Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 1 de maio de 2016

entre a praça do bocage e palhais com deambulações

* Victor Nogueira

A cidade de setúbal resulta da ligação de vários aglomerados populacionais que o crescimento urbano unificou: Palhais, o núcleo medieval primitivo - com judiaria e mouraria, esta junto da Porta do Sol, a oriente e perto da Porta de S. Sebastião, lá no alto - e o Troino, de pescadoras e fora da muralha medieval, para ocidente. No exterior da muralha medieval se encontravam os conventos, como os de S. João e de Jesus, a Norte, os de S. Domingos e S. Sebastião, a Leste, e os de N. Sra da Anunciada e de S. Francisco, a Ocidente, entre outros,

Entre os dois extremos situavam-se os Largos do Sapal e do Sapalinho, pois o Rio  Sado, com os seus sapais, bordejava a muralha medieval situada a norte da actual avenida Luísa Todi, onde desaguavam algumas ribeiras, como a do Livramento. O terreno a sul da muralha foi já no século XX conquistado ao rio, eliminando as praias existentes entre a Doca dos Pescadores e a Cachofarra.

Para além de poços particulares, havia vários fontenários ou poços públicos  para abastecimento de águas, como o das Fontaínhas, o do Troino, o de Palhais, o do (Largo do) Sapal (actual Praça do Bocage), para além do chamado Poço do Concelho, perto da Igreja de Santa Maria, sem esquecer o chamado Aqueduto dos Arcos, construído no sésc. XV durante o reinado de D. João II..




Laranja: Muralha medieval do séc. XIV, distiguindo-se a Leste a Igreja de Sta Maria e a Ocidente o Largo do Sapal (actual Praça do Bocage) e a Igreja de S. Julião
Vermelho: Muralha séc. XVI e XVII

(azul: linhas de água) - distingue-se a Ribeira de S. Francisco, que ia desaguar nas cercanias da actual Quinta da Saboaria (a leste) e a do Livramento ou do Paraíso (a meio), que corre encanada sob a actual Avenida 22 de Dezembro, Na zona das Fontainhas haveria a Ribeira de Palhhais, que não está representada no mapa





(2 fotos antigas em prédio devoluto - raparigas e grupo acordeonista)

Fonte de Palhais


portal  da antiga Gafaria
vanitas vanitatum, e omnia vanitas




memória dum lagar de azeite


edifício onde esteve instalada a União dos Sindicatos de Setúbal (CGTP)



edifício da Farmácia e da Drogaria Alice 


Rua de Santa Maria




Casa da Confraria do Corpo Santo (actual Museu do Barroco) e troço da muralha medieval



Igreja de Santa Maria (actual Sé Catedral)



casa brasonada na Travessa Jorge d' Aquino


pórtico do antigo Hospital João Palmeiro, no Terreiro de Santa Maria





(perguntei-lhe e disse-me que podia fotografá-lo)




Rua Antão Girão 





Terreiro de Santo António
(registo de azulejos e capela da via-sacra)




Beco de João Landrob



Rua Dr Paula Borba






Rua Serpa Pinto




Praça do Bocage (antigo Largo do Sapal)






Igreja de S. Julião (Praça do Bocage)


(estátua de Bocage)




antiga Casa do Corpo da Guarda e Capela da Via-Sacra




Palácio do Salema


Casa da Cultura




Biblioteca Municipal (antiga Alfândega, na Avenida Luísa Todi)




Postigo do Cais (muralha medieval)



Muralhas e fortificações de Setúbal  em mapa do sec XVIII

No centro a muralha medieval. Em baixo à esquerda, o Forte da Estrela, demolido, cuja memória é preservada pela Ladeira do Forte da Estrela, jumto ao Campo do Comércio e Indústria.Em baixo à direita o chamado Forte Velho (de S. Luís Gonzaga). Por cima,à direita, o Forte de S. Filipe.

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