Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

.

«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Paço de Arcos by night

* Victor Nogueira
(texto e fotos)

1986

O sol já desapareceu e dele há apenas no horizonte, debruando as colinas, uma faixa vermelho alaranjado. Ali à direita, a estrada para Porto Salvo,  polvilhada de casario que vai substituindo os campos onde ainda se pratica a agricultura, agora secos. Ao longe um cão ladra e lá do fundo da casa vem o barulho da televisão. O mundo parece de brinquedo, assim, visto dum nono andar.

(...) Olho novamente pela janela e o céu é agora azul escuro, com um leve debrum alaranjado no horizonte. Piscando, um avião passa além, enquanto lá em baixo fieiras de luzes assinalam as estradas, as casas e os automóveis. (MMA - 1986.08.15)

1988

Estendendo-se perante mim a estrada para Porto Salvo e o campo cada vez mais polvilhado de casas que se vão juntando até formar novos povoados. (...) Olho pela janela para o céu azulado e para os campos verdejantes. (CTT b - 1988.03.06)
.
(...) Cada vez mais as casas vão substituindo os campos, daqui até Porto Salvo. Aqui o vento uiva ou silva; às vezes, como esta madrugada, parece a chuva miudinha, como esta noite de mau dormir. (MMA - 1988.08.15)

2017












fotos em 2017.01.12

Sem comentários: