Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu


Astrónomos disponibilizam a fotografia mais completa do céu

12.01.2011 - 18:35 Por PÚBLICO

A maior imagem digital a cores do céu foi publicada ontem por uma equipa de astrónomos que coordenam o Sloan Digital Sky Survey-III. O mapa é o conjunto de sete milhões de imagens tiradas desde 1998 que reúnem um terapixel de informação.
Um terço do mapa celeste foi fotografado 
Um terço do mapa celeste foi fotografado (Sloan)

o como 3500 artigos que foram escritos com base neste conjunto de informação”, disse ontem Michael Blanton, físico da Universidade de Nova Iorque que representou a equipa Sloan e apresentou o trabalho durante a 217ª reunião anual da Sociedade Americana de Astronomia, que está a decorrer em Seatle. “Alguns destes artigos estão a ser apresentados agora mesmo. Cobrem tópicos que vão desde a mais pequena estrela até a buracos negros enormes no Universo.”

As imagens foram tiradas pelo telescópio que está no observatório Apache Point Observatory, que fica no Novo México, nos Estados Unidos. O observatório começou a tirar as fotografias em 1998 com a mais potente câmara digital da altura que tinha 138 megapixel. O resultado foi a cobertura de um terço do céu.

“Existe 500 milhões de objectos detectados nesta imagem”, disse citado pelo Guardian David Weinberg, um astrónomo da Universidade do Estado de Ohio que trabalhou no projecto. “Metade são estrelas e a outra metade são galáxias.”

Há cinco versões de cada pixel fotografado, que foram tiradas com filtros diferentes e dão informação em cinco cores do espectro da luz: verde, amarelo, vermelho, infra-vermelho, violeta e ultra-violeta. O telescópio tira as fotografias em bandas, de modo que em cada noite faz uma longa banda no céu.

“É por isso que existem dois grandes pedaços que estão todos preenchidos e depois existem outras bandas que saem desses pedaços”, explicou o astrónomo. Estas bandas preenchem uma pequena percentagem das regiões que não foram fotografadas.

Quando se olha para o conjunto total das imagens vê-se uma amálgama indecifrável dos milhões e milhões de objectos. Seria necessário 500 mil televisões de alta definição, todas juntas, para se ter uma imagem completa e detalhada de tudo. Muitos objectos já foram descobertos, mas os astrónomos, ao tornarem as imagens públicas, esperam que muitos mais objectos venham a ser estudados.

“Isto é um dos maiores dádivas na história da ciência”, disse em comunicado Mike Blanton. Segundo o cientista, esta informação será um legado durante décadas, tal qual o Palomar Sky Survey, publicado em 1958 – o mais completo mapa fotográfico do céu feito até então que ainda hoje é uma referência.

A aventura continua

A fotografia que a equipa do Sloan enviou juntamente com o comunicado mostra a capacidade do novo mapa. Por baixo vêem-se os dois hemisférios da nossa galáxia. Na canto superior esquerdo da fotografia está um pequeno quadrado do hemisfério Sul ampliado. No meio situa-se a galáxia Messier 33, que na fotografia ao lado está mais ampliada. A galáxia está entre dois e três milhões de anos-luz de distância. Na fotografia ao lado consegue-se ainda ver um berçário de estrelas desta galáxia chamado NGC604.

Apesar da câmara do observatório estar no fim da sua vida, o projecto continua a evoluir. Os astrónomos vão medir milhões dos objectos mais brilhantes encontrados, em todo o espectro de luz, o que vai permitir obter as distâncias entre os objectos e investigar mais sobre a matéria negra do Universo. Por outro lado, vão observar possíveis oscilações gravíticas em 8500 estrelas que estão perto para identificar planetas gigantes. A Via Láctea também vai ser estudada para determinar a forma como evoluiu.
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Astronomia

Cientistas produzem a imagem mais detalhada do universo

Câmera de 138 megapixels é capaz de capturar meio bilhão de objetos de uma vez

SDSS
Cientistas apresentaram na terça-feira as fotografias mais nítidas já feitas do universo (Divulgação)

Seriam necessárias 500 mil televisões de alta resolução para conseguir ver os detalhes da fotografia noturna realizada pelo projeto Sloan Digital Sky Survey. Os cientistas responsáveis pela ação usaram uma câmera de 138 megapixels, presa a um telescópio no Novo México, Estados Unidos, para produzir a imagem do universo mais detalhada já feita em toda a história.

O objetivo do trabalho é substituir a imagem até então mais nítida, a do Observatório Palomar, realizada durante a década de 50. “Usaremos o material para entender melhor o processo de expansão que o universo vem sofrendo, uma das grandes questões da área nos dias de hoje”, explica David Weinberg, um astrônomo da Universidade de Ohio que trabalhou no projeto.

A câmera de 138 megapixels usada no projeto será desativada e fará companhia a objetos históricos da astronomia no Museu Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos. 
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