Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ana Maria Russo: "Poucos reparam nesta beleza selvagem"


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Ana Maria Russo: "Poucos reparam nesta beleza selvagem"

autoria Ana Maria Russo
 
// data 23/02/2012 - 20:20
 
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São aquilo a que ninguém presta atenção: a vegetação rasteira, que fica à margem e habita o inóspito, por resistência ou teimosia. Aquilo de que todos prescindem tornou-se, durante um ano inteiro, o foco principal de atenção da fotógrafaAna Maria Russo, vencedora da menção honrosa do prémio Novos Talentos Fnac Fotografia 2011. Ao longo de quatro estações, a artista registou plantas silvestres ao longo de alguns quilómetros que separam pequenas povoações do distrito de Santarém e de Lisboa. "Poucos reparam nesta beleza selvagem, primitiva. No entanto ela está presente no dia a dia de quem vive no campo, mas surge também entre as pedras de uma qualquer calçada em uma qualquer cidade, onde quase sempre lhe é retirado o direito de sobreviver. Agarram-se à vida como podem, ultrapassando as barreiras construídas pelo homem. Nunca me pareceu que lhe fosse dado apreço especial", explica Ana Maria Russo na memória descritiva do projecto "4/365". (AAS)

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