Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ricardo Toscanini - expõe seu olhar sobre a Europa em 'Velho Mundo Colorido'

>Arte e Cultura
Quarta, 14 de outubro de 2009, 11h56 Atualizada às 15h22
Fotógrafo expõe seu olhar sobre a Europa em 'Velho Mundo Colorido'
Ricardo Toscani/Divulgação
Foto tirada por Ricardo Toscani em Amsterdã
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Uma exposição colorida e intrigante revela o continente europeu pelo olhar único do fotógrafo gaúcho Ricardo Toscani. A mostra, batizada de Velho Mundo Colorido, é resultado de uma viagem fotográfica colorida e psicodélica.

Em 30 dias, Ricardo tentou registrar com suas lentes as paisagens da Holanda, Reino Unido, Espanha e Portugal.

A mostra abriu nesta terça-feira (13) e vai até 8 de janeiro de 2010, na IQ Art Gallery do Espaço Cultural Chakras, que fica na Rua Melo Alves, 294, em São Paulo. Informações pelo telefone (11) 3062 8813.
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Exposição Velho Mundo Colorido, de Ricardo Toscani

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Velho Mundo Colorido
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Para esta mostra, o fotógrafo Ricardo Toscani percorreu cinco países em trinta dias. O tom é de descoberta, de primeira vez. Porém as cores profusas invadem os cartões postais de cidades como Amsterdã, Dublin, Londres, Barcelona, Maiorca e Lisboa. Os cenários tintos, com tons estudados, são na verdade a consagração de um trabalho autoral do artista. Afinal, foram dois anos de experimentações, em busca da compreensão das propriedades dos filtros na câmera digital.
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O resultado? Fotos psicodélicas, alucinadas, luxuriantes e distorcidas, em que as cores se derramam e se espalham sobre os registros, como em um caleidoscópio. No meio de toda essa loucura, a razão surge para organizar o material. E as cores da bandeira de cada país retratado são impressas nas fotos, conforme o transcorrer da viagem.
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A primeira parada de Toscani foi na Holanda, terra de Van Gogh e Rembrant. Pelas suas lentes, a Amsterdã de hoje se revela uma terra de contrastes, de miscigenações. De lá, o artista nos transporta para a Irlanda, cujas esquinas lotadas acolhem os turistas com simplicidade típica de países que cultivam a alegria coletiva.
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Da simplicidade ruma-se para a pluralidade de Londres, da Tower Bridge aos ônibus de dois andares e à deliciosa Portobello Road. Então, eis que surge a Espanha e sua bela Barcelona, lugar que saúda Miró, Dali e Gaudi. E dá-lhe filtro nas ramblas, nas calles e no Mediterrâneo, mar que aponta o caminho para a ilha de Maiorca, onde tapas e jámon dominam a festa. Chega a hora de se despedir do velho Continente, mas não sem antes fazer um passeio pela pátria-mãe, Portugal. No final de tudo, a viagem de Toscani fica como um incentivo para aventureiros. Sim, vale a pena juntar trouxas para desbravar esse Velho Mundo colorido. E o melhor de tudo, sua máquina digital é como as nossas, amadoras, pequeninas, mas como ele comprova, muito funcionais! Sem dúvida, um incentivo e tanto para registrar em fotos os belos momentos da vida

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in Guia SP.BR
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Sobre Ricardo Toscani:

Ricardo Toscani é gaúcho de Santa Maria (RS), formado em desenho industrial e fotógrafo por opção. Começou a clicar aos 17 anos com um filme preto e branco, viajando a pé pelo interior do Rio Grande do Sul. Alguns anos depois já em São Paulo, trabalhou como assistente dos fotógrafos Marcelo Zocchio, Reinaldo Cóser e German Lorca. Desenvolveu linguagem própria. Devido ao espírito inquieto e o olhar singular, Toscani hoje é uma das grandes apostas da fotografia brasileira contemporânea. Seus trabalhos estão estampados em dezenas de revistas, como ELLE, Superinteressante, Galileu, Rolling Stone, TPM, Criativa e Saúde, entre muitas outras. Nos últimos dois anos, mergulhou em uma viagem ao centro do ser. Descobriu, por fim, que sua alma é colorida. A partir daí os filtros tornaram-se elementos vitais e imprescindíveis para seus instantâneos. O resultado? Um caldeirão psicodélico, com cores e emoções únicas, que teve sua consagração em setembro de 2008, quando registrou as imagens que fazem parte da exposição Velho Mundo Colorido, apresentada na IQ Art Gallery do Espaço Cultural Chakras.

Data: 13/10/2009 - http://www.anttenados.com.br/ver_noticia.php?id=714

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