Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

terça-feira, 30 de maio de 2017

Muralhas de Setúbal - Fortes da Estrela, do Moinho de Pau e da Bela Vista

* Victor Nogueira

Situados em pontos elevados para defesa da Vila de Setúbal estavam o Forte Velho ou de S. Luís Gonzaga, na freguesia de N. Sra da Anunciada, que controlava os acessos a Palmela e a Azeitão, e o Forte da Estrela, na de S. Sebastião. Embora amputado, o 1º ainda existe, enquanto deste último resta apenas a memória na Ladeira que tomou o seu nome. Fronteiro ficaria o Forte do Moinho de Pau, que seria de material mais precário, ambos na zona onde se situa o Estádio de Futebol do Comércio e Indústria. Um moinho de vento no topo da Quinta do Aranguez foi demolido nos anos 80 / 90 do século XX para dar origem a uma nova urbanização.



Fotte da Estrela (planta do sec XVII) (pormenor) - à direita o Convento de S. João


Planta da Fortificação de Setúbal, de João Rodrigues Mouro, mas redesenhada por João Tomás Correia (BNP.Reservados . In CORREIA , 1699-1743 (pormenor)


Planta da Fortificação de Setúbal, de João Tomás Correia (BNP.
Reservados . In CORREIA, 1699-1743  (pormenor)


planta das muralhas 1834 (pormenor)


O Forte da Estrela na planta de Ambrósio Borsalino, 1661 (pormenor)



Lugar onde se situariam os Fortes da Estrela e do Moinho de Pau


Sobre o Forte da Bela Vista que se situaria onde actualmente estão o Bairro Azul ou do Forte da Bela Vista e o Depósito de água e estação elevatória nada encontrei embota tenha a ideia de ali  ter havido uma Bateria DCA (Defesa contra aviões). Não se trataria duma fortificação seiscentista inserida na defesa da Independência a partir de 1640 porquanto nessa altura e até meados do século XX aquele era um lugar ermo, a cidade terminando em S. Domingos / Palhais. Era em meados desta data zona extra-muros, zona de quintas agrícolas e de bairros de lata do operariado, como os da Monarquina, Dias ou Mal Talhado ou da chamada "aristocracia" operária (Santos Nicolau) de habitação social  para a pequena burguesia (N. Sra da Conceição) ou para o operariado (Bairro Carmona ou Afonso Costa), este demolido pela gestão do PS-PSD / Mata Cáceres de betonização pata a especulação urbanistica. Aliás e a talhe de foice esta mesma filosofia fes com que a gestão PS-PSD / Mata Cáceres equacionasse a demolição dos bairros da Bela Vista, das Palmeiras e Azul, que terá abandonado devido aos elevados custos do realojamento dos seus habitantes.


"Despertar", escultura de João Limpinho


Bairro Azul ou do Forte da Bela Vista e estação elevatória e depósito de água da Bela Vista

Na planta de Ambrosio Borsalino (1661) de que abaixo se apresentam pormenores surge uma fortificação que poderá ser a do Forte do Moinho de Pau mas que admito seja a do Forte da Bela Vista e, assim sendo, as minhas considerações anteriores não seriam correctas.


Forte da Bela Vista (?)


Fortes da Estrela e da Bela Vista (?)

2 comentários:

miguel_sousa1996 disse...

No recorte da planta de Ambrosio Borsalino (1661) que tu apresentas no final do post, o que está representado é (de cima, para baixo - que também pode ser tido como de Oeste para Este): a Torre do Outão, o Forte de São Filipe e o Convento de São Francisco...

Victor Nogueira disse...

Grato pela rectificação