Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

segunda-feira, 1 de março de 2010

O México de Leo Matiz


sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

O México de Leo Matiz

Don Quijote
© Leo Matiz
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O México recebeu uma homenagem através do olhar do fotógrafo colombiano Leo Matiz (Arataca, 1917-Bogotá, 1998), cujo trabalho sobre aquele país foi recolhido no livro “El México de Leo Matiz” apresentado ontem e co-editado pela Secretaria da Cultura da Cidade do México e pelas Edições El Equilibrista.
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No livro estão retratados os esquecidos, os indígenas, as crianças, os velhos e as paisagens, que a sua câmara captou durante os dez anos que permaneceu no país, após percorrer a pé toda a América Central, vivendo dos seus trabalhos de caricatura.
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O trabalho fotográfico está acompanhado no livro, pelo texto do historiador mexicano Luis Martín Lozano, que realizou uma investigação sobre a presença do artista colombiano no México.
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"O meu pai adorou o México não só pela sua luz, suas cores e seus aromas, mas também porque foi a pátria que lhe estendeu as mãos e o brindou com amigos incomparáveis", declarou Alejandra Matiz.
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Os pintores José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros, Diego Rivera e Frida Kahlo, a actriz María Félix, o realizador espanhol Luis Buñuel, o compositor Agustín Lara, os actores Mario Moreno “Cantinflas” e Pedro Armendáriz, foram alguns dos que privaram com o fotógrafo.
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A Fundação Leo Matiz doou recentemente ao Museu Arquivo da Fotografia da Cidade do México 15.000 positivos, 500.000 negativos e 300 câmaras fotográficas, além de cartas e recortes de imprensa que pertenceram ao fotógrafo.
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