Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Miradouros 06 - Parque Verde da Belavista

* Victor Nogueira

A leste da várzea o outeiro onde se situa a Ermida ou Capela de Santo António no Parque Verde da Belavista deve ser o ponto de maior altitude, constituindo um miradouro natural. Pela encosta e por entre os pinheiros mansos entreveem-se  o estuário do Sado, a Serra da Arrábida, a Península de Tróia a cidade e, a nascente, as povoações rurais como Poço de Mouro, Estefanilha e Praias do Sado ou Faralhão e Santo Ovídio.

Já visitáramos o parque verde da belavista num outro Verão, o de 2014, mas desta feita o objectivo nao era primordialmente fotografar para a Série Jardins mas sim para a Série Miradouros. A tarde estava fresca e lá no cimo, junto à Ermida, o vento soprava de rajada com intensidade intermitente, dificultando o caminhar. Na zona de maior altitude, a nascente, a relva estava seca, ao contrário da verdura na zona mais baixa, a poente. Poucas pessoas deambulavam pelas aleas, algumas com crianças subiam até ao miradouro, outras praticavam jogging, sós ou aos pares  Os bancos por onde passei nenhuma pessoa tinha neles assento ou estada, preferindo a zona mais baixa..

Todo este espaço foi profundamente alterado e "regularizado", para dar lugar desde 2003 ao Parque Verde, um vasto e agradável espaço de lazer, incluindo variado equipamento desportivo. Outrora vínhamos para aqui muitas vezes, serpenteando por entre pequenas ravinas, o R4 debaixo da frondosa sombra dum pinheiro manso, as crianças brincando enquanto não chegava a hora de picnicar, almoço ou lanche. Depois passei a vir só, lendo o jornal ou algum livro aos fins de semana, sendo os outros espaços para o mesmo efeito o paredão das Fontaínhas, antes da ampliação do Porto de Setúbal, o Largo José Afonso, o cimo das Escarpas de S. Nicolau, a Doca dos Pescadores ou a Serra  da Arrábida.



A Ermida de Santo António





Em 1º plano o Bairro das Palmeiras e a Estação Elevatória da Bela vista. Ao fundo, a Serra da Arrábida


A Serra da Arrábida


A Central Termo-Eléctrica, nas Praias do Sado


A Serra e o Estuário





A Ermida e  Miradouro, lá no cimo







A povoação das Manteigadas


Porto fluvial


A caldeira de Troia (complexo arqueológico romano)



A Cachofarra, que tinha um apeadeiro ferroviário e onde se situava a praia dos pobres, mesmo depois das indústrias poluírem o Rio Sado, poluição que hoje foi praticamente erradicada




paisagem para nascente


paisagem para poente; ao fundo a Serra da Arrábida



O Estuário, os guindastes do porto e a Serra


A Serra e a Estação Elevatória da Belavista







A Ermida




A torre onde moro mas não estou à varanda. Lá no cimo da Serra do Louro, o Castelo de Palmela e os Moinhos da Burrica (Centro de Moinhos Vivo)


O Bairro Azul ou do Forte da Belvista







vistas para norte








fotos em 2017.08.08








A Ermida e o Estuário vistos da Avenida Belo Horizonte

fotos em 2017.08.09



Google Earth

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