Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Angola - Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima

* Victor Nogueira


A Muxima, nas margens do Rio Quanza, foi fundada em 1599 e nela se encontram a Igreja e Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, cuja imagem é a mais venerada e de maior devoção popular em Angola e em toda a África. O seu forte edificado em 1581 e profundamente remodelado no século seguinte, com funções similares às de Massangano. Também neste forte e presídio se refugiaram e resistiram os portugueses durante a ocupação holandesa de Angola (1641 a 1648) (Wikipedia) A imagem de N. Sra da Muxima é venerada pelos povos angolanos.





Muxima – Igreja de N. Sra da Conceição e Rio Cuanza – postal ilustrado (cerca de 1940) ([1])
Igreja de N. Sra da Muxima ([2])
Igreja de Nossa Sra da Muxima - postal ilustrado c. 1902 ([3])



O conjunto musical angolano Duo Ouro Negro tem a este santuário dedicada uma música, “Muxima





Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Se uamgambé uamga uami
Gaungui beke muá Santana
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Se dizes que sou feiticeiro
Leva-me então a Santana
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Lagi ni lagi kazókaua
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima





[1] - In Loureiro, João - “Memórias de Luanda” Edição MaisImagem Comunicação Global Lda, Lisboa 2002
[2] - in Batalha, Fernando – Povoações históricas de Angola, Livros Horizonte Lisboa, 2008
[3] - in Delcamp.net

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