anos, registou em Julho e Agosto de 2009 quando viveu com os Hereros. “Pouquíssima gente em Angola os conhece de perto, os conseguiria identificar ou simplesmente nomear os subgrupos que formam os Hereros”, diz Guerra.
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Um dos aspectos mais reveladores é, sem dúvida, a poligamia da mulher e numa sociedade patriarcal. Enquanto os maridos viajam, transportando gado, elas podem ter relações sexuais fora do casamento. E, caso engravidem, é comum que os maridos assumam os filhos.
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As exposições decorrerão, em Luanda, entre o dia 27 deste mês e 26 de Agosto, no Museu de História Natural e, em Lisboa, de 19 de Agosto a 18 de Setembro, na Galeria Perve.
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Fotógrafo brasileiro lança livro sobre a etnia herero

A primeira vez que Sérgio Guerra teve contato com a etnia foi em 1999, durante a gravação de programa de TV

26 de abril de 2010 | 9h 38



AE - Agência Estado
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A etnia herero, que habita a região central de Angola, na África, é composta por pastores polígamos e seminômades. Ninguém conhece tão bem esse povo - nem mesmo os angolanos - quanto o pernambucano Sérgio Guerra, 49 anos. Fotógrafo e publicitário, há 12 anos Guerra vive e trabalha em Angola, na área de comunicação do governo. Fascinado pela cultura dos herero, ele lança amanhã na Livraria Cultura Villa Daslu, em São Paulo, o livro "Hereros - Angola", uma bela edição, com 242 imagens nas quais registrou cenas do cotidiano, cerimônias e costumes desse povo.
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Divulgação/Sérgio Guerra
Divulgação/Sérgio Guerra
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Fotógrafo pernambucano vive e trabalha há 12 anos em Angola, na África
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A primeira vez que Sérgio Guerra teve contato com a etnia foi em 1999, durante a gravação de um programa de TV para a emissora estatal de Angola. Desde então e até o ano passado, Guerra retornou ao local outras vezes, sempre fotografando o jeito de viver do povo herero. Até que decidiu lançar o livro. "Numa das viagens, passei dois meses ininterruptos na tribo, registrando os costumes deles. Fiz grandes amigos lá", diz.
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Mas não foi fácil para Guerra, que é vegetariano. Os herero possuem costumes completamente diferentes. O gado que eles criam é parte da dieta, com leite e carne. Eles desprezam o peixe e ocasionalmente caçam e coletam frutos. Apesar de ter acesso a água, o povo não toma banho e protege a pele com uma espécie de manteiga misturada com raspas de uma pedra rica em óxido de ferro. "É por isso que nas fotos eles têm uma coloração meio avermelhada. De fato, a mistura protege a pele. Não senti nenhum odor", conta Guerra.
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Mas não tomar banho é a faceta menos intrigante desse povo. Todas os bebês meninos devem ser circuncidados e as meninas, assim que menstruam, devem fazer sexo com um primo para prepará-la para o casamento. "Eventualmente, algumas engravidam. Se já estiverem prometidas a um marido, o filho será considerado como sendo dele. Caso contrário, será do primo que a engravidou", diz. Uma das marcas registradas dos herero é a falta dos três dentes incisivos inferiores (os da frente). Os dentes são arrancados num ritual de passagem da adolescência para a vida adulta. O procedimento é feito com um pedaço de pau e pedra. "Quando a dor passa, o jovem fica orgulhoso em mostrar a boca sem os três dentes."
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O povo herero também é bastante festivo. Sempre que um bebê nasce, ocorre uma grande celebração na aldeia. "Quando são gêmeos, a festa é maior ainda", diz Guerra. Quando um dos gêmeos morre, o irmão ganha uma tora de madeira, representando o que morreu e que ele deverá guardar pelo resto da vida. Momentos como esses, que mostram instantes bem particulares da tribo, foram registrados pelas lentes de Sérgio Guerra em belíssimas fotos, ampliadas nas 260 páginas do livro. As informações são do Jornal da Tarde. 
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cidades, cores, ornitólogos e fotografias na seleção do BES


Artes Plásticas
por Lusa



Diário de NotíciasCarlos Azeredo Mesquita, Eduardo Guerra, Miguel Ferrão e Mónica Baptista são os jovens artistas seleccionados, por unanimidade do júri, na 5.ª edição do concurso BES Revelação, anunciou hoje a organização.
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Os quatro artistas receberão uma bolsa de produção de 7500 euros cada, e as obras serão expostas no Museu de Serralves, no Porto, em Novembro de 2010.
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O prémio foi instituído há seis anos pelo Banco Espírito Santo, com o objectivo de 'fomentar a mais jovem produção artística nacional' e é aberto a candidatos até aos 30 anos, portugueses ou residentes em território nacional.
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O júri do concurso deste ano foi composto pela curadora independente Margarida Mendes, programadora do espaço The Barber Shop, em Lisboa, o neozelandês Simon Rees, curador chefe do Centro de Arte Contemporânea de Vilnius (Lituânia), o curador e crítico de arte italiano Simone Menegoi, colaborador da revista Kaleidoskope, e ainda o curador e artista francês Pierre Leguillon.
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O projecto de Carlos Azeredo Mesquita (1988) intitula-se 'The Radiant City' e consiste numa série de fotografias de caravanas nos subúrbios da cidade de Budapeste, numa reflexão sobre o destino das utopias e a utilização da fotografia enquanto ferramenta documental. O artista é finalista do curso de design da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.
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'Uma teoria particular' é o título do projecto de Eduardo Guerra (1986), a partir da Teoria das Cores de Goethe, e cruza a escultura com o som. Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, o jovem frequenta um mestrado em Filosofia/Estética na Universidade Nova de Lisboa.
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Em idêntica situação académica encontra-se Miguel Ferrão (1986), que levou ao concurso BES Revelação um projecto com o nome de 'Diálogo de Ornitólogos', uma instalação em que utiliza vídeo, serigrafia e texto.
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A proposta de Mónica Baptista (1984) é um 'filme animado a partir de centenas de rolos fotográficos de diapositivos', a misturar em filme registos diarísticos, pessoais e políticos. A artista é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto e tem trabalhado em cinema experimental.
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sábado, 24 de abril de 2010

Fotografia: os Encontros que “mudaram” a imagem, em Coimbra

 
Lídia Pereira


Coimbra, 1980. Numa das secções culturais da AAC nascia um evento que, como outros pensados no edifício da Padre António Vieira, haveria de fazer história.

Quando as portas do Centro de Artes Visuais (CAV), em Coimbra, no Pátio da Inquisição, se abrirem amanhã à noite para darem lugar à inauguração de mais uma das suas produções, estarão a marcar um momento que ficará na história do projecto e da cidade.

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Então, com as exposições “Dessine-moi un voyage”, de Jean-François Pirson, e “A$T”, mais um momento Projectroom, desta vez assinado por Joana Bastos, o CAV assinala os 30 anos passados sobre a criação dos Encontros de Fotografia de Coimbra. Oportunidade para recuperar a memória de um evento que, partindo de Coimbra, marcou como poucos a dinâmica cultural do país.

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Não será muito, mas três décadas - das quais uma é de “interregno” - são suficientes para introduzirem um vácuo imenso na memória cada vez mais efémera de uma comunidade urbana maioritariamente estudantil. O que não é verdade para toda uma geração que “nasceu” para Coimbra com os “encontros” e que alimenta, hoje ainda, alguma nostalgia, muito fomentada pela desatenção crescente da cidade para alguns dos seus mais estruturantes projectos culturais.

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Nascidos em 1980, os Encontros de Fotografia de Coimbra moldaram a cultura da imagem fotográfica em Portugal, mas não conseguiram resistir a um conjunto de condicionalismos locais e nacionais que, cruzados, ditaram há uma década a “suspensão” do festival.

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Ainda que sem o projecto que criou em Portugal a cultura da imagem fotográfica, Coimbra “herdou” dos Encontros de Fotografia um espaço e uma colecção, notáveis, ambos. Espaço que amanhã irá abrir-se de novo, para mostrar duas novas exposições nascidas da teimosa persistência de uma equipa, liderada desde sempre por Albano Silva Pereira.

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Desta vez, a grande proposta centra-se no “universo da viagem”. Através da obra de Jean-François Pirson, todos são convidados a um longo itinerário a passar por lugares tão díspares como Bruxelas, Montreal, Lisboa, Porto, Marraquexe, Cairo, Alto Atlas, Daca, Damasco, Teerão ou Pequim. 

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Ao longo dos últimos 30 anos - todos os que passaram desde que, em Maio de 1980, aconteceu a primeira edição dos Encontros de Fotografia de Coimbra -, muito mudou na cultura da imagem fotográfica em Portugal. Estabelecida e cimentada com o festival que transformou Coimbra e, por consequência, Portugal, num dos mais significativos pólos de divulgação da vanguarda mundial da arte fotográfica, nem por isso foi possível manter o evento que, durante duas décadas, criou públicos e permitiu a emergência de nomes hoje fundamentais.

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Para bem da memória e do percurso, ficou o Centro de Artes Visuais - esse espaço magnífico que Coimbra tem a obrigação de tratar melhor ou, pelo menos, com mais eficácia -, e ficou ainda uma colecção invejável a todos os títulos.

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Mantendo acesa a esperança que o bom senso prevaleça e o trabalho fundador e fundamental dos Encontros de Fotografia de Coimbra seja retomado e, desejavelmente, ampliado a outros campos que durante anos foram alimentado sonhos e projectos, há que festejar o facto de ciclicamente, as portas do Centro de Artes Visuais se abrirem para um novo encontro com a fotografia.
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http://www.asbeiras.pt/?area=cultura&numero=82346&ed=23042010
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CAV de Coimbra mostra obra fotográfica do belga Jean-François Pirson

por Agência Lusa, Publicado em 23 de Abril de 2010  |  Jornal i - Actualizado há 8 horas


O Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra inaugura sábado uma exposição do fotógrafo belga Jean-François Pirson, que retrata as errâncias do artista por vários locais do mundo.
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“Dessine-moi un voyage” é o título da exposição, que se centra no universo da viagem. Um diário de viagem do artista que tem início em Bruxelas e passa por lugares tão distintos como Montreal, Lisboa, Porto, Marraquexe, Cairo, Alto Atlas, Daca, Damasco, Teerão ou Pequim.
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Trata-se de “um itinerário longo, com características culturais, sociais, humanas e paisagísticas diversas e complexas”, refere uma nota de divulgação do CAV.
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“Um diário de viagem. É o que Jean-François Pirson nos apresenta, através de desenhos, colagens, pequenos textos, de um ou outro objeto, mas, sobretudo, através de fotografias”, acrescenta.
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Arquiteto de formação e pedagogo, segundo os organizadores - Jean-François Pirson “trabalha em torno da pesquisa sobre o espaço e o movimento, na sua relação com o individual e com o social, num mapeamento de lugares, modos de vida, paisagem, pessoas”.

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terça-feira, 9 de março de 2010

Fotógrafo Paulo Nozolino preocupado com «o estado do mundo»

Diário Digital - domingo, 7 de Março de 2010 | 00:43
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O fotógrafo Paulo Nozolino afirmou hoje que está preocupado com o «estado do mundo» e que são poucos os artistas que ainda reagem à situação atual.
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O criador da área das artes visuais foi um dos distinguidos com o prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura (AICA/MC) 2009, também atribuído, a título póstumo, ao arquiteto açoareano Paulo Gouveia (1939-2009).
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Os prémios são atribuídos anualmente a duas personalidades «cujo percurso profissional seja considerado relevante pela crítica, e cujo trabalho tenha estado particularmente em foco no ano a que diga respeito».
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Diário Digital / Lusa
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Encontro de editores de fotojornalismo iberoamericanos, em Madrid



Fotojornalistas iberoamericanos dizem que modelo gratuito dos media na Net é “suicídio”

Público - 30.01.2010 - 16:23 Por Lusa
Vários editores de fotografia de jornais espanhóis e latino-americanos defenderam hoje a cobrança do acesso a conteúdos on-line e expressaram reservas quanto à figura do “fotojornalista-orquestra”, que se multiplica a fazer fotografias e vídeos.
Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade 
pedida à profissão, por causa do vídeo  
 
Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade pedida à profissão, por causa do vídeo (Hugo Calçada (arquivo))
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“A não cobrança não está a funcionar. É um modelo que está a esgotar-se”, disse à agência EFE Dani Yako, do jornal argentino “Clarin”, antes da sua intervenção no encontro de editores de fotojornalismo ibero-americanos que decorre em Madrid.
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O encontro marcou o encerramento do Transatlântica, um fórum do Festival de fotografia PhotoEspanha criado em 2009 para fomentar o intercâmbio entre instituições e profissionais espanhóis e latino-americanos.
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No encontro estiveram também representantes dos jornais espanhóis “El Mundo”, “El País” e “La Vanguardia”, o brasileiro “Folha de São Paulo” e o mexicano “Excelsior”, que analisaram o estado de saúde do fotojornalismo iberoamericano.
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A fotografia na América Latina está “ao mais alto nível internacional” e, em Espanha, é “cada vez melhor”, disse o presidente da PhotoEspanha, Alberto Anaut.
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Os conferencistas abordaram ainda o visionamento dos conteúdos dos media na Internet, que a maioria dos presentes defendeu dever passar a ser pago.
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“Penso que mais tarde ou mais cedo o acesso aos conteúdos passará a ser pago. A quem ocorreu que o trabalho na Internet teria que ser gratuito?”, referiu Ulises Castellanos, do “Excelsior”, acrescentando que a gratuitidade “é um suicídio”.
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Por outro lado, Carla Romero, do “Folha de São Paulo”, defende “o acesso a conteúdos gratuitos na Internet”, embora admita que as próximas gerações terão que pagar, caso triunfem iniciativas como a do “New York Times”.
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O norte-americano “New York Times” anunciou que irá passar a cobrar o acesso aos conteúdos on-line do jornal a partir de 2011.
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Outra realidade que inquieta os editores de fotografia é o aparecimento do “fotojornalista-orquestra”, um profissional que além de fotografar faz também vídeos.
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Ulises Catellano é contra esta nova realidade, já que acredita que “as duas coisas não sairão bem feitas”.
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“Tirar fotografias é uma especialidade. Fazer vídeos é outra”, lembrou.

A opinião é partilhada por Dani Yako, que considera que a multiplicidade de funções “retira profissionalismo e qualidade” ao trabalho do fotógrafo. 
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Encontro de editores de fotojornalismo iberoamericanos, em Madrid



Fotojornalistas iberoamericanos dizem que modelo gratuito dos media na Net é “suicídio”

Público - 30.01.2010 - 16:23 Por Lusa

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Vários editores de fotografia de jornais espanhóis e latino-americanos defenderam hoje a cobrança do acesso a conteúdos on-line e expressaram reservas quanto à figura do “fotojornalista-orquestra”, que se multiplica a fazer fotografias e vídeos.
Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade pedida à profissão, por causa do vídeo  
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Os fotógrafos iberoamericanos criticaram a multifuncionalidade pedida à profissão, por causa do vídeo (Hugo Calçada (arquivo))
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“A não cobrança não está a funcionar. É um modelo que está a esgotar-se”, disse à agência EFE Dani Yako, do jornal argentino “Clarin”, antes da sua intervenção no encontro de editores de fotojornalismo ibero-americanos que decorre em Madrid.
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O encontro marcou o encerramento do Transatlântica, um fórum do Festival de fotografia PhotoEspanha criado em 2009 para fomentar o intercâmbio entre instituições e profissionais espanhóis e latino-americanos.
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No encontro estiveram também representantes dos jornais espanhóis “El Mundo”, “El País” e “La Vanguardia”, o brasileiro “Folha de São Paulo” e o mexicano “Excelsior”, que analisaram o estado de saúde do fotojornalismo iberoamericano.
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A fotografia na América Latina está “ao mais alto nível internacional” e, em Espanha, é “cada vez melhor”, disse o presidente da PhotoEspanha, Alberto Anaut.
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Os conferencistas abordaram ainda o visionamento dos conteúdos dos media na Internet, que a maioria dos presentes defendeu dever passar a ser pago.
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“Penso que mais tarde ou mais cedo o acesso aos conteúdos passará a ser pago. A quem ocorreu que o trabalho na Internet teria que ser gratuito?”, referiu Ulises Castellanos, do “Excelsior”, acrescentando que a gratuitidade “é um suicídio”.
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Por outro lado, Carla Romero, do “Folha de São Paulo”, defende “o acesso a conteúdos gratuitos na Internet”, embora admita que as próximas gerações terão que pagar, caso triunfem iniciativas como a do “New York Times”.
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O norte-americano “New York Times” anunciou que irá passar a cobrar o acesso aos conteúdos on-line do jornal a partir de 2011.
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Outra realidade que inquieta os editores de fotografia é o aparecimento do “fotojornalista-orquestra”, um profissional que além de fotografar faz também vídeos.
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Ulises Catellano é contra esta nova realidade, já que acredita que “as duas coisas não sairão bem feitas”.
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“Tirar fotografias é uma especialidade. Fazer vídeos é outra”, lembrou.
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A opinião é partilhada por Dani Yako, que considera que a multiplicidade de funções “retira profissionalismo e qualidade” ao trabalho do fotógrafo. 
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sapo disponibiliza Arquivo Fotográfico da Lusa

moldura rostos.pt - o seu diário digital
Rostos
Lisboa, 26 de Novembro 2009
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Sapo disponibiliza Arquivo Fotográfico da Lusa
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A História de Portugal recente em imagens<br>
Sapo disponibiliza Arquivo Fotográfico da Lusa• Acervo fotográfico de cerca de 2 milhões de imagens
• Disponíveis para todos, de forma gratuita
• Acessível em qualquer lugar do mundo

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Lisboa, 26 de Novembro 2009 – O portal Sapo e a Agência de Notícias Lusa vão disponibilizar o arquivo fotográfico da agência noticiosa portuguesa de forma gratuita em http://fotos.sapo.pt/lusa. São cerca de 2 milhões de imagens, num acervo que será enriquecido diariamente com cerca de 600 imagens produzidas pela Lusa e pelas Agências Internacionais com quem tem acordos.
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Este arquivo está organizado em 13 categorias: Economia, Política, Desporto, Arte e Cultura, Sociedade, Ciência e Tecnologia, Saúde, Religião, Educação, Ambiente, Moda, Música e Cinema, Personalidades, entre outras, e tem todas as fotografias da Lusa desde 1979.
O arquivo tem também disponíveis algumas imagens anteriores a 1979 que foram digitalizadas a posteriori, sendo que a fotografia mais antiga é de 1924, e que relatam alguns dos principais acontecimentos da história de Portugal e do Mundo.

Com a disponibilização gratuita deste arquivo fotográfico, o portal Sapo dá a possibilidade a que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa aceder e utilizar estas imagens. A navegação será feita através do Sapo Fotos e permite que as imagens possam ser utilizadas, de forma gratuita (apenas com utilização de marca de água) em trabalhos escolares, académicos ou profissionais. Caso se pretenda utilizar as imagens em alta resolução e sem marca de água, para efeitos jornalísticos, estas podem ser adquiridas directamente à Lusa.

A disponibilização deste arquivo que conta em imagens a nossa história mais recente, representa para o Sapo um reforço na estratégia de disponibilização de conteúdos relacionado com Portugal, quer sejam conteúdos escritos, filmados ou fotografados e será um complemento à parceria já estabelecida entre o portal e a Lusa, para a disponibilização de outros conteúdos editoriais.

No seguimento desta aposta em conteúdos editoriais, o Sapo e a Lusa estão já a trabalhar para o lançamento do arquivo de notícias da Lusa na pesquisa do Sapo. Este serviço consistirá em, através da pesquisa do Sapo, encontrar o título e ter acesso à notícia completa da agência noticiosa.
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Rostos 26.11.2009 - 17:38

domingo, 12 de julho de 2009

Évora: Exposição de Bert Teunissen no Palácio de D. Manuel




quinta-feira, 9 de Julho de 2009 | 15:15

Uma exposição de fotografia do holandês Bert Teunissen, intitulada «Domestic Landscapes», que conta com a colaboração do Museu da Imagem e da Câmara Municipal de Braga, está patente até finais de Julho no Palácio de D. Manuel, em Évora.
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Bert Teunissen nasceu na Holanda em 1959, tendo iniciado a sua carreira de fotógrafo em 1984, em Amesterdão, como assistente de Brian Morris.

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Recentemente, desenvolveu o projecto «Domestic Landscapes», cujas imagens relativas a Portugal foram pela primeira vez apresentadas no Museu da Imagem de Braga.

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Neste projecto, Teunissen percorre o interior do país, conseguindo uma relação de forte cumplicidade com alguns habitantes, o que lhe permite invadir a sua intimidade e aí fotografá-los de forma natural.

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Diário Digital / Lusa
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ver

bertteunissen - «Domestic Landscapes»

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