Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

.

«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Olhar Fotográfico



Quarta-feira, 6/5/2009
.
Olhar fotográfico
.





Há projetos que deixam a gente arrepiado. Como é que eu posso ajudar? A escola tem jeito? Tem, uai, mas pra isso é preciso ter gente especial. Aí um exemplo. Especial a professora, especial o fotógrafo, especial a diretora, especiais os apoiadores e especiais essas crianças. E quem tem uma câmera e se arrepiar com o projeto pode colaborar doando o equipamento. Vale a pena ver essas fotos e conhecer este projeto.

Ana Elisa Ribeiro
6/5/2009 às 13h29

MEU MORRO, MEU OLHAR



O projeto "Meu Morro, Meu Olhar" surgiu da vontade de mostrar às crianças do Programa Escola Integrada, moradoras do Aglomerado Santa Lúcia, outra forma de expressão artística, diferente das que elas já conheciam, como o desenho e a pintura. Para isso houve a necessidade de ensiná-las a reeducar o olhar em relação à comunidade onde funciona a Escola Municipal Ulysses Guimarães, localizada no bairro São Pedro, nas imediações do Aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
.
A ideia de fazer o projeto surgiu de quando a professora bolsita do Programa Escola Integrada da Prefeitura de Belo Horizonte, Aline Guerra, descobriu que a escola dispunha de treze câmeras fotográficas analógicas novas. Esboçou o projeto, conversou com a coordenadora do Programa Escola Integrada na E. M. Ulysses Guimarães, Ana Paula Pego Fernandes, e então pensou que as crianças pudessem ter aulas de fotografia, com o foco nas artes plásticas, registrando sua comunidade e seu dia-a-dia.
.
Outra questão era reeducar o olhar das crianças, para que pudessem ver sua comunidade com outros olhos e para que fizessem um registro daquilo que lhes parecesse interessante. Assim, os alunos fariam uma análise de seus conceitos em relação à fotografia e mudariam de meros receptores de conteúdos para indivíduos críticos, fruidores e produtores de imagens. Entenderiam que fazer fotografia não é apenas apertar o disparador: é preciso haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. Entenderiam que o fotógrafo recria o mundo externo por meio da realidade estética.
.
Com o projeto esboçado, um fotógrafo profissional voluntário, Jorge Quintão Jr., foi convidado a dar aulas de fotografia para as crianças, duas vezes por semana, junto com a professora bolsista Aline. O grupo de alunos foi composto por crianças com idades entre 11 e 13 anos e então partiu-se para a execução do Projeto; atualmente são 17 alunos participantes.




Objetivos do Projeto

• Utilizar a imagem fotográfica no direcionamento dos olhares dos alunos para outra forma de expressão artística, diferente daquelas eles já conhecem, como o desenho e a pintura.

• Por meio do processo fotográfico, desenvolver a atenção das crianças para seu meio, de forma a valorizar seu ambiente e sua comunidade.

• Possibilitar que as crianças produzam seu próprio material forográfico e, a partir dele, montar exposições a fim de levar a sua expressão artística a outros meios, diferentes dos que elas vivem e frequentam.
.
Localização do Projeto

Este projeto é executado nas imediações da Escola Municipal Ulysses Guimarães, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no aglomerado Santa Lúcia conhecido como Morro do Papagaio, que abrange quatro vilas: Vila Estrela, Vila Santa Rita de Cássia, VIla São Bento e Barragem Santa Lúcia.
.
in Digestivo Cultural -
.
.

Sem comentários: