Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Eduardo Gageiro em exposição na livraria Círculo das Letras



Fotojornalista mostra “Silêncios”
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Público - 18.01.2010 - 13:50 Por Lusa
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Uma selecção de trinta fotografias de Eduardo Gageiro captadas nos últimos 50 anos foi reunida na exposição “Silêncios” que é hoje inaugurada na livraria Círculo das Letras, em Lisboa, com a presença do fotojornalista.
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As imagens são retiradas do livro “Silêncios”, com duas centenas de fotografias, acompanhadas por textos da escritora Lídia Jorge, lançado em 2008 na Mãe d’Água, em Lisboa.
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Na altura, numa entrevista à Lusa, Gageiro, agora com 74 anos, observou que aquele era o mais intimista dos seus livros porque tinha sido criado num período em que se sentia muito debilitado, depois de ter sido confrontado com uma doença oncológica em 2007.
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Imagens captadas um pouco por todo o mundo, na natureza, crianças, pessoas que se destacam sozinhas na paisagem urbana - entre elas uma de António Oliveira Salazar inédita - revelam momentos de introversão ou isolamento com que Eduardo Gageiro se identificou num momento difícil da vida.
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A partir de hoje, uma nova selecção de trinta fotografias de “Silêncios” pode ser vista na Círculo dos Livros, na Rua Augusto Gil, onde ficará patente até 6 de Fevereiro.
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Na inauguração, às 19h00, além do autor, vai estar presente Maria Antónia Palla para falar sobre a obra de Gageiro, uma das grandes referências do fotojornalismo em Portugal, galardoado com mais de trezentos prémios.
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Durante toda a carreira - trabalhou como fotojornalista, entre outros, no “Diário de Notícias”, “O Século Ilustrado”, revista “Sábado” - Eduardo Gageiro interessou-se pelo drama humano. Marcaram-no, por exemplo, as expressões dos antigos operários a pedir esmola em frente à conhecida Fábrica de Loiça de Sacavém, onde nasceu. E foram as expressões das pessoas, espelho de sentimentos vários, que quis captar com a máquina fotográfica, optando pelas imagens a preto e branco.
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Lisboa 1965  - Eduardo Gageiro
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