Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vila do Conde: os dias finais

* Victor Nogueira (texto e fotos)

Vou a Vila do Conde em busca de uma livraria e pessoas a quem pergunto se existe alguma na cidade desconhecem o que é uma livraria e outra remete-me para as traseiras do Tribunal. O que encontro é apenas um estabelecimento que vende bugigangas e livros escolares, com uma estante com livros, pouco variada, alguns em saldo, dos quais compro apenas um, que se revela interessante: de Leon Goldensohn, "Entrevistas de Nuremberga", feitas por este psiquiatra norte-americano a réus e testemunhas de nazis no Tribunal Internacional. Interessante constatar que norte-americanos e britânicos, ao contrário dos soviéticos, queriam execuções sumárias, sem qualquer julgamento. Mas elucidativo é que não poucos dos réus e testemunhas preferiam estar sob a alçada da Grâ-Bretanha e dos EUA a terem-se rendido aos sovieticos, apresentados como bárbaros e sanguinários pelos nazis, que pretendiam uma paz separada com o Ocidente que os apoiasse na continuação da investida guerreira e anticomunista.

Estas são as fotos desse dia, entre o parque de estacionamento gratuito e sempre com lugares vagos adjacente ao mercado, salvo à 6ª feira de manhã, dia do mercado semanal. e as trazeiras do Tribunal, defronte do qual um centro comercial sem lojas vagas, as tem todas fechadas a partir das 19 horas, vazios de gente os corredores iluminados. O Mercado Municipal ainda ostenta o nome do Engº Duarte Pacheco, dinâmico ministro e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa durante o tempo do fascismo, tal como ainda se manterá o do General Carmona, na Ponte sobre o Rio Tejo em Vila Franca de Xira. A Duarte Pacheco já depois de Abril o Município de Lisboa ergueu um feio conjunto escultórico ao Engenheiro que lançou a auto-estrada Lisboa-Cascais, nos anos 40, concluída apenas décadas depois e já depois de 1974.












igreja de Rio Mau




igreja de N. Sra do Socorro, foto em exposição num estabelecimento comercial








conjunto escultórico na fachada do Teatro Municipal





casa-museu de José Régio




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