Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 2 de abril de 2017

Oeiras - Quinta do Costa e Junção do Bem

* Victor Nogueira


Perto do centro e bordejando a antiga propriedade agrícola de Pombal fica um edifício que dá o nome à Junção do Bem (Est), (6) designação com o seu quê de poético. Mas também no centro da vila fica a rua das Alcássimas, de feição rural com pátios, que vai desembocar no largo do Avião Lusitânea, no qual Gago Coutinho e Sacadura Cabral fizeram a 1ª travessia do Atlântico Sul. Mas apesar do nome, aqui não está qualquer réplica do avião como aquela que implantaram em Lisboa junto à Torre de Belém, talvez porque o espaço aqui não é desafogado e a rua é estreita, escondida, sem mar ao pé, que tal não pode pretender ser o aqueduto vizinho que outrora regava as terras do senhor Marquês de Pombal, em largo e rua lembrado.

Aquele aqueduto dá o nome a uma rua, perto da rua da Biblioteca Operária Oeirense. Uma das casas da Rua das Alcássimas (nºs 28 a 38) possui no seu interior um mosaico romano. Já nos arredores do primitivo núcleo populacional e nele hoje integrado encontramos as ruas Lagares da Quinta (R), Quinta Grande (R) e Caminho da Quinta.(Notas de Viagem, 1997.08.20)

A Rua das Alcássimas, sinuosa e desgraciosa, é uma dos mais antigos arruamentos da Vila de Oeiras e, como atrás referi, num seu edifício, em 1903 e por Leite de Vasconcelos, foi descoberto um mosaico romano; nele figuram vários motivos geométricos e de fantasia. Admite-se que tena havido uma villa romana sob a actual povoação de Oeiras e no local da Junçõ do Bem existiu uma necrópole tardo-romana. Toda esta zona foi ocupda pelos árabes que aqui desenvolveram actividdes agrícola, havendo na área do município inúmeros topónimos de origem árabe.

Esta Rua das Alcássimas (entre a Rua Cândido dos Reis e o Largo do Avião Lusitânia) liga-se com a Rua da Costa e por aqui se situava a Quinta do Costa, hoje terreno inculto, bravio, e parque de estacionamento pago da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras, onde se localiza o Edifício da Junção do Bem, onde actualmente funciona uma escola profissional. Foi uma propriedade agrícola que seria delimitada pelas Ruas Cândido dos Reis, das Alcássimas, da Costa e da Junção do Bem e pela Avenida de Copacabana. A Rua da Costa, também desgraciosa, vai-se estreitando em caminho vicinal e rural que termina nesta última avenida.

        "A antiga Quinta da Costa (onde actualmente se encontra o edifício da Junção do Bem) foi adquirida por Casimiro Esteves Mendes em data desconhecida (séc. XIX). O novo proprietário transformou a construção existente numa “bela vivenda”. Neste edifício esteve instalado o Sanatório Balnear Ana Maria Vale do Rio, que foi doado em 1912 à Associação de Beneficência – A Junção do Bem. CLASSIFICAÇÃO: Imóvel de valor concelhio, de acordo com o Edital nº 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República, Nº 67, II Série, 19 de Março de 2004. "(http://www.cm-oeiras.pt/voeiras/GalIma%5CPaginas/Edif%C3%ADcio%20da%20Jun%C3%A7%C3%A3o%20do%20Bem.aspx https://dre.pt/application/file/3314200)







parque de estacionamento da SCMO






































vista para o centro histórico de Oeiras










vistas da Quinta do Marquês de Pombal








parque de estacionamento automóvel da SCMO


moinho de vento, americano


antigo moinho transformado em miradouro



moinho de vento, americano



fotos em 2017.03 e 2017.04.01

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