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“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

segunda-feira, 1 de março de 2010

Gil Sibin - Boa Viagem: a diversidade da China



Editorias \ Caderno C
A Cidade - Sábado, 27 de Fevereiro de 2010 - 23h54

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O quarto maior país em extensão e também o mais populoso do planeta, com 1,3 bilhão de habitantes, guarda registros de civilizações de 8 mil anos atrás

Maria Fernanda Rodrigues
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Foto: Gil Sibin / Divulgação
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Complexa em sua diversidade social e política e rica em tradições milenares, a China chama a atenção, principalmente, por ser uma terra de contrastes. O quarto maior país em extensão e também o mais populoso do planeta, com 1,3 bilhão de habitantes, guarda registros de civilizações de 8 mil anos atrás.
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Até o século 18, a China manteve uma grande influência cultural sob as outras nações, principalmente no campo das artes e ciências.
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Nos séculos seguintes, o país sofreu um grande impacto com as guerras civis e invasões estrangeiras e reformas políticas que influenciaram diretamente o comportamento e o estilo de vida dos chineses.
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As transformações ocorridas nas paisagens rurais e urbanas, o contraste entre as antigas construções e a arquitetura arrojada contemporânea podem ser conferidos na mostra fotográfica "Made In China", do fotógrafo paulistano Gil Sibin, realizada na Casa da Cultura em parceria com o Museu de Arte de Ribeirão.
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A mostra reúne 30 fotografias e é parte de uma série de imagens registradas em 2008, durante duas viagens de Sibin à China.
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"Como também sou empresário, acabo aproveitando minhas viagens de trabalho para fotografar locais e momentos interessantes. Mas a viagem à China acabou se tornando uma oportunidade muito valiosa já que se trata de uma das civilizações mais antigas do mundo, com uma cultura muito diferente da qual estamos acostumados", diz.
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Aeroporto
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Sibin ressalta que sua primeira impressão ao pisar pela primeira vez no aeroporto de Pequim, capital da China, em fevereiro de 2008, foi uma grande e boa surpresa. O choque cultural e a dificuldade com uma língua totalmente desconhecida, tornaram a viagem um desafio ainda mais interessante.
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"A China expõe uma mistura muito grande criada em torno da cultura milenar junto com a força política imprimida pelo comando do Partido Comunista. E também pelas transformações decorrentes que surgiram com o início de aberturas política e econômica", ressalta.
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Ele conta que, em suas duas viagens, realizadas nos meses de fevereiro e julho, pode perceber uma grande diferença com estilo de vida ocidental, gerado não só pela língua, mas por um comportamento moldado pelo ambiente histórico que os chineses vivem atualmente.
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"Eles são muito reservados, mas ao mesmo tempo muito carinhosos e receptivos com os turistas. Interessados em ciência e tecnologia, dedicam-se ao avanço de pesquisas e em investimentos em modernidade. Ao mesmo tempo que conservam as tradições e folclore", comenta.

Cultura e gastronomia exóticas
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Aproveitando a onda de abertura econômica e política, a China revela-se - ainda que em passos lentos - um país com grande potencial turístico. A grande estrutura preparada para a realização dos jogos olímpicos de Pequim, em 2008, é a grande prova de que os Chineses querem mostrar o que podem oferecer aos estrangeiros.
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"As minhas viagens foram realizadas no ano em que a China se encontrava em evidência devido à Olimpíada e notei uma grande mobilização por parte dos chineses que preparam uma estrutura e uma organização interna muito voltada para os turistas estrangeiros. Percebi que era uma festa para o mundo, e não só para a população daquele país", acredita o fotógrafo Gil Sibin.
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A exótica culinária chinesa também é outro atrativo do país. Lá, come-se praticamente de tudo, incluindo insetos, aracnídeos e carne de cachorro e gato. Mas há também os pratos mais comuns como carneiro e pato.
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"A gastronomia chinesa também representa uma viagem cultural, já que lá eles comem tudo que voa, rasteja ou anda. Nas feiras de rua, é muito comum encontrar carrinhos com espetinhos de gafanhoto ou escorpião. Outro detalhe é a forma como eles preparam os alimentos", diz.
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O fotógrafo afirma que nos restaurantes, há uma antesala, com viveiros com cobras, tartarugas e insetos. Lá o cliente pode escolher quais dos animais vai querer para sua refeição.
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Atrações turísticas, e com preços acessíveis também não faltam por lá. Seja nas grandes metrópoles ou nas pequenas cidades, há sempre manifestações culturais. Museus e pinacotecas também estão incluídos no roteiro artístico cultural.
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Quinta, 25 de Fevereiro de 2010
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Mostra fotográfica 'Made in China'
Fotografia que compõe a mostra 'Made in China'
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Fotografia que compõe a mostra 'Made in China'
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Foto: Divulgação
Fotografia que compõe a mostra 'Made in China'Fotografia que compõe a mostra 'Made in China'Fotografia que compõe a mostra 'Made in China'

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A partir de 13 de novembro, sexta-feira, o fotógrafo Gil Sibin estará expondo a série “Made in China”, no Museu de Arte de Londrina. A mostra de 30 fotografias coloridas, que já esteve no CLAC – Centro Livre de Arte e Cultura de São João da Boa Vista, no Centro Cultural de Mogi-Guaçu e no Museu da Imagem e do Som de Campinas, poderá ser visitada gratuitamente até 03 de dezembro. 









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Exposição “Made in China” fica até dia 15 no CC 
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A exposição “Made in China” do fotógrafo Gil Sibin, já está aberta e vem recebendo um bom público. Composta por 17 fotografias, a mostra, que tem parceria com a Secretaria de Cultura, vai ficar aberta ao público no saguão do Centro Cultural de Mogi Guaçu até o dia 15 de agosto. De acordo com Gil Sibin, a exposição faz parte de uma série de imagens captadas durante duas viagens feitas à China durante o ano de 2008.
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“A China, um país tão rico em diversidade, cores e contrastes evoca muitas sensações e sentimentos que tentei traduzir através do meu olhar fotográfico”, disse o fotógrafo. O secretário de Cultura, Edenilson José Faboci disse que o projeto propõe ao expectador uma reflexão sobre os valores e contradições da sociedade contemporânea.
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“Ao mesmo tempo em que nos coloca em contato com uma cultura tão diferente da nossa, o trabalho do fotógrafo nos conduz a uma jornada poética, impregnada de sentidos e questionamentos”, afirmou.
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Todas as fotografias da exposição estarão à venda e os recursos arrecadados serão destinados a Casa Alexandre Gusman de Mogi Guaçu.
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