Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Recantos de Setúbal 04 - Avenida António Maria Portela

* Victor Nogueira

Até ao início do século XX, para norte da muralha medieval que corria ao longo do que veio a ser a Avenida 5 de Outubro, era a zona das quintas e laranjais, na qual sobressaiam alguns moinhos de vento, o Forte da Estrela, entretanto desaparecido, e o Convento de S. João, para além da leprosaria medieval. O Bairro Salgado é originado por nela se construírem as moradias mais ou menos grandiosas dos patrões da indústria conserveira e armadores da pesca, em vivendas algumas delas arte nova, para além de prédios de rendimento para alojamento da burguesia menos endinheirada

Mas é só a partir dos anos 60 que a cidade começa a estender-se para norte, ocupando a fértil várzea agrícola. Limitado a leste pela Avenida António Maria Portela e pela linha férrea, o Bairro Salgado defronta-se nesta parte com um renque de casas modestas ao longo dum caminho que deveria ser a estrada vicinal anterior.  Entre este caminho e a escadaria de  gastos degraus que outrora deveria ter muito movimento pedonal, é o caos com parqueamento automóvel.







Troço do baluarte setecentista de Santo António






Google Earth

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