Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Braga Parque: 'Maratona Fotográfica' dedicada ao cinema

Correio do Minho
BRAGA




autor

Redacç

Entre 1 e 31 de Dezembro, o Braga Parque apresenta a exposição 'Maratona Fotográfica', uma mostra que resulta de um desafio lançado a aficionados da fotografia - amadores e profissionais - para captar imagens de Braga e de Guimarães, numa aventura de 15 horas pelas duas cidades minhotas.


Na edição 2011 do concurso promovido pela Fnac, o tema em destaque é o Cinema, servindo de mote a uma aventura através da objectiva que destacou os trabalhos de Gil Campelos (primeiro classificado), António da Costa Peixoto (segundo classificado) e Mário Rocha (terceiro classificado), dando agora origem a uma exposição dos registos alusivos aos temas propostos.



A competição, que contou com cerca de 50 inscritos, teve início no Fórum Fnac de Guimarães às 10 horas do dia 10 de Setembro e prolongou-se ininterruptamente pelas duas cidades em busca das melhores imagens que ilustrassem os temas A vida é bela, a festa nunca acaba, entre outros.

A selecção das fotografias vencedoras esteve a cargo de um júri composto por Hugo Delgado (Agência Lusa), Rui Pires (fotógrafo profissional na área do espectáculo e moda) e Daniel Pinho (responsável pela Comunicação da Fnac de Guimarães), avaliando critérios como a originalidade, a qualidade técnica e a articulação visual entre os temas, revelando “uma enorme satisfação por constatar que, a cada ano que passa, conseguimos reunir trabalhos de excepcional qualidade”, referem.


Para além das imagens da autoria dos três primeiros classificados, a mostra “Maratona Fotográfica” apresenta ainda os restantes trabalhos captados por todos os participantes do concurso e pode ser visitada diariamente, durante o mês de Dezembro, no Braga Parque.



Braga Parque - Feito de Futuro

Exposição “Maratona Fotográfica”
1 a 31 de Dezembro - Entrada livre

Conversando com Fotografia no auditório do Sesc


29/11/2011 - 16:01
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Convidado deste mês é Adenor Gondim, mestre em fotografia
Irmandade da Boa Morte (Foto: Divulgação)
Nesta quarta-feira, 30, será realizada a partir das 19h, a 13ª Edição do projeto Conversando Fotografia no auditório da sede do Sesc Sergipe. O convidado deste mês é um dos mestres da fotografia documental no Brasil, o baiano Adenor Gondim. O Conversando Fotografia é um projeto produzido e realizado pelo Trotamundos Coletivo com apoio do Sesc Sergipe, Sociedade Semear, Instituto Bom Viver, Quanta Música, Forma de Viagens, Santo Brigadeiro e do restaurante Dona Divina.
O evento consiste em um ciclo de encontros mensais gratuitos entre o público interessado em fotografia e fotógrafos, artistas, pesquisadores, editores ou profissionais de áreas que contribuam com a cadeia produtiva da fotografia.
Em um ano e meio de atividades, o projeto mapeou o trabalho realizado por fotógrafos, pesquisadores e artistas de Sergipe e iniciou um diálogo com profissionais de estados que possuem boas articulações com a produção sergipana, a exemplo de Pernambuco e Bahia. Entre os convidados do primeiro ano do Conversando Fotografia estiveram Marcio Garcez, Lineu Lins, Marcel Nauer, Jairo Andrade, Jorge Henrique, Isa Vanny, Ednah Mary, Ivve Rodrigues, Oliver Garcia, Renata Voss, Álvaro Vilella, Lilian França e Josivan Rodrigues.
Estes profissionais contribuíram para discussões importantes em áreas como projetos coletivos, fotojornalismo, história da fotografia, pesquisas contemporâneas, financiamento colaborativo (crowdfunding), memória e preservação, caminhos de divulgação da produção de imagens e a relação entre fotografia, discurso e pesquisa.
A idéia é que, a partir das discussões, os fotógrafos possam articular projetos diversos em âmbito local e contribuir com as discussões do setor a nível nacional. É também um intuito das discussões do projeto Conversando Fotografia desenvolver parcerias com profissionais e redes de outras áreas artísticas.
Fonte: Ascom Trotamundos Coletivo

Fotógrafo Gustavo Moura expõe em preto e branco


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Talhado na Memória': Fotógrafo Gustavo Moura expõe em preto e branco no mês da Consciência Negra

29/11/2011 | 15h34min

Será aberta nesta quarta-feira (30), às 19 horas, a exposição fotográfica ‘Talhado na Memória’, do fotógrafo paraibano Gustavo Moura. na Galeria da Ladeira, do Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, dentro das comemorações do Mês da Consciência Negra. A entrada é gratuita e ficará aberta a visitação até o próximo dia 20 de dezembro, no horário das 11 às 16h.

A exposição consta de cerca de 20 fotografias em preto e branco, tamanhos variados, com imagens clicadas há mais de vinte cinco anos, pelo fotográfo Gustavo Moura quando foi à Serra do Talhado, no município de Santa Luzia, em 1984, com a intenção de conhecer as locações do filme Aruanda, de Linduarte Noronha, retornando à região, em 1986 e 1988, para registrar percepções e a realidade dos moradores do local. Além dos rostos, horizontes, lugares e gestos desta população estão presentes nas fotografias.

A comunidade quilombola da Serra do Talhado está localizada do município de Santa Luzia, no Sertão paraibano, distante 270 quilômetros da capital. Desde sua formação, na segunda metade do século XIX, o lugarejo ainda preserva características de um quilombo, evidenciadas na resistência dos seus habitantes e na relação com a terra. Dela sai o sustento: seja pela agricultura ou na forma de peças de barro, uma tradição local preservada até hoje.

Indícios tão marcantes fizeram a comunidade receber, em 2004, a certidão de auto-reconhecimento, emitida pela Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura (MinC). A história dos quilombolas foi inclusive tema de um documentário, lançado em 1960, durante o período do Cinema Novo.


Esse quilombo descende de negros provenientes do estado do Piauí, que chegaram à região do seridó ocidental da Paraíba por volta de 1885. Perceber os traços de uma realidade tão sofrida nos aproxima dos sorrisos e da resistência daquele povo, que expressa sua arte na confecção da louça a na música de seus bons forrozeiros.


Segundo relatos dos quilombolas que moram na área, a comunidade teria surgido por volta do ano de 1880, quando o casal Zé Bento e Cecília estabeleceu uma família naquelas terras. Quem declara isso é o agricultor Sebastião Braz, 78 anos, bisneto dos primeiros moradores e uma das lideranças locais. “A história que eu conto é a mesma que me contaram. Meus pais diziam que ele (Zé Bento) veio do Piauí e acabou criando a família aqui no Talhado”, revela.

A versão ganha ainda mais fundamento quando se descobre que todos que nascera e ainda nascem na Serra do Talhado são parentes. “São todos aqui de uma mesma família”, conta Gilvaneide Ferreira da Silva, 39 anos, que além de ser sobrinha de Sebastião é casada com o filho do agricultor.

Além de retratar a cultura quilombola local, o artesanato é, hoje, uma grande fonte de renda para a comunidade. Um dos exemplos é a Associação das Louceiras Negras da Serra do Talhado, que reúne as artesãs do lugarejo, incentivando e valorizando a organização. A associação ajudou artistas e ceramistas a venderem mais peças, inclusive fora da Paraíba.


Para o artista visual e gestor cultural Elioenai Gomes, a exposição ‘Talhado na Memória’ de Gustavo Moura é “uma grande oportunidade para as pessoas conhecerem e se encantarem com a história desse povo, suas expressões, seus costumes, crenças e alegrias e vem culminar com o encerramento das comemorações do Mês da Consciência Negra que nos trouxe reconhecimento, credibilidade e um grande fortalecimento para a cultura popular afro indígena”, destacou. 


De acordo com Elioenai, o Ateliê Multicultural que fica na Ladeira da Borborema, 101, no bairro do Varadouro, Centro Histórico de João Pessoa está com programação cultural permanente. No próximo final de semana tem mais uma edição do projeto ‘Forró Luz do Candeeiro’ com o melhor do autêntico forró paraibano. Informações pelos telefones 83 8730-9629, 88030786, 81 96479294 ou pelo site  www.ateliemulticultural.com.br

Serviço:

Programação do Mês da Consciência Negra do Ateliê Multicultural Elioenai Gomes

30/11 – Exposição Talhado na Memória, 19h
Aberto de 30/11 a 20/12 das 11h às 16h
Entrada franca
 Maiores informações 8730.9629  


A Cultura e a arte no Cemitério São Gonçalo do Amarante

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Cemitério São Gonçalo do Amarante é tema de exposição

imageAlberto M. Ferreira, expositor
Preservação e memória: A Cultura e a arte no Cemitério São Gonçalo do Amarante


A  exposição fotográfica Preservação e memória: A Cultura e a arte no Cemitério São Gonçalo do Amarante em Penedo, que aconteceu em uma das salas da Casa do Penedo nos dias 21,22 e 23 do corrente mês, faz parte do projeto anterior intitulado: Memória de Famílias Tradicionais de Penedo, é parte fundamental, pois visa levantar dados sobre personagens penedenses ilustres, além de sugerir a inclusão do cemitério São Gonçalo do Amarante ao roteiro turístico na cidade de Penedo. O intuito da exposição não se reduz a fazer conhecer a realidade do cemitério da cidade, mas promover uma ‘’educação patrimonial ‘’, através de um processo de valorização mais amplo.
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A partir das fotografias e de pesquisa complementar os organizdores espéram ser viável propor, planejar e programar estratégias para sensibilizar, motivar e apoiar ações patrimoniais e turísticas envolvendo a população penedense.

Apresentação
A presente reflexão que se traz a público através das fotografias do Cemitério São Gonçalo do Amarante, em Penedo, tem por objetivo ampliar a reflexão sobre este espaço de memória e de patrimônio. A morte e seus temas derivados: o luto, o morto, etc. costumam ser objeto tabu na sociedade, e ainda que a morte seja “[...] fato real, cultural e social na sociedade, [ é] caracterizada pelo esquecimento fácil” (OLINTO,1999 :17). Refletindo sobre o tema, ele observa que “[...] a morte é um problema filosófico na sociedade moderna’’(OLINTO,1999:19,- Luto: uma dor perdida no tempo-) esclarecendo que na sociedade as práticas mortuárias estabelecem uma relação que privilegiam falar do morto, e não da morte. Sabe-se que todas as sociedades reúnem, em suas culturas, formas variadas de representação da morte. Sendo assim, de que maneira um espaço como um cemitério, para além de seu sentido e sentido usuais, pode ser usufruído enquanto patrimônio?

Cemitério como Patrimônio
Enquanto patrimônio, o cemitério apresenta ampla possibilidade para se repensar sua função, não apenas como depósito de corpos, mas como espaço privilegiado de memória. Fazendo parte da paisagem cultural de uma sociedade, em torno dele uma série de práticas relacionadas ao fenômeno da morte são constantemente atualizadas, seja por ocasião da realização enterros ou das visitas ao local no dia de finados.Por fim, é necessário destacar a importância do patrimônio e da educação patrimonial na sociedade, pois é através desta que se ampliará o conhecimento crítico construído a partir da experiência de descoberta dos bens culturais. A educação patrimonial surge, assim, como um importante instrumento de “alfabetização cultural” (QUEIROZ: 1999:12 -Educação Patrimonial)

Da redação com informações
 http://www.conexaopenedo.com.br/c2/penedo/7329.html

Image gallery

Livro e exposição fotográfica divulgam pesca da tainha em Florianópolis


 
Publicado em 28/11/2011 às 08:46:25 



Uma exposição a céu aberto revela a beleza de uma tradição cultural autêntica da Ilha de Santa Catarina. 
A mostra fotográfica “Nossa Pesca: um retrato da pesca da tainha em Florianópolis” será aberta nesta terça-feira, às 19h, no Palácio Cruz e Sousa, junto com o lançamento do livro de mesmo nome, de autoria dos fotógrafos Eduardo Cassol e Filipe Quintanilha.
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Com curadoria de André Paiva, a exposição reúne 30 telas, no formato banner, com imagens retratadas pelo livro. O material mostra a rotina dos pescadores e as diversas etapas que envolvem a pesca do peixe mais popular de Florianópolis, desde o preparo das redes à contagem e distribuição do pescado após os lances. A mostra fica aberta à visitação pública e gratuita até 22 de dezembro.
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Já o livro integra um projeto cultural que visa ao registro da atividade, contribuído para a preservação e valorização de um ícone local e de uma tradição cultural de base açoriana no município. “O objetivo é reavivar a identidade de Florianópolis, além de registrar um costume que é tão característico da nossa Ilha. A pesca artesanal de tainhas é um patrimônio cultural que devemos preservar”, observa o produtor cultural Filipe Quintanilha.
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A publicação traz mais de 60 fotografias, feitas por Cassol e Quintanilha no período de maio a julho deste ano, acompanhadas de textos relatando o processo da pesca artesanal em algumas comunidades. “No livro há também o registro do maior lance da temporada, um dos maiores dos últimos 30 anos: 45 toneladas, cerca de 30 mil tainhas, pescadas na praia da Lagoinha durante a madrugada”, conta o fotógrafo Eduardo Cassol.
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Com tiragem de dois mil exemplares, a publicação será distribuída a centros culturais, comunidades pesqueiras, bibliotecas, escolas e unidades educativas no município, patrocinadores e apoiadores do projeto. Cerca de 300 exemplares estão reservados para distribuição ao público no  no evento de evento de lançamento 






Mexicano Manuel Álvarez Bravo tem exposição no Rio


Terra Magazine


SÁBADO, 26 DE NOVEMBRO DE 2011, 07H58



O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abre em 26 de novembro a exposição

Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia. A mostra traz 250 imagens do mexicano que está 

entre os grandes nomes da fotografia mundial.

São obras de 1920 a 1950, trazidas ao Brasil com o apoio da associação dirigida pela viúva e pela filha do artista.
Bravo é o nome de maior relevância na fotografia do século XX de seu país. Nascido na Cidade do México, realizou seus primeiros trabalhos fotográficos no começo dos anos 1920. Neles, explora alguns elementos da tradição fotográfica pictorialista, influenciados pela obra de fotógrafos então atuantes no México, como Hugo Brehme, Guillermo Kahlo, pai da pintora Frida Kahlo, e Agustín Casasola, que documentou extensamente a revolução mexicana.
Na segunda metade dos anos 1920, Álvarez Bravo desenvolve uma abordagem mais autoral, que se distingue por imagens de natureza experimental, formal e abstrata. Mas são os ecos da revolução mexicana (1910-1920) e a influência temática de fotógrafos como Hugo Brehme - que contribuiu para estabelecer uma iconografia fotográfica mexicana centrada em sua cultura indígena, em sua gente e em sua paisagem -, que levam Álvarez Bravo a uma fotografia de vanguarda desconstrutiva já nos anos 1930. Bravo, como muitos outros fotógrafos do período - entre eles Paul Strand, nos EUA, e Thomaz Farkas, no Brasil -, passa a produzir uma fotografia mais complexa e simbólica.
Farkas, aliás, também é tema de outra exposição que começa no mesmo dia.Thomaz Farkas: uma antologia pessoal, que já esteve em São Paulo, inaugura no Rio. O Moreira Salles ainda lança o livro Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia, com 374 imagens do fotógrafo mexicano.
Serviço
Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia e Thomaz Farkas: uma antologia pessoal 
Abertura: 26 de novembro de 2011, às 14h
De 27 de novembro de 2011 a 26 de fevereiro de 2012
De terça a sexta, das 13h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h


Manuel Álvarez Bravo/Divulgação

La Hija de Los Danzantes (Filha dos dançarinos), foto de 1933

Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/ Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.
 
Menina vendo passarinhos, 1931  
O Instituto Moreira Salles (IMS) do Rio de Janeiro abriu no último sábado (26) as exposições “Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia” e “Thomaz Farkas: uma antologia pessoal”. As duas fazem uma retrospectiva dos trabalhos fotográficos de Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) e Thomaz Farkas (1924-2011) - referências na fotografia moderna, no México e no Brasil, respectivamente.


A exposição de Bravo conta com a curadoria de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, e de Aurélia Álvarez Urbajtel, filha do fotógrafo.  A mostra é composta por 250 imagens e enfatiza a produção seminal do fotógrafo entre os anos 1920 e 1950. Álvarez Bravo é o nome de maior relevância na fotografia do século 20 de seu país.


No mesmo dia da abertura da exposição, foi lançado no Brasil o livro “Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia”, com 374 imagens do fotógrafo. O volume tem prefácio de Colette Alvarez Urbajtel, viúva do fotógrafo, ensaios de apreciação crítica assinados pelo crítico e historiador da fotografia francês Jean-Claude Lemagny e pelos romancistas John Banville (irlandês) e Carlos Fuentes (mexicano), bem como uma cronologia e bibliografias completas.


Thomas Farkas


A exposição “Thomaz Farkas: uma antologia pessoal” apresentada no início do ano em São Paulo, chega ao IMS no Rio de Janeiro com 100 imagens (parte delas inéditas) feitas pelo fotógrafo, que faleceu em março deste ano. Para compor a exposição, durante dois anos Thomaz Farkas revisitou toda a sua trajetória, com suporte de seus filhos João e Kiko Farkas, e em conjunto com os pesquisadores e curadores do IMS, que hoje preserva sua obra fotográfica.


Thomaz Farkas é um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. Nascido em Budapeste, Hungria, em 1924, chega com a família em São Paulo em 1930. Aos oito anos de idade, Farkas ganha de seu pai a primeira câmera fotográfica e durante os dez anos seguintes realiza imagens que podem ser compreendidas como experimentos visuais fotográficos intuitivos e exploratórios.


As exposições ficarão em cartaz no IMS do Rio até 26 de fevereiro de 2012 e poderão ser visitadas de terça a sexta, das 13h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. A entrada é franca. O Instituto Moreira Salles fica Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea (RJ).


Mais informações:
www.ims.com.br
www.blogdoims.com.br
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500
n
Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/ Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.
Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/ Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.
Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/ Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.
Thomaz Farkas - Acervo IMS
Thomaz Farkas - Acervo IMS




http://photos.uol.com.br/materias/ver/57931




Mestres da fotografia

Manuel Álvarez Bravo e Thomas Farkas dividem as galerias do Instituto Moreira Salles

por Rachel Sterman | 30 de Novembro de 2011
Foto de Thomas Farkas: o artista e o mexicano Bravo, aproximam-se na ousadia de linguagem
Mexicano, Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) é um expoente da fotografia em seu país. Nascido em Budapeste, Hungria, Thomas Farkas (1924-2011) veio para o Brasil com a família aos 6 anos e, aqui, deu relevante contribuição para a iconografia moderna nacional. Obras dos dois mestres ganham individuais no Instituto Moreira Salles. Manuel Álvarez Bravo — Fotopoesia reúne mais de 250 imagens, com ênfase na produção das décadas de 20 a 50. Thomas Farkas: uma Antologia Pessoal é uma retrospectiva composta de 115 trabalhos abrigados no acervo do IMS, em boa parte selecionados para exibição pelo próprio autor.


Ao longo de mais de setenta anos de carreira, Bravo atravessou fases diversas convivendo com artistas e intelectuais de relevo, como seu ilustre colega francês Cartier-Bresson, os pintores mexicanos Diego Rivera e Frida Kahlo e o surrealista André Breton. “Apesar de trabalhar em várias vertentes, ele nunca abandonou o viés pessoal de sua obra, muito poética e sensível”, explica Sérgio Burgi, coordenador de fotografia do IMS e cocurador das duas mostras. Na seleção das criações de Farkas entraram peças representativas de toda a sua trajetória, incluindo as séries históricas feitas sobre a construção de Brasília. “Depois da fase geométrica e abstrata, Farkas adotou uma linguagem documental”, explica Burgi.

Manuel Álvarez Bravo — Fotopoesia e Thomas Farkas: uma Antologia Pessoal. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, ☎ 3284-7400. → Terça a sexta, 13h às 20h; sábado e domingo, 11h às 20h. Estac. grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 26 de fevereiro de 2012. A partir de domingo (27). www.ims.com.br.