Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 13 de setembro de 2015

o Mosteiro de Leça do Balio

* Victor Nogueira

Na tarde soalheira em que por aqui passara dias antes não me fora possível tirar fotos  nem visitar a Igreja, então já encerrada. Retornámos para ver a feira medieval, em tarde cinzenta e ameaçando chuva, com o sol descoberto apenas ao final da tarde.

A fundação do mosteiro é anterior ao séc. X, mas da construção românica restam apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza, num estilo de transição entre o românico e o gótico. Foi casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal, os Hospitalários, a partir do século XII. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias. No interior, destaca-se a arca tumular de Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem, com estátua jacente da autoria de Diogo Pires, o Moço, a quem se deve também o cruzeiro. Merece referência a pia baptismal.

Do mosteiro resta apenas a igreja e parte dos claustros românicos. Nas traseiras do Mosteiro passa o rio Leça. Outras igrejas-fortaleza em Portugal são as do Convento de Terena (Alandroal)  e a do Convento da Flor da Rosa (Crato) ou a Sé Velha de Coimbra.







Rio Leça


Num acto de vandalismo a cruz que encimava o cruzeiro foi destruída na noite de  19 Abril 2015. Remonta ao manuelino, da autoria de Diogo Pires o Moço, em pedra de ançã. Foi reconstruído em 1912 após ter sido destruído-











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