Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Tui (Galiza) - coreto

* Victor Nogueira

Por uma ponte de ferro, com trânsito alternado devido à sua pouca largura, já sem posto fronteiriço, passamos para Espanha, para a cidade de Tui, uma povoação de pedra, escura e pesada como são as do húmido Norte, com ruas estreitas e tortuosas, aqui e além um arco atravessando uma ruela. 


Sobressai na lembrança uma imponente e pesada igreja com rosáceas, defronte a um terreiro, e as casas ao longo das ruas, com a elegância dada por varandas salientes, de ferro, envidraçadas, novidade para mim. A igreja é uma catedral fortaleza românico gótica, símbolo da ligação entre os poderes espiritual e temporal, da confusão entre senhorios da Igreja e terratenentes medievais, de que as ordens religiosas e militares são também testemunho. No Paseo de la Corredera, uma das praças da cidade na avenida principal,  encontro um coreto, que fotografo já de noite  (1997.08.21 e 1998.06.07)

foto victor nogueira - Tui (Galiza) - coreto - rolo 349 - (1998.06.07)

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