Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

.

«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 3 de julho de 2016

Cós (Coutos de Alcobaça) - Galeria A Dega





fotos victor nogueira - 1998.02.22 - Cós (Coutos de Alcobaça) - Galeria A Dega


Nesta antiga adega preservada funcionava na altura e creio que ainda funciona a Galeria A Dega, então com pinturas de vários autores, algumas interessantes. Desta Galeria se fala em http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=c5fb7aa0-ebb3-4231-a448-bb76bb58326d&edition=3
 de que se transcreve o seguinte excerto
        "José Martins Barata, nasceu em Castelo Branco, em 1944. Tal como a sua esposa, Helena Barros, sempre se recusou a largar a sua primeira paixão: a pintura. Recuperou uma antiga adega, propriedade da família, em Cós, Alcobaça. Manteve a traça original e até os utensílios para o fabrico do vinho. A ideia era expor os seus trabalhos aos amigos mas o inesperado sucesso faz com que, actualmente, mantenha uma intensa actividade, artística e empresarial. (...)

As pessoas gostam muito porque eu conservei a adega. Os empreiteiros que eu arranjei aconselharam-me a deitar tudo abaixo e construir tudo de novo porque ficava mais barato! Tive de ser eu a dirigir as obras com o auxílio de um pedreiro aqui da terra que sabe trabalhar a pedra. Inicialmente tinha a ideia de rebocar as paredes e pintá-las de branco pois receava que os quadros não funcionassem com as paredes em pedra. No entanto, um dia no decorrer da obra, apercebi-me que isso iria alterar o aspecto geral da sala. Então decidi experimentar para ver se funcionava. E funciona perfeitamente! Todo o tipo de pintura fica aqui bem.

Esta adega fazia parte do património do convento de Cós que foi vendido em hasta pública no tempo do liberalismo. Este edifício é do século XVII, a própria igreja é do século XVI mas as grandes obras foram feitas no século XVII. Foi o avô da minha mulher que comprou esta adega, conhecido como "o professor de Cós". A rua da galeria tem o seu nome José Santos Teodoro. A minha mulher ainda se lembra de ver fazer vinho aqui mas quando casei em 1971 já não se fazia. A agricultura do vinho já tinha sido substituída por pomares. Quando iniciei as obras a adega servia para arrumações, tinha muito lixo mas tinha tudo para funcionar. Ainda hoje tem tudo para funcionar como adega. Limitei-me a substituir o que estava velho e podre por novo e deixei tudo o resto. (...) " - Jornal Tinta Fresca 2006.03.01



Sem comentários: