Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 15 de janeiro de 2011

Mariko Mori, artista japonesa

14/01/2011 - 08:59

Artista japonesa contemporânea de maior visibilidade no ocidente expõe pela primeira vez no Brasil

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Exposição apresenta obras de grandes dimensões como Wave UFO, que pesa mais de seis toneladas. Um passeio pela trajetória da artista, desde seus primeiros trabalhos até os mais atuais, como Transcircle. 
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A arte pode dividir com a tecnologia eletrônica, a espiritualidade e a fotografia de moda a capacidade de dar forma aos sonhos, fantasias e desejos da humanidade. Este é o pensamento que norteia o trabalho de artista japonesa que vive entre Tóquio e Nova York e que é hoje um dos maiores nomes da arte em esfera mundial. Com trabalhos em espaços cultuados como Guggenheim (NY), MoMA (NY), Centro Georges Pompidou (Paris) e outros, Mariko Mori expõe pela primeira vez no Brasil. Promovida pelo Banco do Brasil, a mostra Mariko Mori/ Oneness será aberta no dia 25 de janeiro de 2011, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, onde poderá ser vista até 3 de abril. A própria artista virá ao Brasil para o vernissage. 
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Mariko Mori utiliza o design e a arte de vanguarda para compor elementos de engenharia de ponta, interativos e de forte impacto físico e visual. A exposição apresenta dez trabalhos de alta complexidade tecnológica, que ocuparão todos os espaços expositivos do CCBB Brasília. São obras de grande escala, como Wave, um interessantíssimo objeto híbrido, máquina e escultura ao mesmo tempo, com uma espécie de cápsula capaz de acolher três visitantes por vez e que funde, em tempo real, computação gráfica, animação, ondas cerebrais, som e uma engenharia arquitetônica para criar uma experiência interativa dinâmica. A obra se renova incessantemente; nunca é a mesma. 
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Há ainda o trabalho que dá nome à exposição, Oneness, que apresenta um círculo de seis figuras confeccionadas em technogel (material novo, que fica entre o sólido e o líquido), medindo 1,35 m, que interagem ao toque do visitante. Oneness é uma alegoria da conectividade, uma representação do desaparecimento dos limites entre si mesmo e os outros. Um símbolo da aceitação do outro e um modelo do conceito budista de unidade, de que o mundo existe como um só. E Transcircle, um anel de nove pedras de vidro coloridas e brilhantes, controlado interativamente, numa fantástica reinterpretação dos círculos de monólitos pré-históricos. A mostra apresenta também vídeos, fotografias e desenhos. Um grande passeio pela obra e pelo pensamento de uma das pessoas mais influentes da arte contemporânea. 
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A vinda da exposição Oneness ao Brasil é uma iniciativa do Grupo AG, sob coordenação e curadoria de Nicola Goretti. De Brasília, a exposição segue para o CCBB do Rio de Janeiro (9 de maio a 17 de julho) e de São Paulo (22 de agosto a 23 de novembro de 2011). 
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Poesia e estética - Mariko Mori inspira-se no conceito budista de que todas as coisas do universo estão conectadas. Seu trabalho contempla mundos fantásticos e seres espetaculares em fotografias e vídeos que parecem surpreendentemente reais. “Meu trabalho é uma espécie de oferta”, disse a artista. A arte de Mori recontextualiza figuras do passado, mesclando temas aparentemente opostos como religião e ciência, natureza e cultura, passado e futuro. Poesia e estética revolucionando aspectos do pensamento cultural, moderno e globalizado. 
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Segundo já declarou, Mori acredita que um artista tem um ponto de vista diferente da visão convencional: “Um artista vê o mundo, olha para o momento presente, com um ponto de vista único. Minha missão é dividir o que vejo no meu campo de visão”, disse. E afirmou: “Preciso criar um novo espaço para poder respirar no mundo. Isso vai abrir as portas para um novo futuro”. 
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Os trabalhos de Mariko Mori fundem arte e tecnologia, Budismo, Xintoísmo e a ideia de uma consciência espiritual universal. Desenhando antigos rituais e símbolos, Mori usa tecnologia de ponta e materiais de última geração para criar uma visão bela e surpreendente do século XXI. 
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A artista - Mariko Mori é uma artista de renome internacional cuja obra tem sido adquirida por museus e colecionadores privados de todo o mundo. Educada em Tóquio, Londres e Nova York, Mori ganhou reconhecimento por sua instalação interativa, WAVE UFO, que foi apresentada pela primeira vez no Kunsthaus Bregenz, na Áustria, em 2003. A instalação foi exibida, posteriormente em Nova York, Gênova e incluída na Bienal de Veneza, em 2005. Também foi incluída em Oneness, exposição de Mori que estreou no Museu Groniger, da Holanda, e logo seguiu para Dinamarca e Ucrânia. Agora, será apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo em 2011. 
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As mais recentes esculturas de grande escala da artista, Tom na Hiu (2006) e Opal Planta (2009), também contêm elementos que interagem com o ambiente. O próximo projeto da artista, Primal Rhythm, é uma instalação monumental permanente concebida e planejada com forte vínculo com a paisagem da baía de Seven Light, da ilha de Miyako, em Okinawa. O interesse atual de Mori se concentra num mundo em que os seres humanos e a natureza são uma coisa só. Onde o ritmo da humanidade se move em conjunto com o do meio-ambiente. Seus projetos atuais têm por objetivo provocar esta memória em nossa consciência e celebrar o equilíbrio existente na natureza. Esta idéia se reflete nos temas da vida, morte, renascimento e universo. 
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As monumentais instalações de Mariko Mori têm sido expostas em todo o mundo, incluindo Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; Centro Georges Pompidou, em Paris; Prada Fundação, Milão; Museu de Arte do Brooklyn, Nova York; Museu de Arte Contemporânea de Chicago; Serpentine Gallery, Londres; Museu de Dallas; Los Angeles Museu de Arte. Suas obras estão em coleções do Museu Guggenheim, Nova York; Centro Georges Pompidou, Paris; Prada Fundação, Milão; Museu de Arte Contemporânea de Chicago, Museu de Israel, Jerusalém, Los Angeles Museu de Arte do Condado; Centro de Arte Pinchuk, Kiev; Aros de Aarhus Kunstmuseum, Dinamarca; Museu de Arte Moderna de Nova York. 
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Mori recebeu vários prêmios, entre eles a prestigiada Menção Honrosa da 47ª Bienal de Veneza, em 1997, e o 8º Prêmio Anual como artista e pesquisadora no campo da arte contemporânea japonesa, em 2001, da Fundação de Artes Culturais do Japão. Atualmente, Mori está radicada em Nova York. 
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 Mariko Mori – Oneness, de 25 de janeiro a 03 de abril de 2011,de terça a domingo, das 9h às 21h, no Centro Cultural do Banco do Brasil Brasília. Entrada franca.Informações: (61) 3310-7087]. 
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Exposições
Oneness - Técnicas Variadas

De 25/01 a 03/04 - Ter, Qua, Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: Das 9h às 21h
Gratuito

Centro Cultural Banco do Brasil
SCES - Trecho 2
Setor de Clubes Sul
Fone: 3310- 7087

A exposição é da artista japonesa, Mariko Mori, uma das mais conceituradas artistas contemporâneas mundial. 
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A artista acredita que a arte pode dividir com a tecnologia eletrônica, a espiritualidade e a fotografia de moda, a capacidade de dar forma aos sonhos, fantasias e desejos da humanidade.Oneness é uma representação do desaparecimento de si e dos outros, é um símbolo de aceitação do outro e um modelo budista de unidade, de que o mundo existe como um ser só. 
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http://cidades.terra.com.br/bsb/exposicoes/0,7558,I:68647,00.html
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