Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Vila Real

 * Victor Nogueira


foto victor nogueira - Vila Real (de Trás-os-Montes) - Casa dos Arcos, dos Marqueses de Vila Real.
As Notas de Viagem relativas a Trás-os-Montes nunca foram desenvolvidas. Restam as memórias esmaecidas e as fotos, a maioria ainda não digitalizadas. Na 1ª vez que fomos a Vila Real, pela IP4, estava nevoeiro cerrado e mal se via 1 palmo à frente do nariz. Lá fomos devagar devagarinho, junto à berma, enquanto muitos automóveis nos ultrapassavam a uma velocidade louca.
Regressados ao Mindelo, comentei com um dos meus vizinhos que no Norte são completamente loucos a conduzir. Respondeu-me que sim, que ele quando ia a Vila Real com nevoeiro era cauteloso, nunca ultrapassava os …. 100 km /h
A saída de Amarante pela IP 4 tem uma vista muito bonita, mas não sem podem tirar fotos. O caminho é muito montanhoso e verdejante, com videiras e pinheiros e casas espalhadas pelas encostas; de vez em quando avista-se o campanário duma igreja. Nalguns troços árvores queimadas testemunham pretéritos incêndios.
Atravessamos o rio Ovelha a 27 km de Vila Real e os vales lá ao fundo são profundos, mal se distinguindo por entre a neblina. O Rio nasce em Abobadela, a cerca de 670 m de altitude.
As encostas já não são de cultivo, estando cobertas de erva rasteira, nem sempre uniformemente. Os nossos ouvidos zunem por causa da altitude e das diferenças de pressão; estamos na serra do Marão. Há um dito popular: “Para cá do Marão mandam os que cá estão”.
A neblina é cada vez maior; são 17h 40m e estamos a 17 km de Vila Real. Dois km depois começa uma íngreme descida e a visibilidade aumenta
.
Vila Real
Cena: mulher chamando pelo “amarelinho”, que se descobre ser um gato, para dar-lhe de comer.
Rua pedonal com casas de dois pisos e varandas de sacada em ferro forjado. Muito comércio.
Rua Sarmento Pelotas, herói da I Guerra Mundial, que vai dar ao rio. Varandas de madeira e cruz em madeira do Senhor dos Desamparados. Portal com almofadas e ombreira superior trabalhadas.
Placa central ajardinada, com fonte e igreja num dos topos. A meio a Catedral e a casa de Diogo Cão. (Notas de Viagem 1999.09.02)
Vila Real, a cerca de 425 m de altitude.
Nesta cidade, lá no fundo do vale, passa o rio Cabril, subafluente do Corgo, desaguando este no Rio Douro. Começa a chover copiosamente. A caminho de Chaves o arvoredo é mais variado e com verde de muitos matizes. Nesta zona há muitos castanheiros.
Vila Real
Foto a uma ponte. Carro que chocou com a placa central, cujo motorista ia bêbado ou na “marmelada”. (Notas de Viagem 1999.10.24)

VER

vila real by night

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