Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 10 de junho de 2020

O Farol de Santa Maria ou da Gibalta, em Caxias

 * Victor Nogueira


fotos victor nogueira - Caxias - Farol de Santa Maria ou da Gibalta 


 CAXIAS - Vila célebre pelo Forte de Caxias, prisão política no tempo do fascismo e nos tempos subsequentes ao 25 de Abril, nela está também o Hospital Prisional. Para além disso alguns edifícios de quintas, o Convento da Cartuxa e a Quinta Real de Caxias, recentemente aberta ao público. Nesta destacam-se o jardim geométrico e uma cascata sumptuosa, com estátuas carcomidas pelo tempo ( ). A quinta era lugar de recreio da família real, ao fim do dia, quando veraneava em Queluz. As casas não são sumptuosas e uma delas tem uma varanda com painel de azulejos. Até há pouco estes edifícios albergaram o Instituto de Estudos Psicotécnicos do Exército. O convento da Cartuxa tem defronte da entrada principal, junto à ribeira de Barcarena, um pequeno jardim com oliveiras aparentemente centenárias, num largo com casas com telhado de duas águas, estilo chalet. Na marginal, numa curva apertada, encontram-se o farol e o Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo, também conhecido como Forte da Gibalta ou Forte da Ponta do Guincho (Notas de Viagens 1997)

O Farol da Gibalta, juntamente com os Faróis do Esteiro e da Mama, veio substituir os antigos Faróis, construídos originalmente entre 1878 e 1879, instalados no Alto de Caxias e Porto Côvo. No entanto, em 1952, houve um desabamento de terras e a consequente destruição da antiga estrutura. A actual construção entrou em funcionamento em 1954.

  


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