Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 22 de julho de 2017

Vila Nogueira de Azeitão

* Victor Nogueira

Região aprazível, cuja beleza foi parcialmente destruída após o afluxo populacional facilitado pela construção da ponte de Lisboa sobre o rio Tejo, com as (des)urbanizações de Xavier de Lima., com variadas povoações. Duma parte temos as povoações "antigas", como Vila Nogueira, Vila Fresca e Vendas,.com as suas quintas mais ou menos nobres, como a Quinta das Torres e Quinta da Bacalhoa, com as suas Casa do Fresco. Outra parte é Brejos de Azeitão ou a Quinta do Conde, de crescimento descontrolado.

Desenvolve‑se a vila, que já foi sede de município, ao longo da estrada nacional, destacando‑se num dos extremos a Praça da República, arborizada, com o palácio dos Duques de Aveiro, algo descaracterizado, o pelourinho, testemunho do tempo em que foi município (entre 1759 e 1855), a igreja de S. Lourenço, as Adegas José Maria da Fonseca e a imponente fonte dos Pasmados. Pelo interior da povoação pequenos largos, sossegados, com casas que o tempo ainda não descaracterizou totalmente. De enfiada, o crescimento urbano foi juntando antigas aldeias, como Aldeia Rica, Oleiros e Aldeia de Irmãos, com os seus palacetes, o largo ou adro da respectiva igreja ou capela, as casas modestas em ruelas curvilíneas.

            Em Vila Nogueira de Azeitão realiza-se um mercado mensal ao 1º domingo [de cada mês], que perdeu em tipicidade o que ganhou em "racionalismo" e funcionalidade. Com efeito., outrora, o mercado estendia‑se pela rua principal da vila, numa confusão de bancadas, toldos, vendedores, forasteiros e automóveis, no único acesso para Sesimbra. Hoje o mercado passou para um terreno mais para Norte, com instalações de apoio, vedado ao trânsito automóvel, perto de Pinhal de Negreiros, zona de vivendas, arborizada. Arborização que não chega ao marcado, aberto à torreira do sol ou à chuva de inverno.

Entre os seus produtos típicos destacam‑se as tortas e o queijo de Azeitão, para além do vinho moscatel. (Notas de Viagem, 1997)

No segundo domingo de cada mês realiza-se no Largo da  República uma Feira de Antiguidades e Velharias, para todos os gostos: livros, móveis, grafonolas, discos de vinil, máquinas fotográficas. ferro velho e ferragens ....



Placas toponímicas do Real Automóvel Clube de Portugal





Cemitério






Igreja de S. Lourenço e Cruzeiro





Igreja de S. Lourenço - interior






Pelourinho






Monumento ao poeta Sebastião da Gama






Fonte dos Pasmados







Adegas José Maria da Fonseca




Palácio do Salinas (Largo 5 de Outubro)


Fonte (Largo 5 de Outubro)



 Capela de Evocação a Nossa Senhora da Penha de França, adstrita ao Palácio de Salinas. Repare-se no óculo manuelino, do edifício do templo anterior.


Rua Engº António Porto Soares Franco (antiga Rua de Santo Antoninho)


Largo Dr. António Soares Franco


Rua da Misericórdia


Rua de Misericórdia, 60



 Brasão de armas de Fernando de Morais Madureira Machado Pimentel


Rua de Misericórdia, 60




Rua da Misericórdia







dissonante Estação dos CTT



Igreja e Santa Casa da Misericórdia
















Fonte de Aldeia Rica



Fotos em 2017.07.19 e 21
e em 2013.10.03 (interior da Igreja de S. Lourenço)

VER

Em Villa Fresca de Azeitão


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