Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

domingo, 21 de março de 2010

"Dois olhares sobre o Afeganistão" no Museu Barata Feyo

Joana Fialho // Edição de 20-03-2010
Caldas da Rainha
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É hoje, dia 20, inaugurada a exposição “Dois olhares sobre o Afeganistão”, que junta no Museu Barata Feyo, nas Caldas da Rainha, fotografias do canadiano Roger Lemoyne e do português Angelo Lucas.
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O primeiro, fotojornalista de profissão, iniciou a sua carreira com a cobertura da crise no Corno de África em 1991, tendo desde então percorrido mais de quatro dezenas de países, para fazer a cobertura de acontecimentos em lugares tão díspares como Israel/palestina, Vietname, Bósnia-herzegovina, República Democrática do Congo, Estados Unidos, Haiti, Serra Leoa, Croácia e Burkina Faso, entre muitos outros. As obras que agora expõe nas Caldas retratam a vida social e cultura no Afeganistão entre 1996 e 2002, um país que o fotógrafo diz ser “completamente definido pela guerra”, definindo-o como “uma manta de retalhos de grupos étnicos e tribais com uma história antiga de lutas e de independência feroz”.
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Mas não é o conflito que cativa a objectiva de Lemoyne, antes as suas vítimas. “os civis, as mulheres e as crianças, os idosos atemorizados, pessoas assustadas e cansadas que tinham pouco a ver com as forças destruidoras que haviam tomado conta das suas vidas. Os civis não podiam escapar ao seu destino e, magneticamente, atraíram a si a minha câmara...”, garante.
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Também o fotojornalista português percorreu muitos dos mesmos locais que o canadiano, como os conflitos na Bósnia, no Kosovo, na Faixa de Gaza, no Sudão. Em 2009 esteve no Afeganistão pela segunda vez, de onde trouxe uma visão social de um país marcado pela guerra, animado pela esperança e por uma vontade inabalável de se reconstruir.
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O meu reencontro com este belo e desolado país foi, uma vez mais, marcado por pessoas que se cruzaram no meu caminho, com os seus exemplos de coragem e de persistência em sonhos que nos parecem impossíveis, mas que são apenas de normalidade”, conta.
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Numa iniciativa da Embaixada do Canadá, Câmara Municipal das Caldas da Rainha e Alliance Française, estes “Dois olhares sobre o Afeganistão” podem ser vistos a partir das 15h30 de hoje e até ao final de Maio, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 nos dias úteis e das 09h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00 aos fins-de-semana.
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.http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=22577
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