Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Vida no Monte da Arouca - UCP Soldado Luís (2)

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

A Vida no Monte da Arouca - UCP Soldado Luís (2)

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Fotografias de Victor Nogueira


Alcácer do Sal - A Susana enxotando um cão


Alcácer do Sal - A Susana carregando a carteira da mãe, ao fundo, de casaco vermelho,
à frente da Senhora Catarina, de braço engessado.
O Rui tomando banho de alguidar (As casas dos trabalhadores rurais não tinham banheiro, nem sanita nem lavatório nem água corrente ou canalizada)


A Celeste com a Eva, uma das alunas, neta da Senhora Catarina.
O imenso lençol de água era dos arrozais, à espera de nascerem. Ao fundo, do outro lado do rio Sado, que se atravessava de bote chamando pelo barqueiro, fica a aldeia de Vale de Guiso, com apeadeiro de caminho de ferro a uns kms, tendo a igreja no ponto mais alto e destacado. A maior parte do rancho, a maioria mulheres, moravam na aldeia, que tinha melhores condições de vida. No monte, moravam o feitor e família, o Senhor Custódio e mulher (senhora Catarina) com duas filhas e uma neta e mais uma família cujo nome esqueci, para além da professora e do esposo fotógrafo, fim-de-semana-sim, fim-de-semana-não, alternado com Évora, onde ficava a nossa residência oficial. Mais de 2/3 das casas do monte estavam desabitadas.
Havia alunos da Celeste que nunca tinham ido à Vila, a uma dezena de km, e que ficaram abismados quando viam o comboio pela 1ª vez, um monstro para eles. O Renault 4 ficava com a Celeste, para ir à Vila ou para Évora, ou para ir-me buscar à Rodoviária, em Alcácer, nos fins-de-semana que me calhavam.
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