Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

sol e sombras com eça

* Victor Nogueira

O sol bate na casa o dia inteiro e mesmo no inverno, se não estiver o tempo nublado, instalo-me ali na varanda, sentado numa cadeira, os pés noutra, absorvido numa qualquer leitura, por vezes observando fortuitamente quem passa na rua ou os cucurutos perpassando defronte, no quintal do vizinho 

Hoje a leitura foi de "Os novos Maias", uma edição do Expresso (1) comprada em saldos na tabacaria da praia, contos desenvolvidos em torno de Carlos da Maia ou seus descendentes. Gostei dos que foram escritos  por Rentes de Carvalho e por Clara Ferreira Alves. embora em dois dos quatro e a despropósito lá apareça metido a martelo Estaline e os seus "massacres". No da Clara o descendente é um vencido da vida, vivendo das rendas e da venda do património familiar, reaccionário e  blasé. Com ele termina a descendência de Afonso da Maia, avô de Carlos. Não havia nos saldos o volume escrito por José Luís Peixoto e por Agualusa, este um autor angolano que aprecio, conjuntamente com Pepetela e com Luandino Vieira.

No quintal as dálias cumprem o seu ciclo de vida: juncam de pétalas a terra enquanto desabrocham novos botões entre corolas fenecidas e pétalas vivazes.






a oliveira









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(1)

Os Novos Maias Vários in http://bibliotecajmo.blogspot.pt/2015/05/os-novos-maias-varios.html

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