Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

em torno da Capela de Santo Amaro, em Vila do Conde

* Victor Nogueita
(texto e fotos)

Ao seguir pela Rua Conde D. Mendo que vai entroncar na Rua 5 de Outubro vislumbrava uma igreja para norte e lá no cimo. Interrogava-me que templo seria esse e como se acederia a ele. Entretanto nas minhas pesquisas descobri que havia uma outra Capela, a de Santo Amaro, que não conseguia localizar no Google Maps.


Dirigi-me pois ao Centro Paroquial, para saber onde se localiza esta e a Igreja da Lapa e para pedir um folheto que tivesse a relação dos templos católicos de Vila do Conde que contivesse os horários de abertura ao público e/ou das missas. Não me satisfizeram esta última pretensão mas a Capela de Santo Amaro ficava perto, no cimo duma rua ao lado da qual passo inúmeras vezes, a íngreme Rua de Santo Amaro. Situa-se pois o templo no cimo do que teria sido uma penedia, résvés com os Jardins do Solar de S. Sebastião, num terreiro com desafogada vista em redor. O edifício, aberto apenas quando se realizam as festas do orago, nada tem de especial exteriormente, Ao lado uma "torre" que não será a sineira mas talvez um mirante de palacete ou propriedade agrícola de outrora- Tendo a capela sido erguida pelos Pinheiros, comendatários do Mosteiro de S. Simão da Junqueira, influentes no séc. XVI, talvez fosse marca destes. [Descobri posteriormente que se trata dum mirante do Solar de S. Sebastião, para que os proprietários  pudessem ver a barra e o movimento das embarcações que tinha no comércio marítimo]

"No terreiro da capela,  por Alvará de 5 de Setembro de 1704, de D. Pedro II, se instituiu uma feira franca. Os negociantes de gado pagavam 200 reis à Confraria. Os demais 100 reis. Esta feira franca está na origem da feira semanal de Vila do Conde." (http://paroquiadeviladoconde.pt/amaro.php)
















Aqueduto



Solar de S. Sebastião (Centro de Memória)



horto municipal



Capela de Santo Amaro



fotos em 2016.11. 15/16

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