Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

em busca de escritores por vila do conde

* Victor Nogueira

O fim de tarde estava soalheiro mas a brisa era forte, enregelante. Com o roteiro na mão rumo ao centro de Vila do Conde em busca de casas para além das de Eça de Queiros e de Josè Régio, mais concretamente, Guerra Junqueiro, António Nobre, Camilo Castelo-Branco e Rui Belo. Começo pela Rua do Costa até ao Largo da Misericórdia onde por falta de bateria não posso fazer mais fotos. Isto e o frio cortante que me trespassa e enregela os ossos fazem-me abreviar o périplo.  Ficam apenas as fotos no minúsculo Largo dos Enjeitados, onde sobressai avassaladoramente um cruzeiro entre casas de granito, e da janela manuelina da Casa do Despacho adossada à Igreja da Misericórdia.


Gorado este primeiro intento e para explorar terreno parti em busca dos estaleiros navais, que transitaram para a margem esquerda do Ave, na freguesia de Azurara.  Mas os estaleiros estão circum-murados e fechados à hora que chego e não me parece que tenham a graça do tempo em que estavam prantados no centro de Vila do Conde, à beira-rio, Perto, no cruzamento das ruas de S. Sebastião e da Junqueira, vejo um edifício granítico destelhado, talvez uma capela, com portal gótico e pequena torre sineira, cuja existência era para mim desconhecida.

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na casa branca viveu Eça de Queiroz em menino












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