Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Kant_O de Cetóbriga on line

* Texto e Fotos de Victor Nogueira

Terça-feira, Junho 19, 2007

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal

- Reportagem Exclusiva -



Tempestade sobre Cetóbriga ...



Setúbal - Pormenor da Pedra Furada, vendo-se os efeitos da erosão


Lisboa - Centro Cultural de Belém




Setúbal - Centro Histórico, perto das Portas do Sol, vendo-se ao fundo, à esquerda, vestígios da muralha medieval.



Setúbal - fachada principal da Igreja de S. Julião


Setúbal - ruínas na Estrada dos .... (Vila Maria)


Setúbal - Laranjal no quintal da arruinada Vivenda Frixell (Av. dos Combatentes)




Beja - Marco do Correio


aldrabas


Cartaxo - pormenor duma porta


Setúbal - portal manuelino lateral da Igreja do Convento de S. João, que não foi transformado em entulho na sequência de muitos terramotos que assolaram Cetóbriga. Outro exemplar notável encontra-se no na Igreja de S. Julião (porta letaral). Reparem na graciososidade no tratamento da pedra. Hoje já não há artistas com esta capacidade, competência e orgulho profissionais. Nem trabalho escravo (ou haverá?) Aqui costuma(va) estar um «artesão» que faz e expõe sobtretudo reproduções de bicicletas em fio de electricidade, de várias cores, para vender.





Setúbal - Forte de S. Filipe, Estuário do Sado e Península de Tróia (entregue ao Mecenas BA)

Note-se que este forte, construído durante a ocupação castelhana dos Filipes, servia para a defesa do estuário do Sado e, simultâneamente, contra as revoltas populares dos habitantes de Cetóbriga. A talhe de foice diga-se que os setubalenses sempre foram muito revoltosos, em épocas que já lá vão. Vejam que a D. Amélia, esposa do Senhor D. Carlos I, quiz fazer uma estância real de férias no forte do Outão. Mas os setubalenses tê-la-iam recebido tão mal que ela abalou para não mais voltar, «doando» as instalações do Forte para Hospital Ortopédico. Tive ocasião de ver as instalações «reais» abandonadas e fechadas ao público. Os ares eram bons, mas depois da construção da cimenteira passou a haver muita poluição. Hoje em dia os setubalenses e algumas forças vivas de Cetóbriga querem o encerramento daquela unidade fabril e quanto à co-incineração, nem vê-la. Vamos ver o que sucede, pois não conseguiram impedir o encerramento do SADU (Serviço de Atendimento a Doentes Urgentes) e agora, durante o dia, no Centro de Saúde de S. Sebastião aumentou a confusão e depois das 20:00 ninguém está «autorizado» a ficar doente.
Uffa, estou farto de escrever. Estava distraído e vocês que me leêm deveriam ter chamado a minha atenção para este lençol.



Setúbal - A beleza do pôr do Sol e da poluição atmosférica, com a Central Termo-Eléctrica
(vista da Mitrena - em 1º plano esteiros do Rio Sado, junto à antiga Setenave e dum arruinado e não preservado moinho de maré)

Idem


Setúbal -Praça do Bocage, onde se erguem a estátua do vate e a Igreja de S. Julião, com o portal manuelino acima referido. Ao fundo à esquerda o edifício actual dos Paços do Concelho, reconstruído após o incêndio que deflagrou depois da implantação da República e da tentativa popular da libertação dos presos da cadeia que se situava no r/c e a resistência armada dos guardas. Por baixo do lajedo da Praça existem cetárias romanas. Reparem nos figurantes e, sobretudo, nas pombas ! São muitas mais as que agora enxameiam toda cidade. Atá as gaivotas entram por terra a dentro, grasnando e esvoaçando. Como já dei conta neste blog, uma das pombas nidificou num dos vasos duma das minhas varandas, aumentando a espécie em mais dois borrachos, que já voam mas não há meio de zarparem, voltando sempre. (já zarparam)

Contudo o «progresso» ou as variações climáticas afastaram as andorinhas definitivamente da rota de Setúbal

Vá por mim que vale a pena e não paga bilhete !
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