Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ainda Saramago

Se quiserem, escrevam


Eu sei que os arquivos dos jornais, sejam digitais sejam em papel nas hemerotecas, vão durar muito mais para além da presença online deste blogue. E, no entanto, faço questão de estampar aqui esta belíssima foto de Nuno Ferreira Santos ou Rui Gaudêncio que está hoje na página 2 do Público. Podem-me dizer que é uma imagem previsível, podem dizer-me que todos nós já tivémos expressões assim à beira de urnas de entes queridos, podem dizer-me o que quisere. Acontece que olho esta foto e o meu território não é do racionalidade ou da razão, é outro território. E, se lhes lher para aí, os leitores que tiverem gosto em escrever bem podem alinhar para si próprios ou para a caixa de comentários umas linhas suscitadas por esta imagem.

P.S.: reafirmando o óbvio, os leitores terão porventura reparado que não escrevi uma linha sequer sobre uma certa ausência no funeral de Saramago e nem sequer senti um centésimo da exaltação de Louçã com o assunto: primeiro, porque, como diz certeiramente Teresa Villaverde Cabral no Público de hoje não senti a mínima falta do sujeito no Alto de S. João; e segundo, porque resolvi ser fiel à minha velha máxima de que, quando a ventania sopra espontanea e desabridamente para um lado, não adianta ajudar com um fole.
 
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