Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 25 de outubro de 2014

Oeiras - no Parque dos Poetas, em torno da Camões, das ninfas e da Ilha dos Amores

* Victor Nogueira (texto e fotos)


No espaço arquitectónico do parque dos Poetas surge um lago com uma ilha e uma gruta, evocando o espaço descrito por Luís de Camões no episódio da Ilha dos Amores, no canto IX de Os Lusíadas. Aqui se despenha em cascata o curso de água que percorre esta zona do Jardim em meandros mais ou menos sinuosos e argênteos, por entre pedras roladas. Ultrapassado o declive, a água espraia-se em lençol de água bonançoso, rodeando a Ilha dos Amores, marginada por um pequeno Jardim Botânico de espécimes exóticos. A estatuária de diversos materiais é da autoria do escultor Francisco Simões. Na “gruta” e na parede representam-se vários episódios do Canto IX dos Lusíadas, o tal cuja leitura era censurada no tempo do fascismo, atendendo ao seu caracter erótico, desapropriado em heróico e épico poema que cantava as armas e os barões assinalados que contemporâneos como Diogo de Couto e Fernão Mendes Pinto, entre outros, não glorificavam. Bem pelo contrário.





































a Ilha dos Amores e as ninfas








a gruta de Camões e a representação de episódios do Canto IX d'Os Lusíadas

vem de Oeiras - de novo no Parque dos Poetas

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