Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sábado, 5 de dezembro de 2020

fontenários e chafarizes 22 - Vila Nogueira de Azeitão - Fonte dos Pasmados

* Victor Nogueira









«A construção do chafariz de Vila Nogueira de Azeitão foi impulsionada pelo Juíz de Fora Agostinho Machado de Faria, homem notabilíssimo pelo seu dinamismo à frente do cargo, com uma intensa actividade em prol do desenvolvimento e progresso da comunidade azeitonense. Entre os anos de 1764 e 1777, Machado de Faria fomentou a construção de diversas obras necessárias a Vila Nogueira de Azeitão, tais como a Real Fábrica de Tecidos de Algodão, a Casa da Câmara e o pelourinho, bem como vários fontanários, entre os quais o fontanário principal da vila. Também conhecido como "Chafariz dos Pasmados", o fontanário de Vila Nogueira de Azeitão foi projectado seguindo as regras de um formulário barroco tardio, influenciado estéticamente pela monumentalidade dos chafarizes da urbe lisboeta delineados por Carlos Mardel. Composto por uma estrutura tripartida, definida verticalmente por duas pilastras estriadas centrais e duas laterais, é rematado com recurso a um frontão interrompido com volutas, num jogo de formas contracurvas animado pela alternância de quatro fogaréus no remate das pilastras. Sob o tanque em mármore rosa e delineado em forma convexa, é esculpida uma moldura de linhas rectas e côncavas que enquadra uma jarra de flores, criando-se assim um diálogo de formas tipicamente barroco. É ainda de destacar, ao centro, o escudo de armas de D. José.» (in DGPC)


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